quarta-feira, junho 16, 2010

Exílio

Cantarolando dores alheias
que invadem os poros

na canção do caminho ,
as dores dos outros
na minha dor refresca
nos olhos escarlates ou na prata alucinada da manhã
o acorde de uma unica corda do coração
berimbolando brazucalidez  nos Alpes
sem o doce sabor do vento no
mais amargo relento da hora
sem hora de chocolate caliente
só malemolencia insoneira
inzoneira insolencia
banzonzeira

colchão de urtigas.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, junho 15, 2010

sábado, junho 05, 2010

Sou cinza soprado pelo vento,
Nas ruas etéreas da web esbarro nas sombras
e não diferencio o sol da noite só o sabor do silêncio.
As cinzas sonham jogo de luzes multicores.
Jamais serão atores do teatro da vida,
pois são só cinzas de um amanhã que não aconteceu.


Um beijo do mau humorado anoitecer.


Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, junho 01, 2010

quarta-feira, maio 12, 2010

quarta-feira, maio 05, 2010

Uma porta entreaberta levando a lugar nenhum
sorriso de porta opaca cobrindo pedras soltas
transportando vagos ventos de brisas mornas.
Não revela nem verbo nem luz de vela
velando o sono angustiado do silêncio
de um sorriso seu.
Uma porta entreaberta levando a lugar nenhum.
Estático diante  do seu sorriso
Mármore e cinzas num adeus.
Wilson Roberto Nogueira.

segunda-feira, maio 03, 2010

Celia Cruz - Guantanamera

Compay Segundo - Guantanamera

Cantamos para vencer a derrota
que a nossa canção tornada em cinzas
Espalhe-se no mundo nosso fantasma
Liberdade .

Wilson Roberto Nogueira

Porqué cantamos - Mario Benedetti - Grupo Musical Pasajeros

Un padrenuestro latinoamericano (Mario Benedetti)

Ella que pasa [Mario Benedetti]

Si dios fuera mujer - Mario Benedetti

PABLO MILANES - HOMBRE PRESO QUE MIRA A SU HIJO (Poema de Mario Benedetti)

pablo milanes si ves un monte de espumas

pablo milanes: yo soy un hombre sincero

José Martí, un hombre sincero

Виват, король! (К юбилею Михаила Ульянова 2-я часть)

Тамрико Гвердцители - Зажгите свечи

domingo, maio 02, 2010

Bella Ciao

LE CHANT DES PARTISANS

Charles Aznavour - Tout s'en Va

Emmenez Moi

quarta-feira, abril 21, 2010

segunda-feira, abril 19, 2010

O riso solto saltava de um coração preso
e caia,levantava e fugia cego rumo ao abismo,
ao desespero, à loucura.O riso era um rio
onde o coração-ancora afogado se nutria.
O riso enganava a tristeza que procurava
ceifà-lo nio escuro da luz.
Por isso o riso não dormia na escuridão
na escuridão , olhava-se para dentro
e matava-lhe o coração.
O riso era a máscara da alma rasgada em prantos,
despedaçada chorando fogo no suor do riso.
Rir , viver desafiando a morte
provando a sorte vertendo vida na aparência solar do riso
sombra de raios rasgando o sosto no canto dos olhos cegos de tanto olhar.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, abril 04, 2010

Galho seco

Quanto mais Zé a desnudava com o olhar
mais ela o vestia
e lhe mandava pra sacrestia,
o lar  ô Lar.Orar, orar
no recondito banheiro.
Cinzas no cinzeiro.

Wilson Roberto Nogueira
"Como democratizar a televisão, o rádio, a imprensa, que são o oxigenio e a fumaça que a nossa imaginação respira?Como seria uma TV sem manipulação? São perguntas dificeis, mas a luta social efetiva, e sobretudo um projeto de futuro, são impossíveis sem entrar nesse terreno."
Roberto Schwartz
Estava atravessando o deserto quando encontrou uma garrafa de água , a verteu sobre a areia e passou a lambe-la,  água à milanesa!Cão sem noção.A vida lhe presenteia com oportunidades mas ...

Wilson Roberto Nogueira

sábado, abril 03, 2010

Claro ou escuro


a noite guarda em si seu contrário

vaga onda pipoca prata ao luar

garoa esfria a treva na luz do corpo

eu só vejo seu olhar a esperar

atrás da pálpebra veneziana da alma

quarto escuro

ossos de lembranças no mostruário.


Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, abril 02, 2010

quinta-feira, abril 01, 2010

A Margem da Poesia

Rilke estava enganado;
um poeta é um poeta
e vive sem fazer versos.
Por outras razões se morre
e as forças de viver
são mais cegas, são mais ágeis
que a direção de morrer.

Maiakovski se matou
podendo fazer poesia
e pagando seus impostos.
Como?Onde?Para quem ?
Aqui,ali,pouco importa
em tudo a mentira sobra;
morreu na boca de um poema
o pulso farto de versos.

Lupe Cotrim