segunda-feira, maio 03, 2010
domingo, maio 02, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
O riso solto saltava de um coração preso
e caia,levantava e fugia cego rumo ao abismo,
ao desespero, à loucura.O riso era um rio
onde o coração-ancora afogado se nutria.
O riso enganava a tristeza que procurava
ceifà-lo nio escuro da luz.
Por isso o riso não dormia na escuridão
na escuridão , olhava-se para dentro
e matava-lhe o coração.
O riso era a máscara da alma rasgada em prantos,
despedaçada chorando fogo no suor do riso.
Rir , viver desafiando a morte
provando a sorte vertendo vida na aparência solar do riso
sombra de raios rasgando o sosto no canto dos olhos cegos de tanto olhar.
Wilson Roberto Nogueira
e caia,levantava e fugia cego rumo ao abismo,
ao desespero, à loucura.O riso era um rio
onde o coração-ancora afogado se nutria.
O riso enganava a tristeza que procurava
ceifà-lo nio escuro da luz.
Por isso o riso não dormia na escuridão
na escuridão , olhava-se para dentro
e matava-lhe o coração.
O riso era a máscara da alma rasgada em prantos,
despedaçada chorando fogo no suor do riso.
Rir , viver desafiando a morte
provando a sorte vertendo vida na aparência solar do riso
sombra de raios rasgando o sosto no canto dos olhos cegos de tanto olhar.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, abril 04, 2010
Galho seco
Quanto mais Zé a desnudava com o olhar
mais ela o vestia
e lhe mandava pra sacrestia,
o lar ô Lar.Orar, orar
no recondito banheiro.
Cinzas no cinzeiro.
Wilson Roberto Nogueira
mais ela o vestia
e lhe mandava pra sacrestia,
o lar ô Lar.Orar, orar
no recondito banheiro.
Cinzas no cinzeiro.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, abril 03, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
A Margem da Poesia
Rilke estava enganado;
um poeta é um poeta
e vive sem fazer versos.
Por outras razões se morre
e as forças de viver
são mais cegas, são mais ágeis
que a direção de morrer.
Maiakovski se matou
podendo fazer poesia
e pagando seus impostos.
Como?Onde?Para quem ?
Aqui,ali,pouco importa
em tudo a mentira sobra;
morreu na boca de um poema
o pulso farto de versos.
Lupe Cotrim
um poeta é um poeta
e vive sem fazer versos.
Por outras razões se morre
e as forças de viver
são mais cegas, são mais ágeis
que a direção de morrer.
Maiakovski se matou
podendo fazer poesia
e pagando seus impostos.
Como?Onde?Para quem ?
Aqui,ali,pouco importa
em tudo a mentira sobra;
morreu na boca de um poema
o pulso farto de versos.
Lupe Cotrim
domingo, março 28, 2010
Procura na voz do olhar
das estrelas
uma melodia de sonhos
leve suspiro fantasma
de pó e esperança
ou seria lembrança
Ela está lá
como uma recordação
no olhar liquido do luar
Jogo a escama de uma rocha
que reverbera virando peixe
no sonho do céu
que olha para a Terra
e se vê azul.
Wilson Roberto Nogueira
das estrelas
uma melodia de sonhos
leve suspiro fantasma
de pó e esperança
ou seria lembrança
Ela está lá
como uma recordação
no olhar liquido do luar
Jogo a escama de uma rocha
que reverbera virando peixe
no sonho do céu
que olha para a Terra
e se vê azul.
Wilson Roberto Nogueira
quarta-feira, março 17, 2010
domingo, março 14, 2010
quinta-feira, março 11, 2010
Terminal
O que eu espero,
lampejos no olhar
e que ela não esteja
morta sem estar.
o desespero esquarteja
no silêncio de um olhar.
que vai embora
assim,assim devagar.
víbora lhe foi viver.
Morre agora.
Desgarra e aflora
na escuridão.
Wilson Roberto Nogueira
lampejos no olhar
e que ela não esteja
morta sem estar.
o desespero esquarteja
no silêncio de um olhar.
que vai embora
assim,assim devagar.
víbora lhe foi viver.
Morre agora.
Desgarra e aflora
na escuridão.
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, março 04, 2010
Ela fora tragada por aquele traço
pensara que ali encontrara seu espaço
que seria o alcool a percorrer aquelas veias.
Mera fumaça numa baforada de esquecimento.
O traço delineava o vácuo dela própria no espelho.
Sua boca percorrera o vazio de um traço
no sorriso de uma lãmina de vidro no teto
de suas entranhas.
Só um traço rasgando de negro a noite pálida
Wilson Roberto Nogueira
pensara que ali encontrara seu espaço
que seria o alcool a percorrer aquelas veias.
Mera fumaça numa baforada de esquecimento.
O traço delineava o vácuo dela própria no espelho.
Sua boca percorrera o vazio de um traço
no sorriso de uma lãmina de vidro no teto
de suas entranhas.
Só um traço rasgando de negro a noite pálida
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, março 01, 2010
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Russalki-Voar
Do que não caçoa o Diabo
Das asas nas costas do cujo a não saber usá-las,
Que pode valer-se delas para voar!
Ou "De que servem asas tão curtas para céus tão vastos ?"
sonhos são venenos nas veias das pequenas asas.
Só os céus sabem o sabor etéreo do sonho.Asas?
Só servem para quem se arremesa contra o mêdo;
contra o vento ao sabor do desafio da morte
por melhor sorte
ou não
Wilson Roberto Nogueira
Das asas nas costas do cujo a não saber usá-las,
Que pode valer-se delas para voar!
Ou "De que servem asas tão curtas para céus tão vastos ?"
sonhos são venenos nas veias das pequenas asas.
Só os céus sabem o sabor etéreo do sonho.Asas?
Só servem para quem se arremesa contra o mêdo;
contra o vento ao sabor do desafio da morte
por melhor sorte
ou não
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Carnaval
Carne Vale ?Viverá feliz aquele que da carne vive?
A carne vivifica enquanto devorada de vida ?
Carnavalizará na bacante dos sentidos tateantes
na tempestade de luzes dos corpos cruzantes .
Vive a chama enquanto queima quem a sustenta
Corpo empoderado de ilusão explode em luzes
cego se arremessa ao precipicio do gozo.
Wilson Roberto Nogueira
A carne vivifica enquanto devorada de vida ?
Carnavalizará na bacante dos sentidos tateantes
na tempestade de luzes dos corpos cruzantes .
Vive a chama enquanto queima quem a sustenta
Corpo empoderado de ilusão explode em luzes
cego se arremessa ao precipicio do gozo.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
O calor do nordeste mudou-se para Curitiba
abençoando de suor as madrugadas.
A cada passo carrego dois de mim.
Quisera ser sombra ou fumaça.
Sou pedra da calçada.
Nessas calcinadas histórias respira a rua
chamando a chuva que nunca chega.
Sobem espíritos no humo feito águias
fazendo ninhos no sol.
Quisera ser sombra ou fumaça na respiração dos deuses
que castigam os caminhos e que desnudam as vontades
tão voláteis e humanas.
O calor do nordeste mudou-se para Curitiba
na agrestia dos rostos fechados das casas
e dos muros em procissão.
Wilson Roberto Nogueira
abençoando de suor as madrugadas.
A cada passo carrego dois de mim.
Quisera ser sombra ou fumaça.
Sou pedra da calçada.
Nessas calcinadas histórias respira a rua
chamando a chuva que nunca chega.
Sobem espíritos no humo feito águias
fazendo ninhos no sol.
Quisera ser sombra ou fumaça na respiração dos deuses
que castigam os caminhos e que desnudam as vontades
tão voláteis e humanas.
O calor do nordeste mudou-se para Curitiba
na agrestia dos rostos fechados das casas
e dos muros em procissão.
Wilson Roberto Nogueira
Assinar:
Postagens (Atom)












