quinta-feira, novembro 24, 2011

terça-feira, novembro 22, 2011

domingo, outubro 30, 2011

sábado, outubro 22, 2011

A Israel dos assassinos de Rabin e dos violadores de templos.

Multiplural etnica e cultural anarquia
Babel de vozes que só se espelham
no verde oliva dos uniformes.
Laica e secular a olhar por sobre o
Muro das Lamentações aos religiosos
de ossos de aço e ocos corações.
Aqueles que modelam no barro os Golens
que perambulam nos sábados a assassinar os sonhos
vestidos de verde oliva e do vinho da vida de estranhos
estrangeiros. Religiosos envenenando a verdade nas suas
orações de ódio e rancor.
Cacofonia de angústias , mêdos e ódios aos gritos saltando dos olhos
para as mãos .
Israel minúscula nau dos insensatos a agarrarem no humor
a bóia da lúcides com as pernas em sangue a atiçar os tubarões.
Oh Isra'El da estrela de Davi estilhaçada, não pise em seus cacos.
Rostos da diáspora de tantos sabores e olores, dores
e alegrias desesperadas  à procurar  tateando na diversidade,
no estranhamento a alteridade imperscrutável da unidade espinhosa.
A qual cobra o sangue e o sal de Israel.O sangue denso e doce de seus filhos.
Oh Israel, voce se encontrará novamente?Caminhos estreitos no Oásis.
O humanismo judaico estará em extinção em Israel ?
O Guardião de D'us( Isra'El) ouvirá a D'eus antes de ouvir a espada ?
Shalom.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, outubro 18, 2011

(Para Cláudia )

Procuro não turvar o humor


com as pedras que invadem meus sapatos

quando caminho pela calçada da vida.

Made in brega,

letra de um samba bebedo de amanheceres nublados.

O mar pra eu cantar é só um seu olhar.

Bom. Assisti a "Capitães da Areia" da neta do Amado e li o livro.

Então Cláudia,me perdoe em ser menino de areia diante desse seu sorriso

Minha jangada já se aninha na madrugada

e o mar , bebo num poema.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, outubro 15, 2011

Não era para tanto "ma garçonne"(o cabelo curto acentuou a cor dos teus olhos).O Pavel low profile como sempre não esquentou,não queimou o radião,quedo-se tranquilo.O embroglio foi de outra ordem,não era propriamente quanto ao grupo,a discussão que se arrastou foi oportuna contudo,mas o curto-circuíto teve suas faíscas exageradas.No que se refere ao texto de seu existir ,é uma questão de estilo apenas,não devemos levar tanto a ferro e fogo. Acredito na proposta de Deus e suas oficinas intercambiaveis,mas esta é uma outra história,


A tua obra lerei com mais vagar e te darei o retorno durante a semana.



Assinado : O Foiceiro.

Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, outubro 12, 2011

A companhia custara apenas o preço de um cafezinho.Passavam horas que se diluíam no silêncio dos olhares.Um procurava encontrar no olhar do outro o próprio olhar.E juntos dançavam.

Hora de pagar a conta.As luzes se acenderam e só viram o mármore e as moedas caindo no chão.A dança acabou.Mais uma vez ela pagou a conta. E nunca mais voltou.

Agora ele gira moedas na mesa da cafeteria e só tem a sombra da lembrança a orar por ele.

Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, outubro 10, 2011

domingo, outubro 09, 2011

Dignidade


"É aquilo que as prostitutas sempre tiveram e os políticos jamais terão.

Obs: Que me desculpem as prostitutas pela comparação".

Mário Auvim.



A dignidade não está a venda , não se presta a barganhas por isso alguns homens públicos não vêem nela "mercadoria" de valor.



Vestem um arremedo de dignidade,uma máscara de cera quando o poder escorre de suas mãos .choram copiosamente lembrando de seu suposto passado humilde; invocam o santo nome de suas mãezinhas em vão...



Xô CPIs sabor portuguesa ou siciliana (Humm)serve a Marinara- "só se ela vir ao gabinete depois do expediente"(será paga com verba pública -dos Joães e Marias eleitores que se comoveram com o beijo na testa do bebezinho , como o olho no olho ao dar o aperto de mão, as promessas...



Eles não são fdp pois as putas são mais dignas do que muitos homens públicos.



E nossos parlamentos se afogam nas vísceras desses ratos espero que os políticos comprometidos com seus eleitores não se afoguem nessa m.... não se corrompam.

Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, outubro 03, 2011

Tired dog. 1974.

FRANCE. Paris. 14th arrondissement. Rue de l'Ouest.

sábado, outubro 01, 2011

Das pedras as teias dos teares.

Mineiros de Potosí vivem como escravos nas montanhas esburacadas. Como cupins a estrair a prata esquiva, ambos cativos das entranhas da terra .Quanto mais o metal vai ficando escasso ,mais os mineiros penetram em seu abissal útero negro de mortalha silenciosa.Pulmões invadidos pela devoradora noite da caverna que decepa de suas vidas o ar de suas almas que fogem em gotas de suas covas oculares  e o brilho de seus sorridentes  amanhãs.

Nem o alcool a 90 graus ou o bovino mascar da coca ludibria a fome e a sombra do desespero a dançar com a morte enquanto espíritos de panos e cornos pindurados fossilizam  auto-enganos ancestrais. Trabalham os escravos de Potosí sem tempo para Serem ; vasculham nos buracos as pedras já não tão preciosas quanto a coragem desses filhos de Pachamama.

Nas entranhas desse imenso jazigo , acorrentados a correntes presentes e invisiveis como a morte que piedosa os vem visitar na forma de gás para libertá-los.Mineiros de horizontes estreitos como os caminhos de formigas das minas.Condenados a sua  liberdade com sabor de morte.

Uma vez já sonharam em não estarem enterrados em sua servil condição, imaginaram-se até doutores, depois mecânicos e .A areia doce desse sonho qual pêra madura virou pedregulho rasgando seus corações,sepultando na noite seus pulmões.

Sonhos ainda vagam zumbis sem encontrar olhos por onde entrar nem bocas que os possam dar-lhes vóz.
Sonhos esturricados e sem vóz nos poucos  leitos dos hospitais com as mãos lácrimosas de orações de esposas indigenas e a sombra das avós de suas avós que também vestiram seus maridos com seu derradeiro gesto de amor.

Apesar de Chê ter virado santo da utopia  e terem os mineiros e seus sindicatos espoucado algumas dinamites. Naquela mina a mita e o peso da história ainda não tirou o mineiro índigena da escravidão, eles estão presos no limbo fatalista e causticante da imutabilidade .

As víuvas de homens que teimam em adiar a partida que seus pulmões silicosados exigem são embalados por preces mestiças católicas e pagãs para que possam ter com  seus avós de seus avós talvez em alguma mina sob os conquistadores espanhóis sob o som de flautas andinas.

Um ônibus ford 'jardineira' abarrotado e  empoeirado será nossa condução.A criança desnutrida corre na   direção do forasteiro e diz "me leva pro Brasil"."Bom ,um coreano em Sampa  está precisando de braços pros teares".

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, setembro 30, 2011

anavalhando a vida
recortes de silêncios
a explodir

Wilson Roberto Nogueira
lage de gelo
desliza o cizne
na neblina azul.

Wilson Roberto Nogueira
sabre penetra a terra
queda do guerreiro
semente rubra do vazio.

Wilson Roberto Nogueira
sutis vôos da aurora
na pétala da borboleta
em brasa
sabor de manteiga.

Wilson Roberto Nogueira
Secar o ar numa nuvem de desespero
Chuva de granizo ao anoitecer.

Wilson Roberto Nogueira
A vida breve
vôo da aurora
no beijo da rosa
no olho da lua a dormir.
cobre de sonhos meu porvir.

Wilson Roberto Nogueira
"O talento educa-se na calma;


o caráter, no tumulto da vida"

(Goethe)

terça-feira, agosto 30, 2011

Acordo quando anoiteço
só para ver o sol morrer.
mais uma vez.
Corto as cordas que me prendem
a canção do viver.
Levo comigo as cinzas dos meus dias.

"O sexo foi maravilhoso primo,mas não pense querido que vou sair com você para ser vista com um mero professorzinho".Ele  introduz a língua nas vísceras dela,sentindo seu doce ácido. levanta-se , uma vez vestido à porta,sorri.Pega do bolso uma moeda e joga na cama onde ela estava ainda nua e belissima.Sai sem bater.Ela é que queria espancá-lo .Matá-lo.Arremessou  tudo o que podia mas ele não estava mais lá.Horas sob a água a queimavam.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, agosto 23, 2011

A poesia alvejou o corvo com um sorriso


e ele deixou cair um coco em minha testa.

Seja à direita ou a esquerda sempre ventará a minha frente .



Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, agosto 12, 2011

segunda-feira, agosto 08, 2011

Vodka e Voda, dois amores

Vodka cria um outro que sou eu
tira a tampa de quem penso ser
restando o fogo invisível de quem não sei
Uma garrafa fazendo as vezes de vela
enquanto tomo água como quem bebe hidromel
meu caso com a água é antigo sou dela
mais da metade do meu ser
porque queimar-me numa paixão
por uma vadia que me tropeça diante da vida?
A vódka tira-me mais do que me dá.
Só entendo sua companhia para lembrar meus entes mortos.
Um brinde a vida !

Wilson Roberto Nogueira.

P.S (voda em russo é água )

domingo, agosto 07, 2011

A minha noite se aproxima e a morte começa a querer algo mais sério comigo do que apenas um flerte. Não me sinto poeta ,nem torto ou direito sou apenas andarilho das palavras, tropego bebendo quem sou para algum bueiro ,seja gaveta dos meus escritos ou no eter da infovia. Eu mais minhas contingencias, ideologias e todas as roupas mais , embora prefira andar como vim ao mundo, procuro encontrar a nudes da alma essa afogou-se sob o calor de tantas roupas que encrustadas tornaram-se couraçãs do burgues metido a comunista de cujo espelho embassado me vejo.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, agosto 06, 2011

Na Serra os padres alimentam lobos em pratos de porcelana. No átrio da casa de Deus o lobo come da carne .Bate o sino, é o lobo da pele castanha- amarelada com os ouvidos em pé e cauda branca felpuda que despede-se perdendo-se na floresta do sonho.O Guará também é cordeiro de Deus !

Wilson Roberto Nogueira
Arqueja no espelho da memória um animal ferido que lambe asperamente suas cicatrizes,
a dor lateja na lembrança e derrama quente seu rubro amor que encontra morada,
mordida de vida amante do horizonte que cobre-se de Noite nesse espelho- nuvem,
que é a memória a qual  insiste em trovoar velhas discussões acerca do vivido e do sonhado.
Acordar no disfarce da manhã a surgir outra embora sendo a mesma. Rotina que rói a morada
da memória e esquece de apagar as dores ,sinais de novas tempestades, mesmo quando o sol esqueceu de dormir.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, agosto 02, 2011

Parque Barigui

Florianopolis

A prostituta está mais vestida quando nua.
cada peça é um disfarce de uma estória
cor carmim de sangue e gritos
sonhos são armas que se escondem
em cada cicatriz.
As cores procuram a luz no teatro
só encontram moedas frias em camas sujas
Ela não está ali
está pulando amarelinha em algum labirinto
bem longe do pai e dos homens.

Wilson Roberto Nogueira.

Barra do Saí.SC

As lágrimas esperam o riso escondido fugir.
O homonimo visitou outro enterro,seu caixão era como o botão que faltara
em sua vida. Fechou o paletó assim mesmo. Só.Quis visitar ,mesmo estando morto;
no engano do motorista  ,a despedida da viúva alegre.E que uva !Pronto acabou , chegou o morto
que aguardavam aquela familia de latifundiários e aquele primo esquisito, atléticano e comunista!

Chove velhas canções na ventania daquela cortina espessa de água e prantos de cera derretida.
Dorme a manhã e eu aqui dentro dessa caixa de sapato.Que usurários!
Viuvinha doce vem  beijar a cerâmica da minha casca enquanto eu belisco aquele traseiro!
Acho que vou ficar por aqui mesmo, inté !

Wilson Roberto Nogueira
Partidocracia
parindo circos
almas de aluguel.

Wilson Roberto Nogueira

Floripa

segunda-feira, agosto 01, 2011

Flâneur de uma cidade sem úbere agonizando de agruras para ontem.

Matem minha vontade de morrer nesta cidade de pó e carniça.
Em toda praça sorri banguela a desdita miséria
untada de lodo e urina de ratos sob as bençãos da geada mortalhando gelada dança .
sorve meta merda na alma dissolvida nas vísceras do pesadelo empedrado no fogo .
gosma de vida que se arrasta de precipício em precipício de vertigens no inferno
saboreando a morte tateando desespero lambendo a laje da vida que foge.
Passo impassível sem moedas a dar nem cumprimento a paisagem horrenda da urbe.
cobertores sobre peles podres sob ossos quebradiços , baratas .
No submundo da humana voracidade mais um careca icinera de ódio mais um subumano desengano.
Cruzes são caras de mais , covas rasas secas de Deus plantam mais um horizonte que não brotou.

"A manhã tem mais". "Prefiro a televisão ,o locutor é um artista " "Escorre sangue em cada letra que vomita de sua fala vulturina " "Um acidente de carro... " Amanhã estarei ocupado fala o Diabo, assistirei a matinê ao lado de Nero massacre de cristãos


Wilson Roberto Nogueira
Faltara o samba flertando dor com esperança


e a lâmina cega do blues cortando a encruzilhada

da alma bebada de olho no precípicio que brada:

“A morte será sua herança” . Cobiça-te desde criança

Quando descia o morro rindo da bala que traçava o céu

Rasgando a noite calando no peito do dia mais uma colheita de desenganos.

Faltara o samba que bateu em retirada quando a luz que dançava nos olhos teus

Quedaram nos seus passos o silencio da tua esperança.

Sonha o céu mais estrelas dos anjos nascidos das bastardas balas perdidas.

Enquanto marejada de ácido corre fantasma a alma do blues

Queimando as cordas dos meus nervos que cantam

O silêncio das crianças que clamam por socorro

na encruzilhada dançam o samba com o blues

numa só alma negra e profunda.

Ecoando escravidão ,dignidade e luta.

E ainda nas vielas da canção sonhando paz , amor e união.

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, julho 29, 2011

Ali está aquele Zé cabisbaixo, chutando a lata, com a pasta debaixo do braço.A própria imagem do soterrado arrastando as correntes de suas frustrações. Ainda tem faíscas de ideais no fundo de uma conversa torta na hora em que o dia morre para ressuscitar de mascaradas esperanças. O trôpego caminhar do proletário do saber, coisificado em sua ânsia esvaziada de ensinar.Um mero repetidor de clichês e platitudes ; nada além de barro transformado em falácia forrando seu guardapó.


Nas salas desnutridas de significado almas escapistas vagam em suas próprias cavernas enquanto se distraem com os desenhos e os sons de seus próprios ecos sem ter olhos para ver ou ouvidos para escutar o que lhes ameaça o presente perpétuo de seu piso sem consistência, afundam até o pescoço em lodo mas seguem cegos pelas luzes de seus próprios egos.

Enquanto o Zé se dissolve no mar de palavras estéreis, sementes ocas e poeira que se consome em sinais sem sons nem imagens.

O Zé é um clown que ri e chora sob a máscara porque ele ainda não é uma coisa.Talvez.



Wilson Roberto Nogueira
Cada letra pulsa sangüínea chama como as do teu olhar que devora o abismo contemplando o infinito.


Medo é o teu caminhar na rota rasgada de um pesadelo que explode ali na esquina.

sentir a textura de um sofrimento derramado como ácido na pele. Na pele de quem toca um farrapo

comensal de cães ladrando irmãos sem distinção.Animais .Nós mesmos que nos projetamos nos outros

nossas larvas .Nossas lavas subterrâneas de nosso Hades.Mar revolto sob o gelo.

Na insana cidade de banal cópula de violências no parque de horrores e neon.

Tudo se esconde quando se revela atrás dos vidros, o aço.



Wilson Roberto Nogueira

Alexander Radshenko

terça-feira, julho 26, 2011

frases

O médico de hoje é a gaze esquecida dentro de ti .


O advogado que leva o celular pro bandido será seu juíz.

O policial está preso no quartel não sai nem que o tiroteio o convide.

Teu coração viaja no meu.


Wilson Roberto Nogueira