sábado, outubro 06, 2012

Graciliano Ramos


quinta-feira, setembro 13, 2012


Des-bobinado.sem energia.A voz da alma só lama e escuridão.
O clarão que vejo não sei se é trem ou percevejo
Persevero procurando a cura pra dores que não sinto por estarem sempre comigo
de alma não limpa emlampeada
pois eu acho limpa
em lampejos guardo meus beijos na flor que vejo e não vejo
flor no aquário , rosa marinha existe?
se for anêmona que bela morte terá o peixe
o peixe anseia no beijo da morte a vida plena
mesmo que por instantes.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, julho 21, 2012


no olho do deserto um beduíno
no olho do beduíno um coração
uma chama esperando o oásis
tempestade de areia
cobrindo os olhos de miragem.
uma chama presa na alma
mirando os olhos de Deus nos olhos da noite.
alvorecer de cimitarras .

Wilson Roberto Nogueira
Como o amanhecer é renovador quando não nos restam amanheceres para lembrar
A cada amanhecer não lembrado é um pequeno sol imaginado no coração
construindo possibilidades que não se concretizarão
mas que não serão assassinadas pela certeza de sua impossibilidade.
Esperança, utopia...um lamento oculto no imponderável.

Zig Heil   Herr Alzheimer.

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, julho 13, 2012

domingo, julho 08, 2012

O Senhor não foi totalmente insincero, não faltou integralmente com a sinceridade;agiu com cordial prudência para evitar o sepuku espiritual do acadêmico que uma vez expugnado em seu amor próprio ,estaria a procurar a faca guinso de sua frustrada existência cortando à fio laser seu infortúnio . Domô Arigatô.
A quantas gerações; colegas tiveram opiniões positivas a meu respeito ?Não lembro de ninguèm da turma de 1997 que se arriscaria a construir um perfil positivo na forma de comentários favoráveis ao meu desempenho acadêmico.
Agradeço seus elogios que , penso terem sido fabricados com a melhor das peças.

Ass: Nokasako Thenwara.04

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, julho 06, 2012

As crianças são olhos de água cristalina
singelo alimento renovador revitalizando
alvoreceres onde se imaginara noites eternas.

Wilson Roberto Nogueira

A banalidade do mal é a nossa natureza
 nossas selvas  fósseis que alimentam
nossos pulmões como os venenos que saem
dos escapamentos.Sabe-mo-lo deletério mas
desejamos ter o automóvel poluente.
A máscara blasé da nossa burguesia.
naturaliza a pútrida urbe parida invisibilizada
de desprezo.
caem carcaças ao redor evisceradas pelo Leviatã
que consentimos alimentar.

Wilson Roberto Nogueira

Machado de Assis


Desnaturalizou a vocação
era só uma ilusão
teimosa, a cismar
que aquele fio de luz
escondia um salão
mobiliado de tesouros.
adventício cometa riscando a miragem.
só uma fuligem de ouro de tolos
nada mais.

Wilson Roberto Nogueira            

quinta-feira, julho 05, 2012

poeiras sobre a estante.




   Todas as noites ele voltava par a aquele  mesmo  quarto  de pensão   para reencontrar   os móveis velhos e os livros gastos,os jornais  carcomidos por notícias  de novas notícias velhas as quais  se repetiam nos telejornais  -no estuário da ilusão.
   Deitava-se na prisão de seus sonhos   sem luzes,sua cama de colchão mofado e travesseiro babado  de salivas  de um idioma  de sonhos  em pedaços   ,exalando  o enfado de seus  fados  oníricos  sem poesias   só a ilusão  do pó de seus dias.
   Levantava-se sempre com o coração  soterrado  por correntes  de aço ,as quais não mais sentia  acostumara-se a elas ,ao peso do  barulho  ao caminhar ,ao caminhar   molhava a testa enrugada com a água salgada  de sua  existência ;não clamava  pela  fragorosa  flagrância  da derrota  dos exércitos  de pano diante  do fogo de ideais de incêndio ,os quais na batalha  dos dias  de juventude   duraram tantos minutos  de poeira soprados  com o mau-hálito da   escória da memória  ,que escorria  pegajosa  no olho da janela  ,tão  opaca que  a menina morena de seus olhos ,cega não vira o sol que  lhe sorria  e beijava-lhe    com uma piscadela para vê-la uma vez mais dançar.

                      Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, junho 29, 2012

Oceano celeste celeiro de sonhos
sonda os medos a  perscrutar anseios.

À toda vela vibram ventos nas vísceras sidéreas da coragem
coragem ensanguentada de medos onde germina pétrea vontade
na  crispada pele do mar infindo.

Uma cauda de cachalote planta bananeira
querendo entre dois mundos mirar o abismo
para fartar-se de seus pesadelos.

Como é doce morrer no mar
quando se exige tanto da vida.

O desespero arremessado às pedras e a escuridão
desperta do naufrágio a visão  invasiva da descoberta
de um Éden desvirginado.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, junho 12, 2012

Evento literário literomania - Revista Offline


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090909





19 de outubro de 2009

Poeta Batista de Pilar


segunda-feira, junho 11, 2012

Império

No fio de uma lâmina o espelho de uma cerejeira.
Sol que não encontra seu poente.Ilumina-se de sombras.

Wilson Roberto Nogueira


Os famintos galhos tateiam esguias sombras
nas escamas da terra a pele de uma árvore
espelha uma lembrança a foto de uma maçã.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, junho 09, 2012




O vento rasgava a roupa do cadáver que ora não se importava.
Pois súdito do império do sono eterno sonhava que laborava
lavrando a campa.E nas noites nadava na champanha entornada
por alguma alma ébria ainda viva.

Wilson Roberto Nogueira

Juventude desencantada
alumbramento erótico
a permeabilidade
secura conceitual
concretude do real
soco no estomago
eufemismo cínico hipocritante
hedonismo andrógino nadando
faces fluídas
feminização do masculino
masculinização do feminino
vide bula e bula com o rótulo
todo mercado unisexiza e tudo acaba
em cinza
só os sonhos sofrem todos sorriem
grades de dentes reluzentes
ditadurando felicidades e amizades
virtuais.
Acordar , comer, socializar, trepar tudo em drágeas
a felicidade está na farmácia e a vida segue violenta e
sendo violentada na dança sedenta de morte devorando  em cada gesto
a luz da música que acompanha cada infância que desabrocha.
Nesse junk food existencial  o século XX agoniza
Eugenia,biologização, quimificação da vontade via laboratório
cobaias massificadas no mediocritante  mormaço dos lugares comuns
e da celebrização do supérfluo
Somos os chipanzés atômicos.

Wilson Roberto Nogueira


Caminhadas


Escrever versos quando sonhos já não existem
Exigem na mensagem concreta dos fatos que persistem
na monotonia monocordica da intolerância
sinal patológico da nossa herança ,a beligerância
com que tomamos como nossos ,instintos saúricos
vestidos com a roupa da racionalidade instrumental
objetivando sugar do outro sua essência para derramar
nossa pútrida noção de civilização , nossa venérea
corrupção tão doce ,que não nos percebemos mais,
não nos vemos mais alem das nossas criticas superficiais,
A prosa já não sacia o verbo embolorado ,com gosto de rolha
vinho precioso venerando que virou vinagre como nossos horizontes.

Wilson Roberto Nogueira

A flor efêmera da juventude
breve flagrância diante do ataúde.
plenitude de um dia .
virtude?
onde rola na ribanceira
da ribalta.
Atitude sem freio.
Formosura
Formas de flor queimada
pela própria chama amada .

Wilson Roberto Nogueira