Balas zunem sobre as cabeças.Gritos de pavor.Sangue tingindo o mármore, a louça, os cadernos.
Cerram para sempre sonhos, aspirações;nada de gols ou cestas;paixões ou carreiras.
Sob o signo da individualidade e da liberdade abriram as jaulas da irracionalidade.Agora na Faculdade.
A posse de uma arma é um direito como a posse do corpo frente ao Estado, embora o Estado
tenha a prerrogativa .Não se pode terminar com a tortura de um paciente terminal, ainda mais, tendo no cartão de crédito, mais sangue a drenar, quando a última gota é sorvida pela indústria dos açougueiros .Sempre haverá um advogado como chuva ácida a apoiá-lo no seu sofrimento.Tendo no horizonte mais do que a miragem da justiça a certeza da extorsão.Mais cortes na assistência a vida dos refugos do sonho americano .Cão come cão, e os cães vadios são os primeiros .
Armas são símbolos de poder e virilidade na terra que cultua a lei do cão.A infância é fumada de ácido e sangue nas cicatrizes negras dos morros. A posse da arma é o ritual de passagem de uma infância roubada a uma liberdade de morrer com uma suposta hombridade , conceitos e padrões que foram pervertidos desde acima escorrendo diante dos seus olhos , deslegitimando o Estado venal e seus encarquilhados estamentos demiúrgicos.A autoridade moral do Estado na UTI.
Nos palacetes privados das prisões de segurança máxima o qg da relação entre o crime e o prostituído poder.Que nada faz e se supera em nada fazer quando convém.Tudo entra e nada saí de seus altos muros protetores.Enquanto no esgoto das prisões são depositados aqueles que um dia foram pessoas.Aguardando a luz , indo para a luz.Entre uma revolta e outra.Um exército excedente da força de trabalho da sarjeta do capitalismo.Também são mercadoria e geram mais valia.
Balas zunem sobre as cabeças , gritos de pavor, pedaços de corpos,e coca-cola com pipoca e o filme de tema batido está acabando.
Explosões e corpos pelo chão , entre uma fumaça e outra aparece um herói (com dúvidas) volta ao seu país e descarrega seus pesadelos mergulhando nas vísceras de sua amada esposa e filhos no presente dado pelo Estado as balas de sua 45.Entre soldados que voltam mutilados e aqueles cujas almas foram estilhaçadas
apenas vendedores de armas e financistas do desespero e da ganancia lucram. Aqui ou na Terra de Marlboro.
Enquanto sedentos de angustia e queimando de desespero fogem do abismo de seus lares os mexicanos e outros americanos ao sul do Rio Grande, carne fresca para coyotes e sicários .Na fronteira formam-se homens- minuto whasps prontos a expulsarem os bárbaros maltrapilhos que roubaram seus empregos. Embora muitos farmers utilizem a mão de obra de indocumentados e os chantageiem ameaçando denunciá-los à Migra quando a conveniência se apresenta .
Mais um capítulo entediante desse filme e Pancrácio resolve sair pro Mac Donalds comer um Big Mac Feliz.No caminho passa pela banca e a revista "Olhe Aqui "a matéria com a Hilary elogiando um expatriado de origem brasileira que mostra seu orgulho em servir aos Fuzileiros Navais.Bom o nosso bom Tio Sam agora ajuda os desesperados latinos guatemaltecos, hondurenhos, mexicanos e de outras favelas do terceiro mundo a ganharem seu green- card e toda as vantagens que um contrato com as forças armadas americanas propiciam.Eles só pedem que matem e morram pelos motivos dos plutocratas do império.Terceirizaram as ações mais radicais nas terras estrangeiras.Uso de tropas privadas(o Brasil até vendeu um tucano para eles),antigamente o nome era soldados da fortuna. Uma foto de um soldado segurando um troféu , o pedaço de um insurgente taliban custou uma reprimenda e um certo constrangimento.Mas assassinos, perdão, mercenários não estão presos a regulamentos ou Convenções de Genebra.Convenções inibem o empreendedorismo.As guerras são fábricas de pesadelos mas as armas já foram compradas e depois que os países estiverem em ruínas precisarão dos financiamentos e das construtoras e um povo de joelhos aceitaram quaisquer que sejam os termos.
Aborrecido, Pancrácio começa a falar palavrões contra os comunistas, os anti-americanos , como podem escrever isso dos americanos e dos EUA!O vendedor que tentou chegar a Terra de Marlboro, Arizona começou a desfiar o arame farpado de sua indignação."A terra das oportunidades custa o sangue dos imigrantes que cruzam a fronteira do Rio Grande a procura de sobrevivência , de vida digna;agora encontram o muro anti-aliens ,pobres e desesperados (da América bastarda , como disse um minuteman do tea party) e os dedos nervosos de patriotas do Texas ou do Arizona.Como os farmers faram sem os braços dos imigrantes de pele escura mas tementes a Deus, a solução será fazer uso de presidiários?O que fará a Terra de Marlboro se os imigrantes cruzarem os Braços ou decidirem ir para o Brasil ?"Não houve resposta, ele foi até a delegacia prestar queixa contra o vendedor de revistas por crime de descriminação e preconceito , mas não conseguiu chegar precisou se socorrer em um banheiro da rodoviária , seus intestinos estavam imprestáveis depois de trinta anos de colas.
P.S . Tudo não passa de ficção e qualquer semelhança com dados concretos são mera coincidência.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, junho 08, 2012
quinta-feira, junho 07, 2012
Apagara-se a derradeira centelha da Era das Luzes
Feericas feras devoraram a fé nas certezas da razão
as pedras soltas da calçada da evolução tropeçara
a civilização.A era das luzes nas sombras das cruzes
nos punhos das espadas as luas das cimitarras
Nas trevas bateram cabeças em guerras quebraram os crânios
bateram as cabeças a procura do pássaro regurgitado do prato
sopa dos piolhos dos pombos .Bateram as cabeças a procura da Paz
que jazia na foz de um riacho seco onde cicatrizes de covas razas
brotavam sementes escravas .Ocas loucas carcaças.
Caminharam trôpegos galhos secos queimados de guerras
secos de seivas ceifados, cegos e famintos tateavam tremulos sonhos
que imigravam até se perderem no sol de mais uma miragem
Até a próxima terra de ninguem.
Wilson Roberto Nogueira
Feericas feras devoraram a fé nas certezas da razão
as pedras soltas da calçada da evolução tropeçara
a civilização.A era das luzes nas sombras das cruzes
nos punhos das espadas as luas das cimitarras
Nas trevas bateram cabeças em guerras quebraram os crânios
bateram as cabeças a procura do pássaro regurgitado do prato
sopa dos piolhos dos pombos .Bateram as cabeças a procura da Paz
que jazia na foz de um riacho seco onde cicatrizes de covas razas
brotavam sementes escravas .Ocas loucas carcaças.
Caminharam trôpegos galhos secos queimados de guerras
secos de seivas ceifados, cegos e famintos tateavam tremulos sonhos
que imigravam até se perderem no sol de mais uma miragem
Até a próxima terra de ninguem.
Wilson Roberto Nogueira
Ele se sentia supérfluo depois de tanto inflar-se
super Adônis superado.
A vida lhe dera um lago translúcido refletindo a lua
anoitecida de solidão.
Pesada canga caiu-lhe sobre suas costas.
Abandonado pelas suas certezas que desertaram
para o deserto preferindo vê-lo à distância
curvado qual proto-humano
Narciso sem espelhos que perdera-se nos labirintos de volúveis dunas
A lagoa transbordante de miragem afogaram suas lembranças
A negra pedra de luz cegara de noites eternas seu deus.A si próprio .
Wilson Roberto Nogueira
dezembro de 1997
super Adônis superado.
A vida lhe dera um lago translúcido refletindo a lua
anoitecida de solidão.
Pesada canga caiu-lhe sobre suas costas.
Abandonado pelas suas certezas que desertaram
para o deserto preferindo vê-lo à distância
curvado qual proto-humano
Narciso sem espelhos que perdera-se nos labirintos de volúveis dunas
A lagoa transbordante de miragem afogaram suas lembranças
A negra pedra de luz cegara de noites eternas seu deus.A si próprio .
Wilson Roberto Nogueira
dezembro de 1997
Carrega o rastro o rosto do desespero
dessacralizando a pegada
na névoa a memória nada
resta das vestes da estória
o vento murmurando velhas preces
em louvor da lavra de novos cadáveres.
Em cada caveira um ninho de pardais
chocando esperanças
voam plumas sobre as pegadas da história.
Wilson Roberto Nogueira.
dessacralizando a pegada
na névoa a memória nada
resta das vestes da estória
o vento murmurando velhas preces
em louvor da lavra de novos cadáveres.
Em cada caveira um ninho de pardais
chocando esperanças
voam plumas sobre as pegadas da história.
Wilson Roberto Nogueira.
Carrega no rosto o rastro do desespero
da dessacralizada pegada perdida
na névoa da memória só restos de estórias
no murmurio de velhas preces louvando
a lavra de novos cadáveres.
Em cada caveira um ninho de passarinhos
chocando esperanças e voam penas
dos ovos acalentados nascem serpentes
pontes perdidas sobre rios secos
pegadas testemunham sonhos
deitados em mortalha.
Pegadas da história.
Wilson Roberto Nogueira
da dessacralizada pegada perdida
na névoa da memória só restos de estórias
no murmurio de velhas preces louvando
a lavra de novos cadáveres.
Em cada caveira um ninho de passarinhos
chocando esperanças e voam penas
dos ovos acalentados nascem serpentes
pontes perdidas sobre rios secos
pegadas testemunham sonhos
deitados em mortalha.
Pegadas da história.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, junho 05, 2012
na lauda translúcida da enseada
sorvida na mácula miúda da silhueta crioula
desfeita da nau em azuis marejos tal como beijos
no repouso daquele leito de incestuoso deleite rumoroso.
A nau sob o arco-íris na íris do perverso
verso inverso do universo só sobrou o Navio e a Mar.
aprendendo o verbo amar.
Wilson Roberto Nogueira
sorvida na mácula miúda da silhueta crioula
desfeita da nau em azuis marejos tal como beijos
no repouso daquele leito de incestuoso deleite rumoroso.
A nau sob o arco-íris na íris do perverso
verso inverso do universo só sobrou o Navio e a Mar.
aprendendo o verbo amar.
Wilson Roberto Nogueira
A peninha o vento sopra
a sobra branca da paz
voando para longe da sopa
de sangue que apraz.
O olor do ódio chamando chama
atrai no crepitar do fogo a luz
das vísceras das cavernas.
Assim somos e do humano nada estranhamos.
O inferno são sempre os outros
mesmo quando nós o carregamos.
O mal é banal e fácil de encontrar
por isso nós nunca o vemos entrar
olhamos no fundo de seus olhos
todos os dias e nos acostumamos
Aprendemos a escrever nossas vidas
na luz intensa da escuridão.
Wilson Roberto Nogueira
a sobra branca da paz
voando para longe da sopa
de sangue que apraz.
O olor do ódio chamando chama
atrai no crepitar do fogo a luz
das vísceras das cavernas.
Assim somos e do humano nada estranhamos.
O inferno são sempre os outros
mesmo quando nós o carregamos.
O mal é banal e fácil de encontrar
por isso nós nunca o vemos entrar
olhamos no fundo de seus olhos
todos os dias e nos acostumamos
Aprendemos a escrever nossas vidas
na luz intensa da escuridão.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, junho 02, 2012
A insuportável capacidade alienável da cidade entorpece a mente esquecendo a semente
do húmus humano alimento das famintas bocas da noite nos sorrisos feéricos babando
nas cicatrizes as caixas de aço onde almas se desprendem em feras- apêndices de cascas
de aço e fumaça fumando vidas embriagadas de gasolina ou alcool.
Na memória do tempo a espera verde do vale perdido, invadido, sangrado e despejado das cicatrizes de asfalto onde caminha um guará desnutrido procurando um curumim.
A insuportável capacidade alienável da cidade entorpece a mente esquece o alimento do conhecimento
deste espírito contido despido da angústia do intelecto campônio migrante testando a palmilha de sua humildade no breu de sua ignorância bondosa à margem dos palácios das promessas e engodo de cores fugidias dos cristais espoucando na ribalta da cidade procura uma caixa de madeira por morada , seu ataúde móvel, arca de sonhos onde corre o rio abençoado pelo sol . Corre a criança até o sol que se esconde no horizonte.Era um caminhão que chegara para curar-lhe da embriaguez.
Caminha um lobo guará desnutrido procurando um curumim.
Wilson Roberto Nogueira
do húmus humano alimento das famintas bocas da noite nos sorrisos feéricos babando
nas cicatrizes as caixas de aço onde almas se desprendem em feras- apêndices de cascas
de aço e fumaça fumando vidas embriagadas de gasolina ou alcool.
Na memória do tempo a espera verde do vale perdido, invadido, sangrado e despejado das cicatrizes de asfalto onde caminha um guará desnutrido procurando um curumim.
A insuportável capacidade alienável da cidade entorpece a mente esquece o alimento do conhecimento
deste espírito contido despido da angústia do intelecto campônio migrante testando a palmilha de sua humildade no breu de sua ignorância bondosa à margem dos palácios das promessas e engodo de cores fugidias dos cristais espoucando na ribalta da cidade procura uma caixa de madeira por morada , seu ataúde móvel, arca de sonhos onde corre o rio abençoado pelo sol . Corre a criança até o sol que se esconde no horizonte.Era um caminhão que chegara para curar-lhe da embriaguez.
Caminha um lobo guará desnutrido procurando um curumim.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, maio 26, 2012
domingo, maio 20, 2012
Jangadiando
O céu parindo trovões e o mar a construir dos abismos as
mais altas montanhas de fúria.
A jangada joga capoeira com a morte sem esperar um amanhã.
Braços feitos do aço da vontade.Amarram a alma àquela casca
presa a vida por um fio de seda que em aço se transforma o ideal.
As correntes da vontade a persistência laceram as veias da
alma.Os abutres da fúria devoram a visão dos ossos da espinha que se estiolam.A
casca cobre-se de sal e sangue.
E assim acaba o cadáver de mais um dia de heroísmo de um
grão de areia frente ao vento, ao mar e a vida.
Como seria doce morrer no mar, por enquanto vejo o doce do
sorriso no corpo da mulher a esperar o
sustento de sua vida.
Acordo com uma vara derrubada numa lagoa suja e uma
esquadrilha de murissócas a furarem meu rosto com agulhadas ardentes, saio em
debandada carreira.
Wilson Roberto Nogueira
A tua chama me chama para o amor com a dor de invadir-te o
teu palácio.
Oculta na relva do
teu mar de tentáculos elétricos de
tremores a musicar melodias de dores em cada fio de tua harpa.Ágora no teu regaço .fria face serena
depois da tempestade.De todo tempero de desespero te espero.Provar no rosto a
tua seda mais pura de pecados.Provar mais das tuas especiarias.Caminhando na
chama liquida nuvem varia fumaça.
Percorro tua chama
entre os precipícios e explosões de silêncios e gozos.E te encontro outra
Nas muitas mulheres que sonhei desbravar .
Wilson Roberto Nogueira
Por que o policial
está com a outra mão segurando o coldre,estará antecipando alguma ação violenta
do elementosinho, ou a felicidade da criança é criação do medo que a criança
tem do que existe dentro do coldre e nos abismos da alma do policial.Seria um
riso de felicidade ou de medo ?Até essa foto inocente (!?) pode ser
"trabalhada" jornalisticamente.O jornalismo tem a ver com fatos ou
versões ?
Gostei da foto e
concordo que a mercadoria "notícia" não vende ,se passa a imagem de
paz, harmonia e normalidade.Isso é insosso demais pro paladar venal da imprensa
e seus abutres de plantão.
sábado, maio 05, 2012
A televisão decidiu prestar uma homenagem ao silêncio.
Ouçamos seu pungente discurso na tela negra dos sonhos.
A greve da imagem é um tributo à dor de pensar.
Estiva no porto arido a espera de novos desembarques.
No horizonte da imagem a promessa irrealizada do arco-íris,
não haverá nenhum pote de ouro submerso. É só imagem
vertigem do delírio que entretem ao som das cores que velam
na miragem a morte iminente de um célebro sedento a beira
da morte.
Wilson Roberto Nogueira
Ouçamos seu pungente discurso na tela negra dos sonhos.
A greve da imagem é um tributo à dor de pensar.
Estiva no porto arido a espera de novos desembarques.
No horizonte da imagem a promessa irrealizada do arco-íris,
não haverá nenhum pote de ouro submerso. É só imagem
vertigem do delírio que entretem ao som das cores que velam
na miragem a morte iminente de um célebro sedento a beira
da morte.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, abril 24, 2012
Atropelamento
O quero quero está quieto.E o pardal castanho não sente a perda.
O pardalito vê apenas as penas do pombo glutão voarem.
O goal do gato ,avoante na boca vermelha de festa do negro gato .
Mas havia um felino no meio da rua , no meio da rua havia...
depois um tapete de pele e tripas sob as rodas da caixa de aço
animal faminto de intestinos de insanidade humana.
Estropiado à margem do rio de vorazes luzes e velozes rugidos,
o cão ganindo, presta homenagem ao seu fiel adversário que faria lustros
naquela mau humorada manhã.Não sobrou nada para comer.
O frio fedia chuva de água empoçada da urbe pálida e moribunda.
O rato saltitava olhos de urina até deixar-se cair numa boca de lobo.
cidade selva dos grandes e pequenos animais de almas limpas ou sebosas
mas todos filhos de adeuses.
Wilson Roberto Nogueira
O pardalito vê apenas as penas do pombo glutão voarem.
O goal do gato ,avoante na boca vermelha de festa do negro gato .
Mas havia um felino no meio da rua , no meio da rua havia...
depois um tapete de pele e tripas sob as rodas da caixa de aço
animal faminto de intestinos de insanidade humana.
Estropiado à margem do rio de vorazes luzes e velozes rugidos,
o cão ganindo, presta homenagem ao seu fiel adversário que faria lustros
naquela mau humorada manhã.Não sobrou nada para comer.
O frio fedia chuva de água empoçada da urbe pálida e moribunda.
O rato saltitava olhos de urina até deixar-se cair numa boca de lobo.
cidade selva dos grandes e pequenos animais de almas limpas ou sebosas
mas todos filhos de adeuses.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, abril 15, 2012
sábado, abril 14, 2012
quinta-feira, abril 12, 2012
O amor alado da dona marejada de lágrimas cantando melodias de sereia.
Navego na nau do lamentoso pensamento de ti
Ceras a vedar ouvidos não pôdeis entrar.
Amarrado por cordas qual aço ao mastro da ambição
braços de vã vontade castrada de naufrago na fenda da bela consorte
a minha morte.
A bela morte a transar em parcelas ou na explosão a procela
Qual o sentido da vida ? Tal não é a pergunta que ora lasso de misérias
Musas filoflanantes falsas sândias opiam prazeres enquanto mastigam
corações, veias e sensações.Prazeres devora culta traça livros de estórias .
Vigores fumados tragando liberdades agora ausentes.
Preso no barco cujo leme não domino.
Apenas a nau dos insensatos navegando no vazio da névoa
desta vida de recifes famintos de escombros e saboreando
melodias de sereias a deleitar de mala suerte os condenados
a voar sem ter asas nas nuvens do ácido oceano do desencanto.
Wilson Roberto Nogueira
Ceras a vedar ouvidos não pôdeis entrar.
Amarrado por cordas qual aço ao mastro da ambição
braços de vã vontade castrada de naufrago na fenda da bela consorte
a minha morte.
A bela morte a transar em parcelas ou na explosão a procela
Qual o sentido da vida ? Tal não é a pergunta que ora lasso de misérias
Musas filoflanantes falsas sândias opiam prazeres enquanto mastigam
corações, veias e sensações.Prazeres devora culta traça livros de estórias .
Vigores fumados tragando liberdades agora ausentes.
Preso no barco cujo leme não domino.
Apenas a nau dos insensatos navegando no vazio da névoa
desta vida de recifes famintos de escombros e saboreando
melodias de sereias a deleitar de mala suerte os condenados
a voar sem ter asas nas nuvens do ácido oceano do desencanto.
Wilson Roberto Nogueira
O que sinto não é o sopro da alma de mim fugindo
no silêncio exausto diante do rugido
da vida em seu devir de promessa irrealizada.
Faina de um Sisífo cego no hesitante ruminar
na fronteira de um primeiro caminhar
de pés feitos de ossos de sonhos em pó .Fertilizada
morgue de sóis exangues de chamas a alumiar
de sombras o fogo fantasma parindo
sobras cinzentas de amanheceres sonhados
morejando sal sob capotes celestes.
Wilson Roberto Nogueira
no silêncio exausto diante do rugido
da vida em seu devir de promessa irrealizada.
Faina de um Sisífo cego no hesitante ruminar
na fronteira de um primeiro caminhar
de pés feitos de ossos de sonhos em pó .Fertilizada
morgue de sóis exangues de chamas a alumiar
de sombras o fogo fantasma parindo
sobras cinzentas de amanheceres sonhados
morejando sal sob capotes celestes.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, abril 08, 2012
Cruz das almas solitárias ceiam sonhos
sabres ceifam a fome de viver
bebendo a gota de vinho da última videira,
que balança antes da tempestade de aço
bebem no beijo das palavras os cordeiros sob a sombra
dos lobos a carne tenra trinchando hóstias
trincando dores ouvindo Wagner
Ardem cedros por testemunhas
e oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue
enquanto a criança chora à sombra da chama
clamando à Morte que vaga sem saber por onde começar.
Wilson Roberto Nogueira
sabres ceifam a fome de viver
bebendo a gota de vinho da última videira,
que balança antes da tempestade de aço
bebem no beijo das palavras os cordeiros sob a sombra
dos lobos a carne tenra trinchando hóstias
trincando dores ouvindo Wagner
Ardem cedros por testemunhas
e oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue
enquanto a criança chora à sombra da chama
clamando à Morte que vaga sem saber por onde começar.
Wilson Roberto Nogueira
A lava da memória em chamas liquidas ocultam-se em pétrea desmemória
na nova rocha ainda quente guarda do invivido o vento do quase acontecido
na nuvem do deja- vu a água ardente que perverte o sonho em um beco sem resposta.
Os passos pesados sobre o espírito afundam na areia do cadáver insepulto de sombras
insilenciadas.
Wilson Roberto Nogueira
na nova rocha ainda quente guarda do invivido o vento do quase acontecido
na nuvem do deja- vu a água ardente que perverte o sonho em um beco sem resposta.
Os passos pesados sobre o espírito afundam na areia do cadáver insepulto de sombras
insilenciadas.
Wilson Roberto Nogueira
Cruz das almas solitários sabres que ceiam sonhos na fome de viver.
Sorvendo gota à gota de vinho da derradeira videira no ósculo da última flor.
Balança a árvore antes frondosa da vida hoje pálido osso da memória
onde se refugiam cordeiros do rugido da tempestade de lobos e da síderea miséria
que corta fundo a raiz da esperança.
O aço devorando a carne tenra da terra trinchando hóstias de pó e palavras
Trincando dores ouvindo Wagner cavalgando valquírias a procura de ouros
no fim de falsos arco-íris .Ardem cedros por testemunhas cobrindo em sombras raquíticas
proles dejetadas de úteros abandonados.
Oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue enquanto ouve-se um choro fantasma a sombra da chama
clamando a morte que vaga ébria e exausta de tanto ceifar.
Wilson Roberto Nogueira
Sorvendo gota à gota de vinho da derradeira videira no ósculo da última flor.
Balança a árvore antes frondosa da vida hoje pálido osso da memória
onde se refugiam cordeiros do rugido da tempestade de lobos e da síderea miséria
que corta fundo a raiz da esperança.
O aço devorando a carne tenra da terra trinchando hóstias de pó e palavras
Trincando dores ouvindo Wagner cavalgando valquírias a procura de ouros
no fim de falsos arco-íris .Ardem cedros por testemunhas cobrindo em sombras raquíticas
proles dejetadas de úteros abandonados.
Oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue enquanto ouve-se um choro fantasma a sombra da chama
clamando a morte que vaga ébria e exausta de tanto ceifar.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, março 25, 2012
Abrimos o livro como a uma janela
uma pálpebra que se ilumina a novas luzes
e diante do olhar estranhando o familiar
espelhos estilhaçados sob os pés descalços.
Na busca pela identidade passamos por sombras perpétuas
de Hiroshimas íntimas em sopas de cogumelos.
formas dançarinas da leitura de mundos que sangram
sobre teias elétricas que queimam nosso caminhar.
fragmentos de cristais sem valor eletrizando o nada dos nossos passos.
andamos a esmo, perdidos nessa leitura.
No barro das palavras tentamos construir nossos ídolos e seguimos adiante.
pedaços dessa anatomia de Golem se desprendem na tempestade do desencanto .
Palavras paridas de imagens queimam e evolam-se,reencarnando em nuvens que espalham o sêmen translúcido na relva a sorrir e a tudo presencia a pedra da palavra na pele do sonho.
Voltamos a dormir no desconforto do silêncio inundados de dúvidas que se debatem nas nossas entranhas.Mas tudo são meras palavras que voam sem rumo sobre nossas cercas invisíveis de arame farpado.
Wilson Roberto Nogueira
uma pálpebra que se ilumina a novas luzes
e diante do olhar estranhando o familiar
espelhos estilhaçados sob os pés descalços.
Na busca pela identidade passamos por sombras perpétuas
de Hiroshimas íntimas em sopas de cogumelos.
formas dançarinas da leitura de mundos que sangram
sobre teias elétricas que queimam nosso caminhar.
fragmentos de cristais sem valor eletrizando o nada dos nossos passos.
andamos a esmo, perdidos nessa leitura.
No barro das palavras tentamos construir nossos ídolos e seguimos adiante.
pedaços dessa anatomia de Golem se desprendem na tempestade do desencanto .
Palavras paridas de imagens queimam e evolam-se,reencarnando em nuvens que espalham o sêmen translúcido na relva a sorrir e a tudo presencia a pedra da palavra na pele do sonho.
Voltamos a dormir no desconforto do silêncio inundados de dúvidas que se debatem nas nossas entranhas.Mas tudo são meras palavras que voam sem rumo sobre nossas cercas invisíveis de arame farpado.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, março 23, 2012
Tentativa de sintetizar sentimentos nas angústias cotidianas
não cabem em corações e invadem corpos para depois fugirem aladas
sondar nos campos da memória mais trigo para o nosso pão de cada dia
também me serve o pão liquido , sólido sonho e invado o pesadelo
com a luz da esperança que perscruto no doirado copo
de uma loira gelada ou quente virada para a parede
olhando para si no trincado espelho da desilusão.
Wilson Roberto Nogueira
não cabem em corações e invadem corpos para depois fugirem aladas
sondar nos campos da memória mais trigo para o nosso pão de cada dia
também me serve o pão liquido , sólido sonho e invado o pesadelo
com a luz da esperança que perscruto no doirado copo
de uma loira gelada ou quente virada para a parede
olhando para si no trincado espelho da desilusão.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, março 03, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
esqueço a carne
e ela quando peço ,
não comparece.
Deve estar festando em outros salões.
Procuro entre as ruínas espelhos de memórias
e o corpo desertor de mim.Gargalha.
Goza no gozo de outras festas onde sou solenemente esquecido.
O que a bebida não nos rouba !
Joga a fumaça de sonho enquanto viajamos para cavernas abissais.
afogados em naúfragios enquanto nossos corpos são cornucópias ou recifes.
Wilson Roberto Nogueira
e ela quando peço ,
não comparece.
Deve estar festando em outros salões.
Procuro entre as ruínas espelhos de memórias
e o corpo desertor de mim.Gargalha.
Goza no gozo de outras festas onde sou solenemente esquecido.
O que a bebida não nos rouba !
Joga a fumaça de sonho enquanto viajamos para cavernas abissais.
afogados em naúfragios enquanto nossos corpos são cornucópias ou recifes.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Pipocam fogos furando a noite a despertar famintas angústias
por silêncios nervosos.
Sobram bêbadas taças nas mãos de sóbrios entorpecidos delírios.
O ano nasce com rugas e cicatrizes abertas
olhos mortos contemplam os fogos sonhando incêndios da flashes dourados
espuma de efêmero gozo cobrem pulmões de águas negras.
Noites mastigando as manhãs que caminham pesasdas carregando ossos
até guardá-la no barro de alguma ruína
no fechar de pálpebras de mais um ano.
Wilson Roberto Nogueira
por silêncios nervosos.
Sobram bêbadas taças nas mãos de sóbrios entorpecidos delírios.
O ano nasce com rugas e cicatrizes abertas
olhos mortos contemplam os fogos sonhando incêndios da flashes dourados
espuma de efêmero gozo cobrem pulmões de águas negras.
Noites mastigando as manhãs que caminham pesasdas carregando ossos
até guardá-la no barro de alguma ruína
no fechar de pálpebras de mais um ano.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Obrigado pelos convites.
Estou aguardando
cair um tijolo de inspiração na minha mufa
mais só esse arroz sabor areia não cimenta
nenhuma certeza que do nada surja construção.
Assim que o cérebro da alma estiver falando tempestade
deito verbo pena de fogo e carvão aí nas vielas da infovia
ou nas páginas meio grávidas de desejo de desemprenhar
palavras de lava sabor vitelo do Cão.
Grande abraço do urso desnutrido.
Wilson
Estou aguardando
cair um tijolo de inspiração na minha mufa
mais só esse arroz sabor areia não cimenta
nenhuma certeza que do nada surja construção.
Assim que o cérebro da alma estiver falando tempestade
deito verbo pena de fogo e carvão aí nas vielas da infovia
ou nas páginas meio grávidas de desejo de desemprenhar
palavras de lava sabor vitelo do Cão.
Grande abraço do urso desnutrido.
Wilson
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