sábado, fevereiro 02, 2008

O Pranto das Pedras

Até as pedras
em protesto se calaram
Quando a cruz
semeou de luz o Gólgota
fertilizado com o sangue
fazendo brotar
flores de pranto
flores tão tenras
e doces que novas cruzes
povoaram a alto cume
altiva testemunha
dos segredos da Urbe bêbada
de sangue.
As pedras caladas
testemunham...
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Dulce

Que princesa está esta menina!
E com cheiro de mulher -rainha!
Bela na voz e doce ao caminhar
segue ondulante no meu sonhar.
Um beijo roubado Essa Menina!
É como tesouro de sabor ardor
por um suave segredo aspirado
na alma que baila nua com um véu.
Wilson Roberto Nogueira.270407

sábado, dezembro 01, 2007

Em suma
mesmo morto
no horto derradeiro
não repouso
ouço os talheres
membranosos dos vermes
em festim na farta mesa
das minhas memórias
de Glórias.
Wilson Roberto Nogueira
Sob o imenso céu a formiga pensa ser Colombo, e, parte em sua folha.Voando,voando sem temer cair em nenhum precipicio...ou ser engolida por um pintaroxo.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, novembro 14, 2007

entre destroços a fúria da fome

Perdas
Pedras pretas
presas
caixas-pretas
sob o carvão de corpos
prêsas do destino
do desalinhavado destino
pedras em desatino
esmagando pulmões
libertando pulmôes
libertando vozes de agonia
em meio ao humo
a humedecer de prata liquida
olhares incendiados de fogo invisível
olhares sem prumo de celerados animais
horda huna sem rumo
invadidos pela lua uivam várias adagas de agonia
animais vagando no pranto anônimo da noite
novos pratos fartos
de vis visceras
na saborosa ceia das feras
fitando o horizonte com olhos famintos
viver sob o manto da morte
Wilson Roberto Nogueira
Sorvendo a manhã leitosa
agarrado as Têtas da vida
o vitelo faminto na fresca brisa
na dolente fazenda
espreguiça o sol
saudando o verde
Passa de mão em mão o amargo
enquanto a brisa dança entre a piazada
que dribla a tristeza na ginga da alegria.
Os cachorros do mato se mantém à distância
esperando a noite alcoviteira
para uivar a fome e comer em sonhos algumas galinhas
dos ovos que não são de ouro.
No mas...
Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, novembro 12, 2007

Só o brado sobre a breve brisa
lava e leva para longe a palavra
lava rubra incêndio pastoso
no coração da pedra
Tua palavra arremessa
a verdade sobre a brisa breve
da educada falsidade.
Vade Retro !
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, novembro 06, 2007

De prateada luz
reflexo da lua
no lago da tua alma
teu olhar borbulha
notívaga chama.
Wilson Roberto Nogueira

Parlamento

-Um aparte nobre colega?!
-Sim ,a devida parte que lhe cabe neste latifúndio.
Wilson Roberto Nogueira
Em cada caveira
um sorriso.

Em cada caveira
faceira um vaso
onde se aninha
a passarinha
à chocar esperanças.

Voam plumas sobre as pegadas da história.
Wilson Roberto Nogueira
Em cada caveira
um vaso vela
um ninho
chama de esperança
no pávio um pio
nos buracos do crânio
olhos de sonho.
Wilson Roberto Nogueira
O vento murmura
velhas preces
em louvor de novos
cadáveres.
Wilson Roberto Nogueira
Voa a memória
pergaminho podre alado
restos de couro caem
semeando caminhos
de detritos.
Wilson Roberto Nogueira
Carrega o rastro
o rosto do desgosto
a des-
sacralizar a pegada
na névoa.

voa a memória
nada resta dos
restos da história.
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, outubro 30, 2007

Revolução fantasma

Tantas pessoas morrem
eu vi
Tantas
tontas mortes
enterradas
na ampulheta
da história.
Demora a sangrar
as cicatrizes da memória
nos cortes profundos
da escória que não escolhe
a morte mas a morte a escolhe.
Enterrada sob rochas do esquecimento
o piso rubro dos monumentos.
camponeses e proletários
lumpem
caminham em sombras cobrindo
o velho fantasma...
Pode demorar a sangrar
as cicatrizes da lembrança
única tua herança
pó ao vento ferindo os olhos das feras.
Uma pedra na laje rachada.
Corte no tecido do teu trajar.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, outubro 24, 2007

Nas calçadas pipocam luzes a cada golpe de suor das nuvens;
Várias fendas abrem-se na alma da pele
a cada toque de lágrima sidérea.
A chuva -um lamento misturado ao barro e ao cimento
da urbe bêbada sarjeta da modernidade.
O novo século oculto sob densa fumaça ainda respira
o cadáver do insepulto corpo do século XX
o qual vaga a procurar as ruínas de suas lembranças
mais caras ,entre gotas de esperança as quais teimam
em cair dos céus.
A cada passo .tropeça nas pedras da dúvida e do mêdo,
agigantam-se fantasmas do passado que adquiriram a carne de aço
dos corpos nas cinzentas paisagens urbanas
paisagens da humanidade estéril transacionada merca doria nas Bolsas
do valor sem face nos caminhos invisíveis das vozes sem espírito ou morada.
Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, outubro 19, 2007

Muro da Palestina
No meio da rua um Muro
no meio do caminho uma familia
uma caminhando para um lado
outra para outro
O véu ígneo tocado pelas mãos saudosas
de irmãs órfãs
A pele do asfalto o sol da manhã
a caminhada é longa
e as feridas da memoria não cicatrizam.
Cada uma tocando a face fria da intolerância
na esperança que um sorriso-uma fenda de felicidade
restitua a dignidade a todo um povo.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, setembro 26, 2007

O queijo que exala do pé da palavra
o hálito na voz de pão-de-queijo da
mineira lembrança
na fumaça da vingança
escondido
o pano da vida
roído pelo rato da mágoa
a poça pastosa na àgora repleta
de olhos espelhando escudos de sóis
luzes de perdão
máscaras de atores na praça
de armas
armados de sorrisos
a fumaça se dispersa
hostes derrotadas
esperança...
dia antes de morrer
com um segundo de sorriso.
centavo de vida.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, setembro 12, 2007

As bombas semeiam o silêncio das tempestades
plantando aço na terra sedenta
floresta de pedras e ossos
só os olhos das crianças sepultam maldições.......
Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, setembro 06, 2007

Um vidro verde de perfume
deitado nas pedras brancas da calçada
a lua se perfuma de prateada
música.
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, setembro 04, 2007

Ela com

seu

doce

gingado

vale

mais

do

que

um

p

i

n

g

a

d

o

.

Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, agosto 09, 2007

Mordidas da morgue
A cada passo o preço apressado da ampulheta
só o passado tão presente,
tão presente quão engolidora é sua sombra
fria decomposição do futuro
a germinar novas formas em velhas
encarquilhadas fôrmas de quilhas
em frangalhos de gaLeões naúfragos
palácios de tubarões no cio silêncioso
da morte.
Wilson Roberto Nogueira

sábado, agosto 04, 2007

Abandonara a advocacia perdendo-se na selva do auto abandono até encontrar a senda do sucesso ao beber das palavras do poema "Abandono".Encontrou-se na solidez contida,oculta.Foi ser poeta na vida-sem rosto,sem tostão nem guarida,mas ainda,um Ser Social.Onde mais do que à construir edifícios do pensamento onde habitam almas livres.
Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, agosto 03, 2007

Perdas
Pedras pretas presas
à caixas-pretas
Qual é o preço do teu
pranto de pedra
prantos de préstimos
à prazo
prantos tontos de tão tolos
Postiços
Perdas de pedras presas
Carvão.Voam as cinzas
da tua lembrança.
passam os passageiros
das estrelas.
Dia Amantes.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, julho 25, 2007

"Toda estética contém uma ética"
Sou um amaldiçoado marxista ,portanto a lente que uso para ver a elite economica da província é aquela mesma e se trata de expor as entranhas em público e correr o risco de receber as pedradas por colocar outras cores nas "belas paisagens"-por romper o laço da resposta esperada a comodidade burguesa.
A contundência das letras ásperas daqueles arames farpados de nervos e sangue tão incomodos às narinas e a pele da sociedade afluente.Sou o que escrevo e não lamento por isso.
Wilson Roberto Nogueira

sábado, julho 21, 2007

O vento pára na pedra
repousa na sua paz
Pende o pêndulo do tempo
para o centro do cetro do senso
A verdade está no meio
O poder da pedra suave
está na moderação
modela a ação do caráter
sem o ácido do sangue seivando
árvores estéreis a sombrear feras famintas.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, julho 18, 2007

Havia um excesso de dias na vida dele
que ele varria para dentro da escuridão,
atrás da porta pesada da solidão.
seus sonhos tungados
no sabor amaro do café com sangue
saindo da gengiva na boca de sepultos ósculos
a arrastar correntes nos corredores empoeirados
da pensão do poeta- aleijão.
Wilson Roberto Nogueira
O Ocaso do Leão
O dente da idéia estava caríado
nos buracos restos podres
de fracassos
iam vorazes se alimentando
daquela pedra frágil.
Gemidos
só quando sentia
àquela ausência de
presas prendendo a fome
solidão sem sorrisos.
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, julho 17, 2007

Pessimista na reflexão e otimista na ação
Visão crítica á desmascarar os Mitos
Soprendo para longe o torpor do humo
da ideologia dominante.
Wilson N Kolodycz
A Utopia é boa
mas ela só a sí não se basta
precisa estar enterrada para
que a semente do sonho crie raízes
na massa cinzenta e germine
revoluções
na objetiva da realidade.
Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, julho 11, 2007

Uma mulher lençol nesta noite
de caloroso ócio amoroso
Beijo sem remorso da madrugada
obliqua e dissimulada luz de sedução.
despertar es petado de esperanças em chamas.
Wilson Roberto Nogueira

sábado, junho 23, 2007

Incêndios refrescam
tua Sal Amand Dra
salgada.
lascíva voraz largada
lagarteando ao Sol.
Wilson Roberto nogueira
Na geada do teu sentimento
granizos vertendo
de luas imensas
prateando luzes sem calor
gotículas de ácido furando
o agasalho do amor.
Wilson Roberto Nogueira
Dentro daquela
palavra ígnea
uma lava
gerada na dor
à devor ar de incêndios
a lavra do verbo.
Wilson Roberto Nogueira
A cada nova face de lua prateada
procuro a profundidade do teu olhar
o abismo dos olhos teus
para procurar o teu afogado coração
Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, junho 14, 2007

Em casulos percorremos o cosmos
e incendiados mergulhamos no firmamento
da razão estiolante do cotidiano.
Wilson Roberto Nogueira
Sem agendas desagendadas
cabelos desgrenhados
pêlos em continência
perdidas horas
sem memória
escravo da letras irrisórias.
Cadê a agenda acesa da memória?
Wilson Roberto Nogueira
Suspira o vento velando a lágrima
margeando a lagoa solar de uma mirada
Wilson Roberto Nogueira

sábado, junho 02, 2007

Qual é a porta que me favorece?
Seja qual for
ela estará sempre aberta
para a dor
do novo queimar
O fogo aquece.
Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, junho 01, 2007

A precisa palavra
preciso
cisão no ciso
revolta a recobrir
a poeira do poema
preciso
sem pressa a presa
prende o predador
a dor da pressa
da palavra precisa
àgora da memória
Desca de sí nesse momento
agora
desca de sí e caía em sí
si be mol
Escuridão
sol sem luz
no calor da solidão
Wilson Roberto Nogueira