domingo, junho 21, 2015

Imigração na capital das Araucárias

Está claro para nós não racistas ou racializadores que os negros (descendentes de negros que foram trazidos da África escravizados, da diáspora africana caribenha-também pelo genocídio e coisificação do outro como fonte de produção de mais valia -escravidão como também o foram os  haitianos- que se sublevaram e expulsaram o opressor e serviu de farol de esperança dos negros e abolicionistas de toda a América, refugiados africanos frutos do desmantelamento de seus países pela rapina derivada do imperialismo e dos interesses capitalistas transnacionais aliados a elites corruptas, árabes (Libaneses, sírios, palestinos ),judeus (vindos da Europa ou Oriente Médio),asiáticos (japoneses , chineses e coreanos )Os japoneses que vieram para aqui e que foram perseguidos durante o período da segunda guerra pelo governo ou por organizações que se recusavam a aceitar a derrota do Japão estão suficientemente bem apresentados e não precisam de órgãos públicos para mostrar sua importância para a formação do nosso povo e para a economia de nosso estado. A imigração chinesa é relativamente recente e está se organizando e melhor se estruturando. Os árabes possuem jornais, centros beneficentes, estão bem inseridos no dia a dia da nossa cidade , já foram matéria de nosso jornal de maior circulação estadual. Acredito que a comunidade afro descendente também tem o seu espaço embora concorde que ainda não o tem em sua dimensão contributiva .

Os índios também merecem o mesmo espaço. matérias nos jornais não são suficientes para dar visibilidade .
Podemos pensar sobre projetos que deem visibilidade a situação dos imigrantes africanos e haitianos no Paraná por que não. Projetos que não fiquem restritos a militância e sim a toda a comunidade .
Leve suas criticas e encaminhe projetos pros órgãos públicos. Mas não recuse aos descendentes de polacos, russos, judeus, nordestinos (caboclos ou negros ) o direito de se expressarem e terem orgulho de suas origens. Somos brasileiros fruto da união de diversas etnias. è aí que está nossa singularidade e nossa riqueza. Não na segregação ou na politica do desenvolvimento igual mas separados. (importar idéias racistas dos EUA ) estou fora.

Apoio as cotas com forma de resgate histórico por que sei que existe critérios sérios que não são bem divulgados para as massas daí , da ignorância sobressaí preconceitos.
No norte e centro oeste onde a população indígena e cabocla é maior , a cota para indígenas ; no Nordeste, sudeste e sul de Negros.

Aqui em Curitiba além dos alunos convenio vindos da África lusófona , dos haitianos (que possuem uma estação de rádio em Cascavel em creolle, francês).Temos em Curitiba um clube que mantem a história da contribuição negra .Centros de militância do movimento negro e nas escolas públicas de ensino médio o dia da Consciência negra(ainda falta muito ).Os haitianos geralmente são respeitados( está claro para muitos curitibanos que conheço, que são imigrantes honrados e trabalhadores como nossos ancestrais . Atitudes racistas violentas como a que se assiste em vídeos em São Paulo aqui não são frequentes) não que não haja caso de racismo e abusos de patrões. A comunidade árabe , sua cultura é parte do curitibano , muitos casamentos mistos de árabes cristãos com outras etnias portugueses ,poloneses... assim como jornais da comunidade árabe podem ser adquiridos por não árabes . Existe em Curitiba uma sociedade beneficente muçulmana ao lado da mesquita bem próxima da Sinagoga.

Aqueles os quais mais  discriminamos aqui são os ciganos , ( com preconceitos que foram introjetados e naturalizados desde o berço de nossos avós ) e os índios não sofrem preconceitos por que não são se quer vistos .Fazem parte da mobília urbana nas feiras de artesanato .A invisibilidade é mais dolorosa para eles . Uma forma mais perversa é ignorar a presença isso acontece com muitos em situação de morar nas ruas.(preconceito de classe de uma burguesia aristocratizada não ilustrada e de pessoas acorrentadas a sus necessidades imediatas de sobrevivência que naturalizam o padecimento do outro como algo natural da vida urbana como o centro histórico que deve abrir espaço aos grandes templos do consumo e as vias privativas dos condomínios enclausurados na riqueza.


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