Ele tentava encontrar dentro de sí uma idéia.
Escavava em areia movediça.
Letras estéreis se afogavam.
Caçava no vazio um galho
para escapar da angústia que o tragava.
Navegava cego ...
Levantou e foi respirar dentro de uma garrafa
sorveu uma tempestade e tropeçou no gato.
Continuou esperando...e esperava...
Quando estava prestes a entrar num bordéu parisiense
da Belle Epoque,uma cortesã abriu a porta
e os olhos da consciência se fecharam em definitivo.
Acordou num barraco sórdido deitado num colchão esverdeado de vida.
Continuava árido e com um gosto de cadáver na boca;ao seu lado uma mulher com um sorriso feito à navalha e celeste de tão branca...ela estava morta.
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, julho 16, 2009
segunda-feira, julho 13, 2009
MJ
Aqui queimada infância
no palco a força da dança
a vóz da máscara o impulso
sonhos na magia do gênio
aprendizado no sótão
fantasmas em procissão
atráz das luzes
sob as fundações
outros gritos roubaram o sorriso
nos mares do sucesso o preço
as correntes e os velames
as selvas devastadas
a descolorida alegria sob a máscara
teatro da vida.
Capitão de sua própria nau
açoita o vento da fama
espoucam trovões
surgem harpias e dragões
Dança e canta sob as tempestades
sorriso de faca na face fantasma.
Vive na cei fada infância
a recriação da criança em sí
alimenta-se da alegria delas
na Terra do Nunca
quando sai desta ilha de fantasia
É o deus pop autocriado.
Wilson Roberto Nogueira
no palco a força da dança
a vóz da máscara o impulso
sonhos na magia do gênio
aprendizado no sótão
fantasmas em procissão
atráz das luzes
sob as fundações
outros gritos roubaram o sorriso
nos mares do sucesso o preço
as correntes e os velames
as selvas devastadas
a descolorida alegria sob a máscara
teatro da vida.
Capitão de sua própria nau
açoita o vento da fama
espoucam trovões
surgem harpias e dragões
Dança e canta sob as tempestades
sorriso de faca na face fantasma.
Vive na cei fada infância
a recriação da criança em sí
alimenta-se da alegria delas
na Terra do Nunca
quando sai desta ilha de fantasia
É o deus pop autocriado.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, julho 12, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
Bibliotecamente a dor senti por ti ausente leitor
fantasmas marcam presença no vácuo da Sala solta
Fantasmas miasmas que miam nóias marcam presença no vácuo da Sala solta da Biblioteca .Dançam ;sóis e sombras nas letras da Big Band ,Gers....in. Enquanto o pranto se alegra atrás da poeira sorrateira dos quadros, sonhos de senhas ocultas ,tartamudas nuas sanhas assanham tédios .Guardas em greve.Entrevados papéis sem leitores-sem pernas e sem asas ,livros jogados na estante cinza das desidéias.O fantasma espetado espera...
Wilson Roberto Nogueira
Fantasmas miasmas que miam nóias marcam presença no vácuo da Sala solta da Biblioteca .Dançam ;sóis e sombras nas letras da Big Band ,Gers....in. Enquanto o pranto se alegra atrás da poeira sorrateira dos quadros, sonhos de senhas ocultas ,tartamudas nuas sanhas assanham tédios .Guardas em greve.Entrevados papéis sem leitores-sem pernas e sem asas ,livros jogados na estante cinza das desidéias.O fantasma espetado espera...
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, julho 09, 2009
Anda com passo de espera
horas vagan
férias ferem de ócio
Sol amanhece com caimbra.
Pássaros gotejam .
Chamas Jamais melindran
Dramas acendem luzes
olhos feridos suam almas
morreu o tédio facada de ódio
dorme o dia enquanto ela acorda
A corda !
Nua vaga vai dançar a brisa
acaricia o gato ligado na tomada
eriça sacanas sambas
no suor da madrugada.
Wilson Roberto Nogueira
horas vagan
férias ferem de ócio
Sol amanhece com caimbra.
Pássaros gotejam .
Chamas Jamais melindran
Dramas acendem luzes
olhos feridos suam almas
morreu o tédio facada de ódio
dorme o dia enquanto ela acorda
A corda !
Nua vaga vai dançar a brisa
acaricia o gato ligado na tomada
eriça sacanas sambas
no suor da madrugada.
Wilson Roberto Nogueira
quarta-feira, julho 08, 2009
Sonhos
Aqui passaram passarinhos
pousaram carinhos
fizeram ninhos
sózinhos
Sonharam sementes
de flores ausentes
recentes
penaram ao passo
dementes
sonharam serem passarinhos
sem asas para voar
voaram.
velhas cascas comendo sonhos
risonhas sementes que não brotarão
uma gota de suor da nuvem
vapor que sonha sozinha chuvarada.
Deserto tem sede de anoitecer
A vida corre no redemoinho da miragem
e o passarinho esquece que é um urubu.
Wilson Roberto Nogueira
pousaram carinhos
fizeram ninhos
sózinhos
Sonharam sementes
de flores ausentes
recentes
penaram ao passo
dementes
sonharam serem passarinhos
sem asas para voar
voaram.
velhas cascas comendo sonhos
risonhas sementes que não brotarão
uma gota de suor da nuvem
vapor que sonha sozinha chuvarada.
Deserto tem sede de anoitecer
A vida corre no redemoinho da miragem
e o passarinho esquece que é um urubu.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, julho 05, 2009
sábado, julho 04, 2009
Russalki- Dormir
A morte vive em mim ,
abre o olho quando fecho o meu.
Ela respira no meu hálito
até não restar nada
e comigo ela morre
dormindo a meu lado.
Wilson Roberto Nogueira
abre o olho quando fecho o meu.
Ela respira no meu hálito
até não restar nada
e comigo ela morre
dormindo a meu lado.
Wilson Roberto Nogueira
Caminhadas
Andar num pântano, sentir o lôdo
e algo a rasgar-lhe Sem poder ver
o quê e , depois, ver a sí num reflexo
indesejado.
Wilson Roberto Nogueira
e algo a rasgar-lhe Sem poder ver
o quê e , depois, ver a sí num reflexo
indesejado.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, junho 13, 2009
Caminhadas
Um quarto de pensão onde um queijo prato repousa no útero da sacola plastica;
é embalado toda vez que o trinco da porta se move ,para acordar os fungos que
ainda dormem.Não se sabe onde teria surgido tal teoria .Qual?Do queijo que sonha
e formoso e, sacudido fica ao envelhecer qual charme putrido respira-se perfume.
As roupas torcem o olfato dos tecidos, já algo castigados pelo mofo do abandono,rogam a deus que trapos de chão não acabem.O morador se movimenta entre pilhas de peles de mentiras e algumas verdades escondidas,jornais,revistas;sempre a beijar cadáveres reluzentes de antanho
é embalado toda vez que o trinco da porta se move ,para acordar os fungos que
ainda dormem.Não se sabe onde teria surgido tal teoria .Qual?Do queijo que sonha
e formoso e, sacudido fica ao envelhecer qual charme putrido respira-se perfume.
As roupas torcem o olfato dos tecidos, já algo castigados pelo mofo do abandono,rogam a deus que trapos de chão não acabem.O morador se movimenta entre pilhas de peles de mentiras e algumas verdades escondidas,jornais,revistas;sempre a beijar cadáveres reluzentes de antanho
bebendo a saliva imortal de espíritos que já não são queridos mais.
Dorme como quem morre,desaba qual prédio em ruínas em seu castelo de cartas onde a sorte lhe escapara.
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, junho 11, 2009
Procura a louca na rua o propósito da desproporção
Sonha com a rua invisível onde seus sonhos pensam ser reais.
Quem dera a ilusão dos pavimentos não soltar tanta fumaça
ainda se fossem maçãs sob seus pés ligeiros as comeriam.
Sóis tateiam com langor a pele dos caminhos
lençóis de areia fina sabor amaro de amor sugado
em passadas precárias construídas por ossos velhos
de quebradiço aço tal o frio em corpore alado.
Luzes de olhos recem defuntos no calor apaixonado
de fogos descoloridos de sentimentos franzidos.
E a louca rouca de tanto gritar no silêncio
sonhou o pesadêlo-borboleta de voar flor-pálida
até o beijo da chama na língua do sol.
Wilson Roberto Nogueira
Sonha com a rua invisível onde seus sonhos pensam ser reais.
Quem dera a ilusão dos pavimentos não soltar tanta fumaça
ainda se fossem maçãs sob seus pés ligeiros as comeriam.
Sóis tateiam com langor a pele dos caminhos
lençóis de areia fina sabor amaro de amor sugado
em passadas precárias construídas por ossos velhos
de quebradiço aço tal o frio em corpore alado.
Luzes de olhos recem defuntos no calor apaixonado
de fogos descoloridos de sentimentos franzidos.
E a louca rouca de tanto gritar no silêncio
sonhou o pesadêlo-borboleta de voar flor-pálida
até o beijo da chama na língua do sol.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, junho 08, 2009
Contando os dias pelas luzes da noite
cada estrela um dia espiando
do presente o passado
cada suor da lembrança
um pouco de sal do mar
mar da tranquilidade
num lençol de prata enluarada.
A lua se mira no espelho das aguas
em sua maré ama a inconstância das vagas
vaga vida num bote tateando o imponderável.
Naufrágio do sonho na caminhada do astronauta
a lua de escafandro submerge sob a maré.
Wilson Roberto Nogueira
cada estrela um dia espiando
do presente o passado
cada suor da lembrança
um pouco de sal do mar
mar da tranquilidade
num lençol de prata enluarada.
A lua se mira no espelho das aguas
em sua maré ama a inconstância das vagas
vaga vida num bote tateando o imponderável.
Naufrágio do sonho na caminhada do astronauta
a lua de escafandro submerge sob a maré.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, junho 06, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
domingo, maio 31, 2009
If
Ele continuava procurando
e nada encontrava.
Traves no seus olhos.
ela estava bem alí.
Estava.
Foi curando uma ferida
oculta tateando na pele
lâminas de carne caíam
o sangue aliviava
paixão sentida e jamais
vivida.
Estava morta
Condenado a prisão do Si...
Wilson Roberto Nogueira
e nada encontrava.
Traves no seus olhos.
ela estava bem alí.
Estava.
Foi curando uma ferida
oculta tateando na pele
lâminas de carne caíam
o sangue aliviava
paixão sentida e jamais
vivida.
Estava morta
Condenado a prisão do Si...
Wilson Roberto Nogueira
sábado, maio 30, 2009
Pobre homem incompleto
aleijão indiscreto...
Está alí mais uma fenda de ilusão
abre a cortina e fecha e depois...qual a conclusão?
caminha pisando em cacos, sangra,
mas está ébrio demais
vai tropeçando assim ,em si até agarrar a capota de um carro
e nada mais.
Momentos fugazes ...
Se pelo menos não aparecessem o rabino, a mãe e a ex sempre
que estivesse transando.
Um dia (estava armado )pensou em assassinar a consciência;
com o cano na cabeça desistiu.Iria morrer também .
Wilson Roberto Nogueira
aleijão indiscreto...
Está alí mais uma fenda de ilusão
abre a cortina e fecha e depois...qual a conclusão?
caminha pisando em cacos, sangra,
mas está ébrio demais
vai tropeçando assim ,em si até agarrar a capota de um carro
e nada mais.
Momentos fugazes ...
Se pelo menos não aparecessem o rabino, a mãe e a ex sempre
que estivesse transando.
Um dia (estava armado )pensou em assassinar a consciência;
com o cano na cabeça desistiu.Iria morrer também .
Wilson Roberto Nogueira
Bataclânicas XII
Vivo voltando para dentro do útero
e me perco na escuridão quente
e não sei mais de mim quando volto
flácida exaustão.
Lá no movimento das marés
mergulho nas luas insondáveis daquela mulher.
e me pergunto :
onde ela estará ?
(fumando um cigarro mentolado )
Wilson Roberto Nogueira
e me perco na escuridão quente
e não sei mais de mim quando volto
flácida exaustão.
Lá no movimento das marés
mergulho nas luas insondáveis daquela mulher.
e me pergunto :
onde ela estará ?
(fumando um cigarro mentolado )
Wilson Roberto Nogueira
Caminhadas II
A cada passo da caminhada
cai uma gota de sangue do pensamento.
como pesa esse lamento.
A cada passo uma pedra ;
penso e passo a perna no momento
A cada passo da caminhada
ninhada de pássaros desejo e abutres vejo.
nada caminha tão rápido quanto o firmamento
ilhas de poeira e fumaça lembranças beijo.
Onde estará aquele Café ,aquele cabaré
nada da célula morta soprada pela fumaça
do cigarro ou presa na pele das paredes.
Paredes não mais existem
Estou tão livre quanto um morto.
Wilson Roberto Nogueira
cai uma gota de sangue do pensamento.
como pesa esse lamento.
A cada passo uma pedra ;
penso e passo a perna no momento
A cada passo da caminhada
ninhada de pássaros desejo e abutres vejo.
nada caminha tão rápido quanto o firmamento
ilhas de poeira e fumaça lembranças beijo.
Onde estará aquele Café ,aquele cabaré
nada da célula morta soprada pela fumaça
do cigarro ou presa na pele das paredes.
Paredes não mais existem
Estou tão livre quanto um morto.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, maio 29, 2009
Caminhadas
Naquela queda
perderam-se milhões
do banqueiro!
Alegria caudalosa
daquela guria furiosa
que não sabia ainda
que era sábia e Comunista !
Quando o partido a engoliu
Saborosa !!
presa no dente da fera ela ficou
até ser cuspida no rosto da utopia.
Trincou a translucidez do ideal mas não partiu
pariu uma moeda que caiu no cassino e virou puta.
Wilson Roberto Nogueira
perderam-se milhões
do banqueiro!
Alegria caudalosa
daquela guria furiosa
que não sabia ainda
que era sábia e Comunista !
Quando o partido a engoliu
Saborosa !!
presa no dente da fera ela ficou
até ser cuspida no rosto da utopia.
Trincou a translucidez do ideal mas não partiu
pariu uma moeda que caiu no cassino e virou puta.
Wilson Roberto Nogueira
Bares
Uma fome tentava
entrar em campo,
meio tonta,tentava
levantar a perna para marcar o golo
no relvado da saciedade da parceira;
que teimava em defender o golo.
Resultado um xoxo 0x0.
Voltou pro bar e comeu,
comeu a carne da onça
bem molhadinha,de vodka.
Wilson Roberto Nogueira
entrar em campo,
meio tonta,tentava
levantar a perna para marcar o golo
no relvado da saciedade da parceira;
que teimava em defender o golo.
Resultado um xoxo 0x0.
Voltou pro bar e comeu,
comeu a carne da onça
bem molhadinha,de vodka.
Wilson Roberto Nogueira
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