domingo, maio 02, 2010

Bella Ciao

LE CHANT DES PARTISANS

Charles Aznavour - Tout s'en Va

Emmenez Moi

quarta-feira, abril 21, 2010

segunda-feira, abril 19, 2010

O riso solto saltava de um coração preso
e caia,levantava e fugia cego rumo ao abismo,
ao desespero, à loucura.O riso era um rio
onde o coração-ancora afogado se nutria.
O riso enganava a tristeza que procurava
ceifà-lo nio escuro da luz.
Por isso o riso não dormia na escuridão
na escuridão , olhava-se para dentro
e matava-lhe o coração.
O riso era a máscara da alma rasgada em prantos,
despedaçada chorando fogo no suor do riso.
Rir , viver desafiando a morte
provando a sorte vertendo vida na aparência solar do riso
sombra de raios rasgando o sosto no canto dos olhos cegos de tanto olhar.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, abril 04, 2010

Galho seco

Quanto mais Zé a desnudava com o olhar
mais ela o vestia
e lhe mandava pra sacrestia,
o lar  ô Lar.Orar, orar
no recondito banheiro.
Cinzas no cinzeiro.

Wilson Roberto Nogueira
"Como democratizar a televisão, o rádio, a imprensa, que são o oxigenio e a fumaça que a nossa imaginação respira?Como seria uma TV sem manipulação? São perguntas dificeis, mas a luta social efetiva, e sobretudo um projeto de futuro, são impossíveis sem entrar nesse terreno."
Roberto Schwartz
Estava atravessando o deserto quando encontrou uma garrafa de água , a verteu sobre a areia e passou a lambe-la,  água à milanesa!Cão sem noção.A vida lhe presenteia com oportunidades mas ...

Wilson Roberto Nogueira

sábado, abril 03, 2010

Claro ou escuro


a noite guarda em si seu contrário

vaga onda pipoca prata ao luar

garoa esfria a treva na luz do corpo

eu só vejo seu olhar a esperar

atrás da pálpebra veneziana da alma

quarto escuro

ossos de lembranças no mostruário.


Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, abril 02, 2010

quinta-feira, abril 01, 2010

A Margem da Poesia

Rilke estava enganado;
um poeta é um poeta
e vive sem fazer versos.
Por outras razões se morre
e as forças de viver
são mais cegas, são mais ágeis
que a direção de morrer.

Maiakovski se matou
podendo fazer poesia
e pagando seus impostos.
Como?Onde?Para quem ?
Aqui,ali,pouco importa
em tudo a mentira sobra;
morreu na boca de um poema
o pulso farto de versos.

Lupe Cotrim

domingo, março 28, 2010

Procura na voz do olhar
das estrelas
uma melodia  de sonhos
leve suspiro fantasma
de pó e esperança
ou seria lembrança
Ela está lá
como uma recordação
no olhar liquido do luar
Jogo a escama de uma rocha
que reverbera virando peixe
no sonho do céu
que olha para a Terra
e se vê azul.

Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, março 17, 2010

domingo, março 14, 2010

Nesse espaço espero .
Espero
ter alma de aço;
Assim fugindo,
escorrendo pelos
poros.
Parto empertigado
no silêncio afogado
de uma alma de aço
enlaçada pela cidade
perco o passo , o bonde.
O que faço?
Alma de aço, aonde?
assim me faço
palhaço.

Wilson Nogueira

quinta-feira, março 11, 2010

Terminal

O que eu espero,
lampejos no olhar
e que ela não esteja
morta sem estar.
o desespero esquarteja
no silêncio de um olhar.
que vai embora
assim,assim devagar.
víbora lhe foi viver.
Morre agora.
Desgarra e aflora
na escuridão.

Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, março 04, 2010

Ela fora tragada por aquele traço
pensara que ali encontrara seu espaço
que seria o alcool a percorrer aquelas veias.

Mera fumaça numa baforada de esquecimento.

O traço delineava o vácuo dela própria no espelho.

Sua boca percorrera o vazio de um traço
no sorriso de uma lãmina de vidro no teto
de suas entranhas.

Só um traço rasgando de negro a noite pálida

Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, março 01, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Russalki-Voar

Do que não caçoa o Diabo
Das asas nas costas do cujo a não saber usá-las,
Que pode valer-se delas para voar!
Ou "De que servem asas tão curtas para céus tão vastos ?"
sonhos são venenos nas veias das pequenas asas.
Só os céus sabem o sabor etéreo do sonho.Asas?
Só servem para quem se arremesa contra o mêdo;
contra o vento ao sabor do desafio da morte
por melhor sorte
ou não

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Os passos pesam tanto
e esparsos somem na areia.
viram miragem na boca do vento.
Wilson Roberto Nogueira
Um muro translúcido me veste a mente
formatando em névoa invisível minha vontade.
Wilson Roberto Nogueira
Antes da alma amanhecer madura
ela procura tateando nas sombras
sua identidade.
Wilson Roberto Nogueira

Carnaval

Carne Vale ?Viverá feliz aquele que da carne vive?

A carne vivifica enquanto devorada de vida ?

Carnavalizará na bacante dos sentidos tateantes

na tempestade de luzes dos corpos cruzantes .

Vive a chama enquanto queima quem a sustenta

Corpo empoderado de ilusão explode em luzes

cego se arremessa ao precipicio do gozo.

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

O calor do nordeste mudou-se para Curitiba
abençoando de suor as madrugadas.
A cada passo carrego dois de mim.
Quisera ser sombra ou fumaça.
Sou pedra da calçada.
Nessas calcinadas histórias respira a rua
chamando a chuva que nunca chega.
Sobem espíritos no humo feito águias
fazendo ninhos no sol.
Quisera ser sombra ou fumaça na respiração dos deuses
que castigam os caminhos e que desnudam as vontades
tão voláteis e humanas.
O calor do nordeste mudou-se para Curitiba
na agrestia dos rostos fechados das casas
e dos muros em procissão.

Wilson Roberto Nogueira