quinta-feira, outubro 31, 2019
terça-feira, outubro 15, 2019
terça-feira, setembro 24, 2019
Conto Hassídico
Um hassidico , Moisheev chegou a mui caridosa Casa de
Seguros da Rússia pedir alento em forma
de pecúlio para superar dificuldades, tivera sua modesta cabana criminosamente
incendiada no inverno último, o mais rigoroso.
Não querendo furtar-se ao seu compromisso maior de prestar
segurança material mínima a sobrevivência de cristãos ou não da comunidade e do
gueto ,como é praxe solicitou ao requerente comprovantes dos imóveis e do
capital perdido , recibo das mercadorias
e extratos bancários , digo notas bancárias
Como foram consumidos pelas vorazes chamas os comprovantes ,
a seguradora deu crédito ao penhor
pessoal do infeliz hebreu. Concedida a quantia de cinquenta rublos aos
mil e quinhentos , pedidos, de juros seriam cobrados vinte por cento.
O mendigo profissional queria aplicar um golpe . Além de não
ser judeu , o nome verdadeiro era Lev Volkinski
conseguiu para si a regeneração pelo
sofrimento e pelo trabalho resultado daquele dinheiro que encontrou entre as
cinzas do seu caráter , todo dinheiro
fácil acorrenta o destino ao fundo de um poço.
Wilson Roberto Nogueira.1993
Tédio
Alguém acostuma-se com o nada que transborda de vazio a
sensação de vida, o peso dessa sensação que desintegra o ânimo
e fertiliza a desvontade de
viver , que não seja na forma vegetativa , parasitando uma carcaça sem substância . Agora livre , contempla na íris do ontem os sofismas da memória obliqua .
Wilson Roberto Nogueira.1993
O sinistro automobilístico
O auto em alta velocidade
queimava o asfalto no meio do
caminho à casa transformou-se num monte fumegante de ferro
retorcido , carne e nervos . A imprudência suicida do motorista, cuja
propriedade desvalorizava ,afinal foi lhe dada em ação de graças dos seus país ,
a gratuidade com que a levava com sigo tal indesejada dádiva cobrou hoje seu fim. A família agradece o
regalo do pecúlio da indenização e o
recomeço sem esse personagem.
Wilson Roberto Nogueira.1993
sexta-feira, setembro 13, 2019
terça-feira, setembro 03, 2019
Em uma lanchonete à noite
Em uma noite enluarada , estava lanchando no La Gondola
enquanto esperava a hora de ir ao Cine Condor
assistir a mais um filme de sucesso do Spielberg.
No balcão degustando minha fumegante pizza de muzzarela.,
dois pedaços por um feliz engano , recebi três .Para quem visse o prato
imaginaria me um imenso glutão ou um refugiado faminto.. Primeiro pedaço foi
devorado em três mordidas; quando me
preparava para atacar o segundo pedaço , ouço uma interessante conversa sobre
criação de cavalo , partindo de uma mesa próxima, o assunto abrangia desde os
custos com a alimentação, criação , torneios, raças, como comprar , quando e
onde cavalos de raça.
Como é de meu hábito vali-me de uma caderneta que sempre
carrego comigo e do meu lápis , anotei os tópicos mais interessantes . _ minha
mania de jornalista.
- Deixei esfriar o segundo pedaço .Percebi que uma garota ,
do tipo que serviu de molde ao Criador para fabricar Eva, não foi da costela de
Adão., Ela aproximou-se do balcão e com melodiosa voz chamou o gerente para que
ele pudesse providenciar duas pizzas – famílias a serem enviadas ao Tivoli
Hotel, onde ela e suas amigas estavam
hospedadas, revelou que trabalhava para a Danone e seu nome era Alessandra – captei todas as informações e as
transcrevi na minha caderneta em meio a dados sobre a criação de cavalo.
Olhou para mim , deu-me um sorriso e partiu, terminei o
segundo pedaço e também saí, levitando ao sabor daquele sorriso, esquecendo-me
da pizza gratuita , já fria , sem sabor.
Ao sair da lanchonete , tropecei em um mendigo que encoberto
por trapos , encolhido pelo frio dormia
em um canto da estrada do estabelecimento.
Pensei para comigo mesmo- - Com uma cidade tão grande , vão deixar jogado o lixo
justamente no local onde há intenso movimento .
Depois de uma noite tão proveitosa em acontecimentos ,
esqueci inteiramente do filme.
No dia seguinte o filme saiu de cartaz. Não me aborreci ,
pois aquela noite foi para mim como um
filme em que contracenei com a realidade daquelas pessoas.
Wilson Roberto Nogueira. 1987
A Morte
Tema profundo , alimentador de discussões filosóficas ,
metafísicas e algumas diriam inúteis , como para os materialistas.
A morte é um fim , cujo fim é o começo de uma nova etapa da
vida extra corpórea ou não ?Qual seria o significado implícito da morte na vida
das pessoas ?
Ela não é um mal : porque liberta o homem de todos os males
, e justamente com os bens tira-lhes os desejos . Então acumular riquezas
espirituais valerias o ouro da vida e não somente o metal . Qual é o legado que
a morte nos deixa ?
Quem viveu bastante, com intensidade a vida e não apenas
arrancou folhas do calendário , quem aprendeu com os erros , levantou a cada
tropeço e ensinou as lições de sua experiência aos familiares e amigos, legou um testamento valiosíssimo e
imortal .Para estes o descanso eterno é recompensador .
Isto quando não se morre acima dos recursos disponíveis ,
deixando dividas aos vivos.
Enquanto houver lembranças , e boas lembranças não haverá
morte de fato.
Justiça Divina .
Numa tarde Joaquim foi ao banco sacar dinheiro ,com uma
folha de cheque no valor de quinhentos mil , a bancária atarantada enganou-se
no troco e pagou para a requerente a quantia de novecentos mil.
Ele desonesto , embolsou a diferença e foi embora com um
sarcástico sorriso.
Outro dia o mesmo cidadão foi até uma banca de revistas,
imprevidente entregou a quantia de duzentos mil pela comprar de revistas e uma
simpática vendedora , que muito requisitada , acabou pegando o dinheiro de
Joaquim , guardando-o na caixa , enquanto
atendia a outro freguês.
Ele esperava em vão , quando enfim pediu para ela que lhe
desse o troco , negou o categoricamente em atende-lo , alegando não ter
recebido dinheiro pelas mercadorias.
Constantemente , mas querendo aparentar calma, sugeriu : passaria depois de fechar o caixa ,a
quantia excedente , supostamente os duzentos mil seriam restituídos .
Esperou em vão , o dinheiro jamais apareceu .
A justiça de Deus é implacável e sabe quando e como cobrar.
Wilson Roberto Nogueira
Na madrugada de sábado José passou na ciber- café , diante da rotina
inutilizando as horas de sua vida . Após terminar de percorrer aquele limbo
,maquiador do tédio decidiu por um pit stop na loja de conveniência , aí
assassinando sua consciência zen e
todo o equilíbrio do Tao .
A “ colaboradora “ arrancou de sua mão o pegador e
acusou-o de estar furando os salgadinhos.
Wilson NogueiraLivros
O mundo Pós americano,
do cientista politico Fareed Zakaria
:vê a ascensão econômica de países do Terceiro Mundo como passagem para uma
nova era na história da globalização , em
que diversos países protagonizaram , não somente nos EUA.
Tradução de
Pedro Maia.
Companhia das Letras.
sexta-feira, agosto 30, 2019
Animais pelas casas do Brasil
Na residência dos Tononi, Milenna, a dona da casa recepciona um yanque , lá pelas tantas um roedor simpático e foragido corre diante de todos , procurava driblar um felino , o Yachin. O estrangeiro , meio sem jeito , queria avisar ... querias. Tere assustou-se fazendo sua mãe parar de ser obliqua em sua mirada , a existência do rato penetra , o fato de sua existência clandestina , de hóspede não convidado acintosamente marcando presença na mansão diante de tal inoportunidade a homenagem ao estrangeiro , distinta figura de um filho do Tio Sam ,prestigiado na oportunidade.
Wilson Roberto Nogueira
A minha pátria é a pálpebra rasgada que cobre de sangue os
sonhos bastardos da memória .
É o exilio da esperança na densa fumaça negra da ignorância
O látego que rasga as costas enquanto sisífo faminto subo montanhas para descer ao hades e devorar os rebentos do meu
trabalho
que se transforma em poeira na ampulheta dos meus dias
que se estendem em noites mortas eternas .
O corpo oco carniça de abutres à procura de vísceras após
acabarem com a ultima pedra dourada da pátria .
Do chorume da nação que poderia ter sido levanta-se a
persona na alma torpe que ora desgoverna, desconstrói e venal verbo fabrica cadáveres e desossa o corpo social
Só um falso Messias
pastor do desengano e líder marionete dos vendilhões do templo sagrado
profanado da Pátria .
Pátria violentada do
Brasil , urinada no gozo torpe de indignos brasileiros ganindo para ter a
atenção de seus donos do Norte .
Wilson Roberto Nogueira
Fumaça da memória
deletar amizades virtuais na vida real é um ácido que dissolve lembranças esfumaçadas pelo sol enganador de espelhos que projetavam nossas esperanças mascaradas em falsos ídolos.
Assassinar o que existe em nós noutro é criar calabouços onde o carrasco somos nós mesmos ou é alguma forma de libertação do verdadeiro Outro que nós colonizamos ?
Wilson Roberto Nogueira
formatadores de sábios do vazio
o peso das horas mortas cobrando o imposto da vida
do não viver na ausência de um ser - além de mero legume
televisiolatra viciado na ilusão de uma caixa de sonhos vãos
Cidadão do limbo da infovia perdido em espelhos partidos
fragmentos de entendimento pisando em cacos geradores
da força vital de apedeutas militontos nos caminhos
do não vivido , não experienciado
consumindo o tempo do coveiro das horas mortas.
Wilson Roberto Nogueira
do não viver na ausência de um ser - além de mero legume
televisiolatra viciado na ilusão de uma caixa de sonhos vãos
Cidadão do limbo da infovia perdido em espelhos partidos
fragmentos de entendimento pisando em cacos geradores
da força vital de apedeutas militontos nos caminhos
do não vivido , não experienciado
consumindo o tempo do coveiro das horas mortas.
Wilson Roberto Nogueira
Tédio é veneno da alma e do corpo
com o abdome dilatado por tonelada
de vazio transbordante de horas mortas
inundadas de cacau amargo e riso torto
na infeliz cidade encontro meu derradeiro rincão
na soleira o sol não lembra só as memórias do não vivido
refletem o meu rosto no quadro de um pintor cego
a presença de um ser em eterno devir , de um vir a ser
que não foi e não será o que os sonhos lutaram
mas não encontraram braços para edificar
sobraram apenas as pedras de uma eterna ruína
de um templo jamais construído.
Na soleira assassino aqui as fotos amareladas da desmemória .
Wilson Roberto Nogueira
com o abdome dilatado por tonelada
de vazio transbordante de horas mortas
inundadas de cacau amargo e riso torto
na infeliz cidade encontro meu derradeiro rincão
na soleira o sol não lembra só as memórias do não vivido
refletem o meu rosto no quadro de um pintor cego
a presença de um ser em eterno devir , de um vir a ser
que não foi e não será o que os sonhos lutaram
mas não encontraram braços para edificar
sobraram apenas as pedras de uma eterna ruína
de um templo jamais construído.
Na soleira assassino aqui as fotos amareladas da desmemória .
Wilson Roberto Nogueira
ágora afônica
Cidade Deserto
Wilson Roberto Nogueira
O significado sinistro da imensidão vazia pulveriza o
individuo e inibe a atuação do ator politico
do povo , o qual alienado, circunscreve sua relação à dimensão privada ,
sem as praças- que praças .Ou esquinas .
A sociedade não se emancipa, apenas
assiste as máquinas do poder, seu aparelho repressivo.
O povo preso vê os prédios de aço e vidro onde o público e o
privado se fundem sem a intermediação da protetora das aparências a parede dos
prédios públicos os quais refletem o próprio paradoxo da modernidade.
Cidade sem identidade que vincula a polis em sua ágora
cercada de aço a funcionalidade instrumental no silêncio ensurdecedor da
cidadania roubada .Desde os carros que violentam as calçadas expulsando os
pedestres até o assassinato de
direitos básicos a um teto , esta
propriedade do capital árido de
humanidade.
Cidade despersonalizada oculta sobre a sombra das placas,
violenta a paisagem com a onipresença
naturalizada da miséria animalizada dos resíduos expelidos da sociedade .A
mercadoria força de trabalho abundante e esterilizada pelo rentismo e a
especulação jogam-no lixo os triturados
seres do capital , agora mais parasitário posto que não cria .
Na Urbe , as caixas onde barnabés e altos funcionários atuam no cenário decadente do drama da produção pretérita fazem sombras
que só testemunham os fantasmas que virão a assombrar os altos muros das
fortalezas e dos caminhos vedados dos
bairros exclusivos dos eupátridas do
século XXI.
A sede e a voracidade das vísceras expostas das cidades
estão com sede de sangue. A disfuncionalidade
distópica cobrará seu naco de
pseudo salvação e não será nas Instituições ,estruturas de poder
tumorado em suas metástases de
anomia assassina da civilização pela
anti-pedagogia de suas práticas os
discursos da desagregação criadora no
cemitério dos discursos do nós contra eles.
A máscara de uma
identidade junto às massas , ao lumpesinato e ao fanatismo religioso e secular
fragmentam e fragilizam o esfarrapado tecido social, a manipulação a partir da
pulsão tanática do ódio e do rancor
contra a elite intelectual progressista
e aos movimentos sociais cujo imperativo é a radicalização dos direitos humanos contribuem para a desintegração social , terra
arrasada semeadora da barbárie .
sexta-feira, agosto 23, 2019
Se você não está satisfeito com a situação vote na oposição
O Paraná tem alternativa, a capital tem alternativa.Votando
no seu Zé para mudar. Vamos em frente Curitiba por uma cidade mais justa.
Uma cidade que avança com passos firmes na senda do progresso
material e também humano. É com o Seu Zé que nós vamos mudar a nossa cidade
Todos nós , juntos , irmanados, pobres ou ricos firmes no mesmo ideal !
Uma Curitiba mais justa !
Para vereador . Seu Zé. número 171
O Paraná tem alternativa, a capital tem alternativa.Votando
no seu Zé para mudar. Vamos em frente Curitiba por uma cidade mais justa.
Uma cidade que avança com passos firmes na senda do progresso
material e também humano. É com o Seu Zé que nós vamos mudar a nossa cidade
Todos nós , juntos , irmanados, pobres ou ricos firmes no mesmo ideal !
Uma Curitiba mais justa !
Para vereador . Seu Zé. número 171
Em campanha
Chega de soberba. Vote na cidade que quer ser gente .
Nas gentes que pensam a cidade mais justa
conceda o seu justo voto de confiança !
"Chega de corações de pedra "
das pedras soltas de nossa linda urbe abandonada.
Chega das postiças edulcoradas propagandas .
Vamos em frente minha gente !
Você, me permita ,minha senhora, meu senhor da minha crua Curitiba
No seu bairro o que vê ?!
Reflita sobre a tua realidade que concreta e fria te diz a verdade mais dura.
ouça a razão do teu coração que te fala alto, mais do que os números dos espertos
Mais espertos do que a esperteza estão na tocaia da falsa certeza pra roubar futuro do teu lar.
Muitas vezes por aí, o único teto de uma casa, é o teto que Deus dá ao firmamento.
Deus guie a tua mão meu irmão na derradeira hora de dar a tua honrada confiança a esse servidor ,que de sandália rasgada procura caminhar nas pegadas dos mandamentos do nosso Senhor.
Inspirado no exemplo d'Ele procurarei servir aos mais necessitados dos nossos conterrâneos.
Glória a Deus !
Conto com seu voto ,Amém
Wilson de Curitiba. para vereador 171
Nas gentes que pensam a cidade mais justa
conceda o seu justo voto de confiança !
"Chega de corações de pedra "
das pedras soltas de nossa linda urbe abandonada.
Chega das postiças edulcoradas propagandas .
Vamos em frente minha gente !
Você, me permita ,minha senhora, meu senhor da minha crua Curitiba
No seu bairro o que vê ?!
Reflita sobre a tua realidade que concreta e fria te diz a verdade mais dura.
ouça a razão do teu coração que te fala alto, mais do que os números dos espertos
Mais espertos do que a esperteza estão na tocaia da falsa certeza pra roubar futuro do teu lar.
Muitas vezes por aí, o único teto de uma casa, é o teto que Deus dá ao firmamento.
Deus guie a tua mão meu irmão na derradeira hora de dar a tua honrada confiança a esse servidor ,que de sandália rasgada procura caminhar nas pegadas dos mandamentos do nosso Senhor.
Inspirado no exemplo d'Ele procurarei servir aos mais necessitados dos nossos conterrâneos.
Glória a Deus !
Conto com seu voto ,Amém
Wilson de Curitiba. para vereador 171
sexta-feira, julho 12, 2019
quinta-feira, julho 11, 2019
quinta-feira, julho 04, 2019
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