Ela olha seu reflexo no espelho e vê ruínas helênicas
Ele para ela o cadafalso de seu casamento.
Quase lamenta depois ri da corda que o enforcou
As asas se queimaram
olhos glaciais e coração tropical.
Haja vodka.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, julho 10, 2010
A morte encontrara uma porta entreaberta; entrara e descobrira sua face na íris do espelho daquela casa vazia. Uma lápide anônima; um ventre sem verbo. Ecos perdidos de amor azinhavrado. A morte sempre esteve lá, no desespero do sexo; nas correntes do grito afogado, na íris velada da janela daquela casa vazia.
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, julho 09, 2010
Piso nas pedras de seus pesadêlos
mas não me importo
com seus sentimentos nús
plenos de cicatrizes
prefiro vesti-los com grossa
indiferença.
Se fere a fria flecha da verdade
ver-te vertida em pálida vidraça
a espalhar vozes ao vento
toda sofrimento
coalhada de cacos.
Piso-te com os pés nús
E não sinto mais nenhuma dor.
Wilson Roberto Nogueira
mas não me importo
com seus sentimentos nús
plenos de cicatrizes
prefiro vesti-los com grossa
indiferença.
Se fere a fria flecha da verdade
ver-te vertida em pálida vidraça
a espalhar vozes ao vento
toda sofrimento
coalhada de cacos.
Piso-te com os pés nús
E não sinto mais nenhuma dor.
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, julho 08, 2010
A Cada passo a preço apressado da ampulheta
só o passado tão presente
quão engolidora é sua sombra
fria decomposição do futuro
a germinar novas formas em velhas e
encarquilhadas fôrmas de quilhas
de gaLeões naúfrAgos-
Palácios de tubarões .
O desvão da memória passou nova rasteira na mensagem dos rostos,louças frias,porcelanas finas de um brilho que reflete um sol tentando se ocultar,ocultos ficam as frases em frangalhos dos garranchos do tempo-um pó que o vento beija para longe.
Range mau-humoradas as pálpebras cansadas do casarão.Só restara a casca embrulhando a os olhos riscados por riachos de sangue e lágrimas órfãns .
Um fantasma frerta a garrafa vazia de fanta uva ,tonto se embriaga de lembranças gazozas.O único gozo que restara.
Desce as escadas escarrando no corrimão a almadiçoar ser tão ínfimo o passo e tão imensa a labareda do passado a persegui-lo,labareda que consumira sua sombra a voraz companheira que dele desertara.
Um fantasma entre os fantasmas;se pelo menos ele os visse,não apenas à brisa nauseante da
presença do vazio.
Oco ele corre com o vento da tempestade na madrugada do esquecimento-Cimento em sua laje.
Mas na calmaria do deserto bebe sedento a amargura e o ódio por se lembrar tanto do tanto que se negara em viver enquanto vivo Ente estava,apenas existia sem pagar pela vida seu real valor.Existindo ,em parcelas sendo comido,dando vida e alegria a morte ,era ínfima alma irmã do legume e da crocante barata crepitante de calor.
Nas pálpebras do casarão a menina dança a música do coração enquanto o pranto do fantasma é acompanhado dpelo uivo do cão e o gato preto achando tudo divertido que poupa o rato improvisado de joão -bobo,bola de pelos e tripas num saco de pele .
Tudo não é nada além de um sonho azêdo e um refri de cola quente.
Um elefante pensando ser formiga e a formiga não cabendo dentro de sí;uma gazela ocultando uma leoa,e,uma pantera uma ovelha á toa;corujas que são águias;gatas e cadelas,potrancas e corvos crocitando palavrões,além de pavões e sombras indecifráveis de voluptuosas volúveis formas-nuvens de mistério ou fios de chamas perfumadas
Wilson Roberto Nogueira
Oficina literária do Boa Vista-G.K.040807
http://www.escutaciber07.blogspot.com/
só o passado tão presente
quão engolidora é sua sombra
fria decomposição do futuro
a germinar novas formas em velhas e
encarquilhadas fôrmas de quilhas
de gaLeões naúfrAgos-
Palácios de tubarões .
O desvão da memória passou nova rasteira na mensagem dos rostos,louças frias,porcelanas finas de um brilho que reflete um sol tentando se ocultar,ocultos ficam as frases em frangalhos dos garranchos do tempo-um pó que o vento beija para longe.
Range mau-humoradas as pálpebras cansadas do casarão.Só restara a casca embrulhando a os olhos riscados por riachos de sangue e lágrimas órfãns .
Um fantasma frerta a garrafa vazia de fanta uva ,tonto se embriaga de lembranças gazozas.O único gozo que restara.
Desce as escadas escarrando no corrimão a almadiçoar ser tão ínfimo o passo e tão imensa a labareda do passado a persegui-lo,labareda que consumira sua sombra a voraz companheira que dele desertara.
Um fantasma entre os fantasmas;se pelo menos ele os visse,não apenas à brisa nauseante da
presença do vazio.
Oco ele corre com o vento da tempestade na madrugada do esquecimento-Cimento em sua laje.
Mas na calmaria do deserto bebe sedento a amargura e o ódio por se lembrar tanto do tanto que se negara em viver enquanto vivo Ente estava,apenas existia sem pagar pela vida seu real valor.Existindo ,em parcelas sendo comido,dando vida e alegria a morte ,era ínfima alma irmã do legume e da crocante barata crepitante de calor.
Nas pálpebras do casarão a menina dança a música do coração enquanto o pranto do fantasma é acompanhado dpelo uivo do cão e o gato preto achando tudo divertido que poupa o rato improvisado de joão -bobo,bola de pelos e tripas num saco de pele .
Tudo não é nada além de um sonho azêdo e um refri de cola quente.
Um elefante pensando ser formiga e a formiga não cabendo dentro de sí;uma gazela ocultando uma leoa,e,uma pantera uma ovelha á toa;corujas que são águias;gatas e cadelas,potrancas e corvos crocitando palavrões,além de pavões e sombras indecifráveis de voluptuosas volúveis formas-nuvens de mistério ou fios de chamas perfumadas
Wilson Roberto Nogueira
Oficina literária do Boa Vista-G.K.040807
http://www.escutaciber07.blogspot.com/
segunda-feira, junho 21, 2010
sexta-feira, junho 18, 2010
quarta-feira, junho 16, 2010
Exílio
Cantarolando dores alheias
que invadem os poros
na canção do caminho ,
as dores dos outros
na minha dor refresca
nos olhos escarlates ou na prata alucinada da manhã
o acorde de uma unica corda do coração
berimbolando brazucalidez nos Alpes
sem o doce sabor do vento no
mais amargo relento da hora
sem hora de chocolate caliente
só malemolencia insoneira
inzoneira insolencia
banzonzeira
colchão de urtigas.
Wilson Roberto Nogueira
que invadem os poros
na canção do caminho ,
as dores dos outros
na minha dor refresca
nos olhos escarlates ou na prata alucinada da manhã
o acorde de uma unica corda do coração
berimbolando brazucalidez nos Alpes
sem o doce sabor do vento no
mais amargo relento da hora
sem hora de chocolate caliente
só malemolencia insoneira
inzoneira insolencia
banzonzeira
colchão de urtigas.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, junho 15, 2010
sábado, junho 05, 2010
Sou cinza soprado pelo vento,
Nas ruas etéreas da web esbarro nas sombras
e não diferencio o sol da noite só o sabor do silêncio.
As cinzas sonham jogo de luzes multicores.
Jamais serão atores do teatro da vida,
pois são só cinzas de um amanhã que não aconteceu.
Um beijo do mau humorado anoitecer.
Wilson Roberto Nogueira
Nas ruas etéreas da web esbarro nas sombras
e não diferencio o sol da noite só o sabor do silêncio.
As cinzas sonham jogo de luzes multicores.
Jamais serão atores do teatro da vida,
pois são só cinzas de um amanhã que não aconteceu.
Um beijo do mau humorado anoitecer.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, junho 01, 2010
domingo, maio 30, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
Uma porta entreaberta levando a lugar nenhum
sorriso de porta opaca cobrindo pedras soltas
transportando vagos ventos de brisas mornas.
Não revela nem verbo nem luz de vela
velando o sono angustiado do silêncio
de um sorriso seu.
Uma porta entreaberta levando a lugar nenhum.
Estático diante do seu sorriso
Mármore e cinzas num adeus.
Wilson Roberto Nogueira.
sorriso de porta opaca cobrindo pedras soltas
transportando vagos ventos de brisas mornas.
Não revela nem verbo nem luz de vela
velando o sono angustiado do silêncio
de um sorriso seu.
Uma porta entreaberta levando a lugar nenhum.
Estático diante do seu sorriso
Mármore e cinzas num adeus.
Wilson Roberto Nogueira.
segunda-feira, maio 03, 2010
domingo, maio 02, 2010
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