Ória
Ela perguntou:
_Ou eu ou a bebida.
Respondeu:
_A bebida é mais nova.
Ela saiu, foi trepar com o galgo.
o cão também era mais novo.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, março 10, 2009
Luzes Podres da Urbevecida Madrugada
O pederasta
não reclamava
voava na Mercedes.
Enquanto o pedestre
assistia a tia tirar a roupa
da gúria só pra gozar à fresca.
Na esquina o pedófilo fumava
mais uma infância
em cinzas plantava pra ver se crescia
merda a sua imagem e semelhança.
Suspirava rosado o doce diabético
a escarrecer o esquálido carrinheiro.
No terminal o cão vadio corria, latia
tentava morder a roda da viatura da
guarda municipal.
A cadela olhava festeira a proeza até
ser espancada por animais
que esperaram o último músculo parar
de protestar.
As boas pessoas pastavam vozes sacras
em canticos de louvor.
Parabéns! Se dependesse do governo ...!
Wilson Roberto Nogueira
não reclamava
voava na Mercedes.
Enquanto o pedestre
assistia a tia tirar a roupa
da gúria só pra gozar à fresca.
Na esquina o pedófilo fumava
mais uma infância
em cinzas plantava pra ver se crescia
merda a sua imagem e semelhança.
Suspirava rosado o doce diabético
a escarrecer o esquálido carrinheiro.
No terminal o cão vadio corria, latia
tentava morder a roda da viatura da
guarda municipal.
A cadela olhava festeira a proeza até
ser espancada por animais
que esperaram o último músculo parar
de protestar.
As boas pessoas pastavam vozes sacras
em canticos de louvor.
Parabéns! Se dependesse do governo ...!
Wilson Roberto Nogueira
As voltas da vida não virava o lobo em cão.
Caíram os pêlos, não o coração.Mesmo olhando
para seu reflexo (nos outros )...o eco fraco
um simples latido no fundo de uma caverna,
não é nada.
Agora a sombra surge imponente; mesmo arcado,
velho o vulto de seu espírito contra a rocha é, ainda,
atemorizador.
Em seus sonhos.
Wilson Roberto Nogueira.
(Inspirado pelo cachorro da Nanci )
Caíram os pêlos, não o coração.Mesmo olhando
para seu reflexo (nos outros )...o eco fraco
um simples latido no fundo de uma caverna,
não é nada.
Agora a sombra surge imponente; mesmo arcado,
velho o vulto de seu espírito contra a rocha é, ainda,
atemorizador.
Em seus sonhos.
Wilson Roberto Nogueira.
(Inspirado pelo cachorro da Nanci )
sexta-feira, março 06, 2009
Etilico
comum
como
me comunicava
cavava com a voz metal enferrujado
arado banguela penetrando a fenda da pedra
a dor avisava o esforço era mole a alma rija morria
e mais dura ficava enquanto a boca faminta regurgitava
vencida então em espasmos molhava lava lavando o metal
que derretia e mais duro esticava
estirada teia elétrica e úmida lembrança
assando na dor o prazergozo
amargo
e um trago de vodka.
Amanheceu o esquecimento.
Wilson Roberto Nogueira
como
me comunicava
cavava com a voz metal enferrujado
arado banguela penetrando a fenda da pedra
a dor avisava o esforço era mole a alma rija morria
e mais dura ficava enquanto a boca faminta regurgitava
vencida então em espasmos molhava lava lavando o metal
que derretia e mais duro esticava
estirada teia elétrica e úmida lembrança
assando na dor o prazergozo
amargo
e um trago de vodka.
Amanheceu o esquecimento.
Wilson Roberto Nogueira
Cervejamos Sós Mocados em Nós
tentativa de sintetizar sentimentos nas angústias cotidianas, não cabem em corações e invadem co(r)pos para depois fugirem aladas ;sondar nos campos da memória mais trigo para nosso pão de cada dia; também me serve o pão liquido .Solidifico o sonho e invado o pesadelo com a luz da esperança que perscruto no doirado copo de uma loira gelada ou quente, virada para a parede olhando para si no espelho.
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, março 05, 2009
A Turquinha Istambouli
ele ria quando chorava para ela poder chorar de rir
era só um rio que cruzou com a pedra na idéia flutuante da natureza.
a pedra molhada enxugava o suor da água
gotejava sal moura ria no mosaico bizantino
ruínas despoderosas olhando a lua no fundo do mar
apaixonados pois distantes tortura acariciante
na sombra da mesquita ora um grego gago entre ouros
na despalavrada metalaria a prata manchada de especiarias.
correm véus sorridentes a bailar com gaivotas
todos os dias narguilé com tabaco turco e muito café
Ele ria quando chorava sua velha Istambouli era para sempre azul menina.
Wilson Roberto Nogueira
era só um rio que cruzou com a pedra na idéia flutuante da natureza.
a pedra molhada enxugava o suor da água
gotejava sal moura ria no mosaico bizantino
ruínas despoderosas olhando a lua no fundo do mar
apaixonados pois distantes tortura acariciante
na sombra da mesquita ora um grego gago entre ouros
na despalavrada metalaria a prata manchada de especiarias.
correm véus sorridentes a bailar com gaivotas
todos os dias narguilé com tabaco turco e muito café
Ele ria quando chorava sua velha Istambouli era para sempre azul menina.
Wilson Roberto Nogueira
Só o suspiro da chuva alivia a manhã.O sol só sabe da sua presença ,aranha,quando melada sobre o suspiro ,arranha a sombra no desespero para desteiar-seda solidão.Comeu o macho azêdo e agorase adoçura para outro na voluvel volupia do instinto.Cevada de si acaba se comendo.O macho demorou.
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, março 03, 2009
domingo, março 01, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
AbSurdo
Abre e escuta a surra de cacofonia do inverossimil
delirio das cores desertoras no coração espatifado da razão
Zomba surdo no labirinto Ab Salão
sem sair e sem ter razão
preso em sí a saltar sombras ,a espoucar absolvição
toda a ferida culpa patiferina
louco como o absurdo mundo cão que não late
mas também não larga o osso da caveira da civilização.
Wilson Roberto Nogueira
delirio das cores desertoras no coração espatifado da razão
Zomba surdo no labirinto Ab Salão
sem sair e sem ter razão
preso em sí a saltar sombras ,a espoucar absolvição
toda a ferida culpa patiferina
louco como o absurdo mundo cão que não late
mas também não larga o osso da caveira da civilização.
Wilson Roberto Nogueira
O que só o sombra sabe
sussurrar sonhos de cores desertoras em desertos noturnos
de sombras nem sombreros ou cobertores
só dores
apenas olho prateado lagoa alheia miragem
conduzindo sussurros na forma de sombras
ora camelos ora palmeiras
ora a hora vaga da insolência da insolação insone
que despertara em outra noite de outro ontem.
O deserto é mais humano a noite.
Wilson Roberto Nogueira
sussurrar sonhos de cores desertoras em desertos noturnos
de sombras nem sombreros ou cobertores
só dores
apenas olho prateado lagoa alheia miragem
conduzindo sussurros na forma de sombras
ora camelos ora palmeiras
ora a hora vaga da insolência da insolação insone
que despertara em outra noite de outro ontem.
O deserto é mais humano a noite.
Wilson Roberto Nogueira
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
ferro-via abandonada
destila caos apagado
dissolvido em verniz sem validade
existe verde, bem como oxigênio
abrindo-se em infinito
cercando a eletricidade desativada abaixo dos pés
e, apesar dos movimentos,
existe a sensação de congelamento
o tempo é cansado
aqui, nenhum relógio marca a hora certa
os sinos são gárgulas no vão das igrejas
pacto matrimonial com o silêncio
os pássaros definham diante do vago
abrindo asas sem alçar vôo
abrindo bicos sem emitir som
mudos como o nada
que habita os que dormem e não sonham.
Camila Vardarac
http://www.vaga-lumens.blogspot.com/
destila caos apagado
dissolvido em verniz sem validade
existe verde, bem como oxigênio
abrindo-se em infinito
cercando a eletricidade desativada abaixo dos pés
e, apesar dos movimentos,
existe a sensação de congelamento
o tempo é cansado
aqui, nenhum relógio marca a hora certa
os sinos são gárgulas no vão das igrejas
pacto matrimonial com o silêncio
os pássaros definham diante do vago
abrindo asas sem alçar vôo
abrindo bicos sem emitir som
mudos como o nada
que habita os que dormem e não sonham.
Camila Vardarac
http://www.vaga-lumens.blogspot.com/
Passarão,Passarinho, Passarinhada
Já pensou no que comem os passarinhos?
Aqui em casa em nosso quintalzinho só tem duas árvores, amorinha e araçá. Mas que vive o ano inteiro repleto de passarinhos.
São sabiás, andorinhas, bentevis, pardais, corruíras com raridade, e até as maritacas já deram o ar de sua graça por aqui.
Fiquei espantada quando vi que eles esperavam os meus cachorros saírem da área de risco para posarem sobre a ração. E isso acontecia com freqüência.
Temos três cachorros, mas contabilizamos quatro na compra do mês, pela quantidade de pássaros que se alimentam aqui em casa.
Eles não são mais limitados a comerem grãos, frutas, como eu pensava. Agora, aderiram em sua alimentação à variedade composta de carnes.
Certo dia, ao andar no conjunto onde moro, vi um grupo de passarinhos disputando uma banana que estava no gramadinho, em frente a uma casa. Como vi a senhora, dona da casa, aparecer na entrada, comentei sobre a banana, admirada. E ela falou mais, que no telhado de sua casa ela colocava água, pois eles não tinham mais de onde beber, pois os rios e lagos haviam desaparecido, com a evolução da cidade.
E ela comentou mais, que vinham de onde eram mata e que hoje viraram plantações, e que com venenos, as plantações verdes, hoje lembram apenas a dor no estômago, com gosto de remédio, para eles.
Comentei sobre o meu quintal, que eles se alimentavam de ração, e ela disse que era devido à fome. No desespero, eles aprenderam até a abrir o lixo. Lixos aliás que se enchem de abelhas, vindas das regiões desmatadas. Elas também estavam de mudança, e, na falta de flores, se contentavam com a coca-cola das lixeiras, pois também contêm açúcar.
Um senhor que vem vender mel por aqui, disse que está procurando outro trabalho, pois as abelhas não querem mais fazer favo e nem estabelecer família na roça. Querem é viver na cidade grande, que tem emprego e comida!
Então resolvi abrigar esses pobres coitados, que foram desabrigados de suas terras, seus trabalhos e que agora tentavam a vida na cidade grande.
Coloquei duas bacias de água e comida no telhado. Num ponto em que eu tenho uma visão estratégica. Assim, eu posso me sentar e admirar a passarinhada, se revezando para mergulhar. Às vezes, se empurram num clima de “criançada na piscina”. E parece que eles pressentem quando a fruta está “artificial” demais, eles nem encostam o bico nela.
Domingo, eu tive uma surpresa triste e não sabia o que fazer. Minha gata subiu na área deles e capturou uma pomba-rola. Trouxe-o, ainda vivo, e tentou matá-lo em minha frente, talvez para eu parabenizá-la pela conquista. Eu rapidamente a espantei e peguei a pomba-rola na mão, para ver o estrago. Estava com o rombo, perto do pescoço.
Eu tive uma vontade de chorar, imaginando a dor que passarinha sentia.
Liguei para um veterinário, amigo meu. E ele disse que não havia o que fazer, pois pássaros são animais complexos e sensíveis demais. Era melhor dar para a gata terminar o serviço.
Coloquei-a numa caixinha de sapato, para não ficar voando e se esborrachando no chão. Pois ela estava sangrando, mas com um olhar firme, determinado a fugir. E eu fiquei feliz, porque era sinal de que estava forte e conseguiria viver, se cicatrizasse.
Passei aquele dia angustiada, pensando num analgésico, num curativo que o fizesse parar de sangrar. Não conseguia nem olhar para minha gata, que me pedia colo.
Segunda-feira, estava acordada desde as seis da manhã. Olhei dentro da caixinha e ela estava lá, querendo fugir. Ótima notícia! Oito horas da manhã, liguei para o IBAMA. Queria uma informação apenas, nem iria dar meu endereço, pois podiam me multar por ter um animal silvestre em cativeiro, pensei logo. Surpreendentemente, eles me informaram o telefone dos agentes do meio ambiente para socorrem os animais. Liguei, passei o endereço e a urgência: salvar uma ave! Nem falei a espécie, para não classificarem a importância na cadeia de extinção. Fiquei aliviada quando me falaram que logo pela manhã apareceriam em minha casa.
Hoje, sexta-feira, depois de uma longa espera, enterrei a pomba-rola. E pela janela vejo a passarada ainda a cantar. Destino natural, uma gata pegar um pássaro; destino natural eu continuar me encantando com suas peripécias.
Tainá Pires,
Aqui em casa em nosso quintalzinho só tem duas árvores, amorinha e araçá. Mas que vive o ano inteiro repleto de passarinhos.
São sabiás, andorinhas, bentevis, pardais, corruíras com raridade, e até as maritacas já deram o ar de sua graça por aqui.
Fiquei espantada quando vi que eles esperavam os meus cachorros saírem da área de risco para posarem sobre a ração. E isso acontecia com freqüência.
Temos três cachorros, mas contabilizamos quatro na compra do mês, pela quantidade de pássaros que se alimentam aqui em casa.
Eles não são mais limitados a comerem grãos, frutas, como eu pensava. Agora, aderiram em sua alimentação à variedade composta de carnes.
Certo dia, ao andar no conjunto onde moro, vi um grupo de passarinhos disputando uma banana que estava no gramadinho, em frente a uma casa. Como vi a senhora, dona da casa, aparecer na entrada, comentei sobre a banana, admirada. E ela falou mais, que no telhado de sua casa ela colocava água, pois eles não tinham mais de onde beber, pois os rios e lagos haviam desaparecido, com a evolução da cidade.
E ela comentou mais, que vinham de onde eram mata e que hoje viraram plantações, e que com venenos, as plantações verdes, hoje lembram apenas a dor no estômago, com gosto de remédio, para eles.
Comentei sobre o meu quintal, que eles se alimentavam de ração, e ela disse que era devido à fome. No desespero, eles aprenderam até a abrir o lixo. Lixos aliás que se enchem de abelhas, vindas das regiões desmatadas. Elas também estavam de mudança, e, na falta de flores, se contentavam com a coca-cola das lixeiras, pois também contêm açúcar.
Um senhor que vem vender mel por aqui, disse que está procurando outro trabalho, pois as abelhas não querem mais fazer favo e nem estabelecer família na roça. Querem é viver na cidade grande, que tem emprego e comida!
Então resolvi abrigar esses pobres coitados, que foram desabrigados de suas terras, seus trabalhos e que agora tentavam a vida na cidade grande.
Coloquei duas bacias de água e comida no telhado. Num ponto em que eu tenho uma visão estratégica. Assim, eu posso me sentar e admirar a passarinhada, se revezando para mergulhar. Às vezes, se empurram num clima de “criançada na piscina”. E parece que eles pressentem quando a fruta está “artificial” demais, eles nem encostam o bico nela.
Domingo, eu tive uma surpresa triste e não sabia o que fazer. Minha gata subiu na área deles e capturou uma pomba-rola. Trouxe-o, ainda vivo, e tentou matá-lo em minha frente, talvez para eu parabenizá-la pela conquista. Eu rapidamente a espantei e peguei a pomba-rola na mão, para ver o estrago. Estava com o rombo, perto do pescoço.
Eu tive uma vontade de chorar, imaginando a dor que passarinha sentia.
Liguei para um veterinário, amigo meu. E ele disse que não havia o que fazer, pois pássaros são animais complexos e sensíveis demais. Era melhor dar para a gata terminar o serviço.
Coloquei-a numa caixinha de sapato, para não ficar voando e se esborrachando no chão. Pois ela estava sangrando, mas com um olhar firme, determinado a fugir. E eu fiquei feliz, porque era sinal de que estava forte e conseguiria viver, se cicatrizasse.
Passei aquele dia angustiada, pensando num analgésico, num curativo que o fizesse parar de sangrar. Não conseguia nem olhar para minha gata, que me pedia colo.
Segunda-feira, estava acordada desde as seis da manhã. Olhei dentro da caixinha e ela estava lá, querendo fugir. Ótima notícia! Oito horas da manhã, liguei para o IBAMA. Queria uma informação apenas, nem iria dar meu endereço, pois podiam me multar por ter um animal silvestre em cativeiro, pensei logo. Surpreendentemente, eles me informaram o telefone dos agentes do meio ambiente para socorrem os animais. Liguei, passei o endereço e a urgência: salvar uma ave! Nem falei a espécie, para não classificarem a importância na cadeia de extinção. Fiquei aliviada quando me falaram que logo pela manhã apareceriam em minha casa.
Hoje, sexta-feira, depois de uma longa espera, enterrei a pomba-rola. E pela janela vejo a passarada ainda a cantar. Destino natural, uma gata pegar um pássaro; destino natural eu continuar me encantando com suas peripécias.
Tainá Pires,
Agoniza empanturrado o dia ;dormência em cólicas desaba o morro,tudo se converte em pastosa despedida,despe-se em ruínas o oculto pranto ,torna em pedras macias vidas,sujeira em almas limpas passando sopro divino,só mais uma ceia de cães vadios.Restos humanos em faces animais.Anjos voam para não voltar.Chove sobre o entulho urbano;morre um rio renascido em poça.Catador nada em busca da latinha;afoga-se em coco.Urubus namoram futura comida que ainda sonha com a filha e a mulher;passa um tiro de desespero.Sonhos nunca teve ,só pesadêlos.Que preciosos momentos a morte presenteia !Um sorriso de uma criança ,o amor da esposa.O urubu pousado no crânio será o almoço de amanhã da familia que procura na memória o rosto do afogado.
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
sábado, fevereiro 21, 2009
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Guerra
O olho dágua nada viu que lembra-se uma gota de chuva,mesmo ácida.
Olho sêco de catarata negra, como a peste testemunha da incúria;filha
bastarda da guerra;aguarda sob o muro da fábrica gafanhotos de metal
sedentos de árvores negras que perfiladas, ao som de wagner,
marchavam como batalhões espectrais da história.
Wilson Roberto Nogueira
Olho sêco de catarata negra, como a peste testemunha da incúria;filha
bastarda da guerra;aguarda sob o muro da fábrica gafanhotos de metal
sedentos de árvores negras que perfiladas, ao som de wagner,
marchavam como batalhões espectrais da história.
Wilson Roberto Nogueira
As perdas produzem ganhos inesperados
mesmo as dores nos aliviam a alma
até quando morremos a cada noite
Olhamos as luzes de luas impossíveis
luas negras de brilhantes invisíveis
que nos soterram de sedução
nos tornamos qual sondas de carne e nervos
que se consomem na medida em que nos degradamos
em suas vísceras
sepultura liqueferante de ácidos e esquecimento.
Wilson Roberto Nogueira
mesmo as dores nos aliviam a alma
até quando morremos a cada noite
Olhamos as luzes de luas impossíveis
luas negras de brilhantes invisíveis
que nos soterram de sedução
nos tornamos qual sondas de carne e nervos
que se consomem na medida em que nos degradamos
em suas vísceras
sepultura liqueferante de ácidos e esquecimento.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Em Amarante
um único só dia supliquei e ela,vadia
respondeu com um sorriso
DELICIOSO .
O dificil foi explicar, mas expliquei , lá em casa.
O que restou das sobras,o que prestara; só para
continuar na presença da sombra com um copo
de pele;a carne e os ossos ficaram sepultados
no Éden daquele sorriso.
Lá em casa.Panos cobrindo uma moldura sem quadro,
sem as tintas da alma,só a parede do outro lado.Parte
da casa que a patroa conhecia.
Te ama a ausência o teu troféu empalhado da posse
A imagem absorvida no objeto ecoa na tua voz o silêncio.
A vida está em outro lugar
no beijo da promessa de um sorriso.
sexo é vida só com pessoas vivas.
Wilson Roberto Nogueira
respondeu com um sorriso
DELICIOSO .
O dificil foi explicar, mas expliquei , lá em casa.
O que restou das sobras,o que prestara; só para
continuar na presença da sombra com um copo
de pele;a carne e os ossos ficaram sepultados
no Éden daquele sorriso.
Lá em casa.Panos cobrindo uma moldura sem quadro,
sem as tintas da alma,só a parede do outro lado.Parte
da casa que a patroa conhecia.
Te ama a ausência o teu troféu empalhado da posse
A imagem absorvida no objeto ecoa na tua voz o silêncio.
A vida está em outro lugar
no beijo da promessa de um sorriso.
sexo é vida só com pessoas vivas.
Wilson Roberto Nogueira
Com a camera à mão
pulsava na lente um coração
em prêto e branco.
As cores desbrilhavam
voando pálidas sonhavam
pálidas almas desluziam
libertas à voar.
Em prêto e branco
olhares à procurar
com a voz das imagens
nas sombras da retina
a mão pétreo cajado do tempo
segura as cordas a prender as garras
da liberdade.
O fio voava com as leves correntes da falsa conciência.
Mas a imagem do pássaro da liberdade voando livre vive
A pomba na sombra é uma águia.
Wilson Roberto Nogueira
pulsava na lente um coração
em prêto e branco.
As cores desbrilhavam
voando pálidas sonhavam
pálidas almas desluziam
libertas à voar.
Em prêto e branco
olhares à procurar
com a voz das imagens
nas sombras da retina
a mão pétreo cajado do tempo
segura as cordas a prender as garras
da liberdade.
O fio voava com as leves correntes da falsa conciência.
Mas a imagem do pássaro da liberdade voando livre vive
A pomba na sombra é uma águia.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, fevereiro 01, 2009
Ele dela afastou-se pois a sombra o esmagaria
chegou perto de se perder e dentro da alma dela
olhou em volta e dentro daquelas entranhas
havia vida fervilhando fervendo demais.
Fugiu e foge até hoje,mas a
sempre o perseguia até o limiar do abismo.
hoje maior que a sombra mira o céu infindo
a dor do abismo serenou no pesadêlo diluido.
No céu traços de vermelho
pincél desleixado no céu azul.
Ela sorri livre.
Wilson Roberto Nogueira
chegou perto de se perder e dentro da alma dela
olhou em volta e dentro daquelas entranhas
havia vida fervilhando fervendo demais.
Fugiu e foge até hoje,mas a
sempre o perseguia até o limiar do abismo.
hoje maior que a sombra mira o céu infindo
a dor do abismo serenou no pesadêlo diluido.
No céu traços de vermelho
pincél desleixado no céu azul.
Ela sorri livre.
Wilson Roberto Nogueira
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