quinta-feira, julho 22, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
Memória de um morto
Uma busca desenfreada rumo a lugar algum.
Assim começa o inicio do fim. Na esperança do dia finar assassinando qualquer luz. Pulando escuridões como quem salta carniças. Pressa...pressa e os minutos a escorrer, pingando sangue do nariz; olhos secos. Nada dói tanto quanto o tédio. Os urros do silêncio das pastosas horas diante da caixa de vozes estéreis e imagens nulas a sugar o sumo do cérebro, fazendo brotar, verdes sinistros apodrecimentos na lente entorpecida da memória. Acorrentado à gravidade da cama, serena sepultura que chama para o sono sem sonhos, um cálice de morte sabor de miséria e derrota.
"Sirenes soam lá fora!"
"É só a polícia."
"Tiros!"
"É só mais um assassinato."
Nada tem valor para ser guardado para quem não é ninguém.
Pelo menos os vermes e as baratas discordam. Presume-se.
Um prato saboroso na sepultura, madeira podre sem ser de lei. Também, nunca obedecera a norma nenhuma, a nenhuma ética. Só a etílica. Bom, não precisou de formol. Está exposto no Museu Schadenfreudeutsch de Arte Moderna, plastificado por algum artista pós-moderno da pós-arte ou pós-qualquer coisa. O rosto e as entranhas.
(A propósito o ingresso custa 30 Euros, serve uma romena)
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, julho 20, 2010
Com um simples "Tchau " da guria, pensou ter ganho o dia.
Chuva veio, granfina e delicada mas logo caiu em torós pelas escadas do céu.
As idéias dele não se molharam, estavam secas como sempre.
Só aquele tchauzinho como um beijo .
Entregar os fichamentos;esquecera.Esquecia de sí sempre que podia.
Mas o tchauzinho tinha rosto, olhos , lábios e língua...
Deu com a testa no poste e saiu agradecendo.
Um transeunte disse "é doidio sô".Não ouviu.Sorriu
No buraco na sola do sapato; a meia como coador de café,daqueles
da vovó esquentava carinhos úmidos .Uma lágrima nos olhos-
Aquela alma suava à toa.
A alça da bolsa arrebentou e tudo devassou,foram pro ralo os papéis.
Os Lábios dela dão a palavra, verbo divino!
Tropeçou no dente solto da calçada e caiu na rua e um carro comeu uma vida.
Vida ?
Tchau.
Wilson Roberto Nogueira
Chuva veio, granfina e delicada mas logo caiu em torós pelas escadas do céu.
As idéias dele não se molharam, estavam secas como sempre.
Só aquele tchauzinho como um beijo .
Entregar os fichamentos;esquecera.Esquecia de sí sempre que podia.
Mas o tchauzinho tinha rosto, olhos , lábios e língua...
Deu com a testa no poste e saiu agradecendo.
Um transeunte disse "é doidio sô".Não ouviu.Sorriu
No buraco na sola do sapato; a meia como coador de café,daqueles
da vovó esquentava carinhos úmidos .Uma lágrima nos olhos-
Aquela alma suava à toa.
A alça da bolsa arrebentou e tudo devassou,foram pro ralo os papéis.
Os Lábios dela dão a palavra, verbo divino!
Tropeçou no dente solto da calçada e caiu na rua e um carro comeu uma vida.
Vida ?
Tchau.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, julho 19, 2010
Cai um pingo de tinta
e a palavra se cobre
de mistério.
Nada tema com o trema
não trema com a reforma
da Língua
Ela é carne viva
e não é só portuguesa
brasileira
afrolusobrasilofona
deixem morrer de fome
os cães de pedra da tradição
tais jazem no chão.
só o sombra sabe
onde desabrolhou
feliz Deisi.
Está deisiando olor ali
aqui agora acolá
lelé legal
tri húmus do humor.
Wilson Roberto Nogueira
e a palavra se cobre
de mistério.
Nada tema com o trema
não trema com a reforma
da Língua
Ela é carne viva
e não é só portuguesa
brasileira
afrolusobrasilofona
deixem morrer de fome
os cães de pedra da tradição
tais jazem no chão.
só o sombra sabe
onde desabrolhou
feliz Deisi.
Está deisiando olor ali
aqui agora acolá
lelé legal
tri húmus do humor.
Wilson Roberto Nogueira
Sempre procurou refrescar-se na chuva; vestia-se com o agasalho do mormaço e sorria suaves melodias.Deitava em qualquer banco de praça e celebrava boas-vindas com os pássaros matinais.Morreu ali; dias atrás.A cidade com seu cheiro singular demorou para perceber o saco de baratas que um dia já sonhara, vivera,amara. Lá se foi mais um dia na vida de uma sombra na cidadezinha .
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
Pó sobre a estante
Todas as noites ele voltava para aquele mesmo quarto de pensão a reencontrar os móveis velhos e os livros gastos; os jornais carcomidos por notícias de novas notícias velhas, que se repetiam nos telejornais - no estuário da ilusão.
Deitava-se na prisão dos seus sonhos sem luzes, sua cama de colchão mofado e travesseiro babado de salivas de um idioma de sonhos em pedaços a exalar o enfado de seus faroníricos sem poesias - só a ilusão do pó de seus dias.
Levantava-se sempre com o coração soterrado por correntes de aço, as quais não mais sentia, acostumara-se a elas ao peso do barulho ao caminhar.
Ao caminhar molhava a testa enrugada com a água salôbra de sua existência.
Não clamava pela fragorosa flagrância da derrota dos exércitos de pano, diante do fogo de ideais de incêndio nas batalhas dos dias de juventude, que duraram tantos minutos de poeira soprados com o mau- hálito da escória da memória, a escorrer pegajosa no olho da janela.
Tão opaca que a menina morena dos seus olhos, cega, não vira o sol que lhe sorria, e beijava-lhe com uma piscadela para vê-lo uma vez mais a bailar.
Wilson Roberto Nogueira
Deitava-se na prisão dos seus sonhos sem luzes, sua cama de colchão mofado e travesseiro babado de salivas de um idioma de sonhos em pedaços a exalar o enfado de seus faroníricos sem poesias - só a ilusão do pó de seus dias.
Levantava-se sempre com o coração soterrado por correntes de aço, as quais não mais sentia, acostumara-se a elas ao peso do barulho ao caminhar.
Ao caminhar molhava a testa enrugada com a água salôbra de sua existência.
Não clamava pela fragorosa flagrância da derrota dos exércitos de pano, diante do fogo de ideais de incêndio nas batalhas dos dias de juventude, que duraram tantos minutos de poeira soprados com o mau- hálito da escória da memória, a escorrer pegajosa no olho da janela.
Tão opaca que a menina morena dos seus olhos, cega, não vira o sol que lhe sorria, e beijava-lhe com uma piscadela para vê-lo uma vez mais a bailar.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, julho 16, 2010
O burocrata enfia a janela no jornal
enquanto abaixa a cabeça no lixo
O poder por um minuto para para olhar
e imóvel vela a sorte.
Sobe, pesado, o degrau
sua sombra lhe foge no mármore.
mais um mormaço
sebo nas veias entopem o coração.
Jornal cobre o rosto da repartição
café derramado.
enxame de vidros na colméia de aço
lá fora pesadelos de papel pegam fogo
cinzas sopradas para longe
mais um barraco.
na pedra um enigma
O que quer dizer cidadão ?
Wilson Roberto Nogueira
enquanto abaixa a cabeça no lixo
O poder por um minuto para para olhar
e imóvel vela a sorte.
Sobe, pesado, o degrau
sua sombra lhe foge no mármore.
mais um mormaço
sebo nas veias entopem o coração.
Jornal cobre o rosto da repartição
café derramado.
enxame de vidros na colméia de aço
lá fora pesadelos de papel pegam fogo
cinzas sopradas para longe
mais um barraco.
na pedra um enigma
O que quer dizer cidadão ?
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, julho 15, 2010
Ela voa em meus sonhos
só uma pétala dançando
quando caiu
particula de pele morta
sobre uma poça que um dia
foi o meu coração.
...E mais um trago de vodka
bebo pensando no aroma do chá
saindo do samovar
mas Ela tem gosto de vodka
bebe-se num gole e morre-se
vivendo para sempre.
Wilson Roberto Nogueira
só uma pétala dançando
quando caiu
particula de pele morta
sobre uma poça que um dia
foi o meu coração.
...E mais um trago de vodka
bebo pensando no aroma do chá
saindo do samovar
mas Ela tem gosto de vodka
bebe-se num gole e morre-se
vivendo para sempre.
Wilson Roberto Nogueira
quarta-feira, julho 14, 2010
Descobri a maneira de manter a privacidade na web,essa teia de ruas ensombreadas.É ser muitos e nenhum.Somente as pessoas que me conhecem sabem encontrar a pessoa em meio as personas de orkuts e facebooks da vida.O incógnito cogito de barro ´feito com água salgada que fala e as vezes não diz nada,e só no silêncio conversa com almas de translúcida água nessa secura danada de carbonos ambulantes.
Wilson Roberto Nogueira
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, julho 13, 2010
Metamorfoses do Pranto
Sempre estivera no olho do furacão a procura do centro vital da destruição, daquela energia feroz que coroava o silêncio com os espinhos da perda e da consternação.
Uma resposta breve à escuridão ; quando de um ovo pombalino nasce um falcão, da lagarta a um peçonhento lagarto enquanto as pombas são servidas em pratos de sopa e as borboletas morrem cozidas ao sol.
Só saía a noite; não tolerava as gentes imundas e o vozerio simiesco das ruas à luz de uma sífilizada ancestral chamada civilização-Anjo decaído da luz nuclear da ocidental arrogancia.
Nas ruas cegas por cicatrizes lia-se à sombra das letras o fascismo do consumismo sem idéias e Glória ao Pai ! sem ismos nem idéias nem ideais, só as sobras dos carnavais onde Pierrôs e Columbinas assaltam e se prostituem para os turistas pedófilos sem culpa no lado de baixo do equador.
A noite voava de bar em bar bebendo pesadelos atrás de algum sonho assanhado chamado amor, o qual sempre lhe custara os cobres de que não dispunha.Solidário com as baratas do bar, jamais as assassinava, mesmo quando elas nadavam no prato de feijão do seu pf; tirava com a colher e as guardava numa manjedoura de guardanapos.
Caía de ébria a manhã de beber o tempo morno daquelas vidas que se arrastavam no vinagre.Um hollmops com cachaça e saía tropeçando no seu próprio caminhar até chegar ao seu gueto no quarto da pensão onde dava licença à morte oferecer sua amostra grátis de sono sem sonhos, remédio vulturino para as chagas da alma.
Acordava depois de visitar os pesadelos de Kafka e acabar em alguma sarjeta de Gaza procurando gaze para algum bebê ferido por algum estilhaço; despertara ali, um enfermeiro de alma enferma que buscara salvação salvando condenados nos campos de refúgiados outrora guerrilheiro do Hamas que ao invés de explodir a si levando consigo inocentes tentava agarrar da morte vidas quase ausentes de almas também inocentes.
Ora era só um urubu israelense que um dia sonhara ser a pomba da paz até ver com os próprios olhos o rosto do martírio a velar seu sol numa rubra noite eclipsando esperanças num tiro em meio a praça.
Não. Ele preferiu acordar , levantar e seguir adiante tomando seu Irish-Coffe com Donnut’s, escrevendo colunas no obscuro jornal sem leitores como qualquer Simpson Silva.
Wilson Roberto Nogueira
Uma resposta breve à escuridão ; quando de um ovo pombalino nasce um falcão, da lagarta a um peçonhento lagarto enquanto as pombas são servidas em pratos de sopa e as borboletas morrem cozidas ao sol.
Só saía a noite; não tolerava as gentes imundas e o vozerio simiesco das ruas à luz de uma sífilizada ancestral chamada civilização-Anjo decaído da luz nuclear da ocidental arrogancia.
Nas ruas cegas por cicatrizes lia-se à sombra das letras o fascismo do consumismo sem idéias e Glória ao Pai ! sem ismos nem idéias nem ideais, só as sobras dos carnavais onde Pierrôs e Columbinas assaltam e se prostituem para os turistas pedófilos sem culpa no lado de baixo do equador.
A noite voava de bar em bar bebendo pesadelos atrás de algum sonho assanhado chamado amor, o qual sempre lhe custara os cobres de que não dispunha.Solidário com as baratas do bar, jamais as assassinava, mesmo quando elas nadavam no prato de feijão do seu pf; tirava com a colher e as guardava numa manjedoura de guardanapos.
Caía de ébria a manhã de beber o tempo morno daquelas vidas que se arrastavam no vinagre.Um hollmops com cachaça e saía tropeçando no seu próprio caminhar até chegar ao seu gueto no quarto da pensão onde dava licença à morte oferecer sua amostra grátis de sono sem sonhos, remédio vulturino para as chagas da alma.
Acordava depois de visitar os pesadelos de Kafka e acabar em alguma sarjeta de Gaza procurando gaze para algum bebê ferido por algum estilhaço; despertara ali, um enfermeiro de alma enferma que buscara salvação salvando condenados nos campos de refúgiados outrora guerrilheiro do Hamas que ao invés de explodir a si levando consigo inocentes tentava agarrar da morte vidas quase ausentes de almas também inocentes.
Ora era só um urubu israelense que um dia sonhara ser a pomba da paz até ver com os próprios olhos o rosto do martírio a velar seu sol numa rubra noite eclipsando esperanças num tiro em meio a praça.
Não. Ele preferiu acordar , levantar e seguir adiante tomando seu Irish-Coffe com Donnut’s, escrevendo colunas no obscuro jornal sem leitores como qualquer Simpson Silva.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, julho 12, 2010
domingo, julho 11, 2010
sábado, julho 10, 2010
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