Terça-feira, Janeiro 24, 2012

Arqueja no espelho da memória um animal ferido que lambe asperamente suas cicatrizes,
a dor lateja na lembrança e derrama quente seu rubramor que encontra morada na
mordida de vidamante no horizonte que cobre-se de Noite nesse espelho- nuvem,
que é a memória a qual insiste em trovoar velhas discussões acerca do vivido e do sonhado.
Acordar no disfarce da manhã a surgir outra embora sendo a mesma. Rotina que rói o a tela da memória e esquece de apagar as dores ,sinais de novas tempestades
mesmo quando o sol esqueceu de dormir.



Wilson Roberto Nogueira

1 comentários:

Deisi Giacomazzi disse...

sempre forte parecendo sutil
Belos poemas e também seu perfil!!!

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