sábado, abril 30, 2011

Presidente ou Presidenta ?

Noves fora a questão gramatical, a atividade é política e a insistência da mandatária em ser denominada "presidenta " está ligada a mensagem que ela quer dar ao povo ou "pova", as mulheres do meu Brasil varonil, que assim como um retirante,metalúrgico e líder sindical chegou ao cargo máximo "DaNação" , uma mulher também poder chegar ao


primeiro cargo da república.A escolha pelo termo (não houve nenhum senão dos imortais da ABL nem o fantasma do Houaiss foi puxar a perna dela a noite) Presidenta é um indicativo que adotará políticas públicas de inclusão da mulher , sinaliza também a tentativa de quebrar o machismo reinante em muita cabeça feminina que passa idéias discriminatórias e de sub-valorização da mulher para suas próprias filhas.

Em suma não perderei meu sono com relação a esse neologismo.aliás muitas palavras que foram escritas por medalhões da Letras caíram no gosto do povo letrado e passou a constar em dicionários,daí por que não ser menos persecutória com relação a Presidenta.

Ninguém será preso por ter uma opinião diferente e ela não será mais Lula ou menos Lula por teimar que a chamem de Presidenta.

Continuarei preferindo chamar de "a presidente ".

Fora Bolsonaro ?

Infelizmente ele representa uma parcela da população que o elegeu que se identificou com as teses que defente,baseada no autoritarismo e no preconceito ,de um "patriotismo" cego ,em suma ,aos preceitos do nacional -socialismo.O que me assusta é o fascismo social muito mais perigoso do que o institucional(como foi na Alemanha)porque um estado segregacionista e genocida é muito mais fácil de combater do que uma mentalidade arraigada e simplória , já que muito mais fácil odiar do que amar, construir muros do que pontes.A intolerância é o comodismo do espírito e a violência física ou "moral" é arma abundante ,facilmente encontrada nos esgotos da mente humana.Bolsonaro é humano,demasiado humano,embora negue a humanidade em outras pessoas.
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, abril 26, 2011

Não foi o Abraão nem o Ricardão !

Por mais que me afaste de Deus,Ele está sempre ao meu lado !
Poderia jurar que eu O vi espiando do armário.Sarah disse para eu não me importar...!
Que sexo abençoado!!

Wilson Roberto Nogueira

Degustando com carinho uma lembrança

Com qual mulher estarão meus escombros ?
Sondar nos olhos fechados a verdade que ora dorme,
deixar no silêncio o sangue do desejo.Já não é mais a hora.
Só os esqueletos da lembrança na sepultura das camas
que naufragaram. Agora só há a paz que me arruína. E,
e nenhum lamento. As Pegadas de sofrimento
tornaram-se fósseis de gelo como o olhar translúcido da Morte.
Vago na neblina a esperar um sol que não existe.
É só um peso que arrasto sem nome nessas cãns de escamas estéreis
por ruas que expelem pesadelos em discursos de sombras.
Nada dorme nessa lembrança opaca degustando o olor do passado sem dentes
incapaz de devorar o presente e gerar o novo a partir das entranhas.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, abril 23, 2011

Gira o mundo na cabeça do morcego giramundo.
Tudo que está em cima parece estar embaixo.
É muito sangue na cabeça.
Nada uma folha negra na escuridão
no beijo da manhã uma língua de dor e sonho.

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, abril 22, 2011

Procuro a ti num beijo que jamais me dará.
Não adianta não é mesmo ?
O céu é sempre azul quando a cinza voa do cinzeiro.

Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, abril 21, 2011

quinta-feira, abril 14, 2011

Escrevo como quem late pro vazio da noite
não espero que o eco das minhas entranhas
faça com que a lua partilhe da minha fome.
Só a olho com olhos secos e lato,
num latido rouco que  me rasga nesse inverno da alma
e que gela meus sonhos.
Nessa lágrima de prata brilhará
uma luz que conduzirá a alguma lagoa onde abandonarei
por fim
minhas pegadas.


Wilson Roberto Nogueira
Procurando alguma luz na sombra,
Abraçado por ela.
No cabelo uma mão pousada.
Ninho de luzes.Sonha com ela.
Sombra em dobras se abana
e logra uma esperança na fumaça branca.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, abril 03, 2011

Dança de Negros ao Luar (xilogravura) 1929

sábado, abril 02, 2011

Amazonas

segunda-feira, março 21, 2011

O racista e a alteridade

Detesto marcianos.Basta alguém  se comportar como alién que. Pronto me causa mossa e as vezes me surpreendo tão diferente de mim que não me percebo no olhar do outro. sou eu próprio um alién.Não aceitar-me como sou, verde sob a pele branca escorre sangue verde.É a minha natureza que repilo em ti .A semelhança ne diferença é a vóz que estrila nos nervos e rasga a cor tão igual e tão morna da homogeneidade.Ou seria somente a introjeção da rejeição?

Wilson Roberto Nogueira
Não vou mais comprar livros que não leio, jornais que só folheio.
Assim a vida, espero, não acumule tanto pó sobre estes papéis velhos.

Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, março 17, 2011

Calle Havana

Sobra-me pouco tempo e com esse calor ..."cheiroso  à urubu da estepe "


não vejo mais ninguém... estarei cego?Estaremos cegos

em algum trecho do livro do Saramago ou do filme do Meirelles?

As cores das vozes brilham ?

 Ainda não...

Será que ainda tem cura?

Só bebendo felicidade ...para ver o sol parir a lua sorrindo pra gente

e não importa se a realidade é banguela e tem mal hálito;

 vinho bom é uma boa conversa com quem gostamos como essa que estamos tendo agora.

" Essas são ótimas, só são superadas quando ao vivo e a cores nos encontramos de verdade, nada virtual"

Reclamo tanto do virtual, mas é aqui que encontro  outros das quais gosto de conversar

Reclamo e mesmo aqui, anda difícil o encontro


o tempo voa tão rápido que acaba sumindo e nos consumindo

Manhã, tarde no trampo e a noite estou meio apagadaço.

" trabalhar dá muito trabalho, né?"

Modernidade mastiga nossa vida e não nos sobra muito de nós depois.

dá muita raiva que ferve a vida de alegria, é uma pressão !

"Alegria fugaz... essa não conta"

Uma alegria que ri de si e de nós

e com os dentes pra fora pensamos que nos devora, mas ensina.


 Fome fome...não me lembre, não a chame que ela pode se perder no caminho

 enquanto como letras, comerão o falar num rugido  de saudades .

Vida...bah !

Wilson Roberto Nogueira
-Aquela motorista !


-Qual motorista?

-Você foi pra lá e tinha uma motorista do bus...?

Os franceses não são simpáticos com quem não fala francês.”Pardón,s'il vous plaît"



A motorista que fumava feito uma chaminé e dirigia xingando os outros motoristas até cair o cigarro na calça e...ela não gostou

Homem, O que voce  está esperando?

O bus passar com outra motorista, bonita e que não fume;

agora só vejo aqueles de cara de travesseiro amassado;

já algum tempo longe do sol, sabe como é...? estou igualzinho !

Disseram que preciso andar no parque, enquanto tiver sol...

Quando sai, vi um gato imenso de gordo que subiu com espantosa agilidade o muro de uma casa.Perguntei, como é que o chinês não viu .Quantas esfihas não daria !Fiquei com raiva. não consigo mais me abaixar sem que minhas costas protestem.

Wilson Roberto Nogueira
Perin: voce recebeu meu email falando do Luarino , né?


preciso de novo ligar pra ele

 foi feio o negócio, ele quase foi

Wilson: espero que tenha sido bem ruim pro vaso não quebrar

e só trincar um tiquinho

Perin: acho q deixou marcas bem profundas

Wilson: "Vaso ruim não quebra "

não quebrou...bom sinal.

Desculpe com isso não se brinca ;

a morte é que brinca com a gente

Perin: essa brincadeira é politicamente correta

e certeira

resta-nos aguardar

Wilson: ela se faz de dificil, quando não ligamos pra ela ela se derrete pra gente ...é aí que mora o perigo !

Perin: bem isso

mas flertar com ela... não quero

Wilson: não, só quando ela não estiver olhando,

olho ela quando vai e assobio !

Perin: e se ela se voltar?

Wilson: aí faço como aquele cachorro que persegue o caminhão na fazenda...

Perin: melhor não assobiar, vai q ela goste

Wilson: é ..faço uma festa mas rezo para que ela ache pobre

e vá voando no hálito da madrugada.

Wilson Roberto Nogueira e Deisi Perin

segunda-feira, março 14, 2011

Rumorejos de Pinsk

A Belarus dos bosques e pântanos.
Um ramo de trigo para dar sorte e o sorriso de uma camponesa para fazer valer a vida.
Russa ou polonesa, não importa é bela esta eslava meio lua cheia de sol que explode no olhar.
Ela dança no meio da incerteza zombando dos lobos sempre à espreita,são só sombras atrás dos ciprestes.
Ter medo nem do medo quando anoitece em chuvas de metal ou nuvens de ácido invisível.
Parte telúrica de fé sidérea mais sólida que o clamor das espadas; arados em terra fértil germinando esperanças paridas na dor e sangue.
Para lá da aldeia o bobo desconcerta malandros e sábios em  ludica matreirice de uma criança de Deus sob o olhar severo do patriarca judeu a cofiar a ancestral barba.
Assim os séculos passam na aldeia mujique a sorrir.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, março 13, 2011

Inanição

Aquele que fala com a boca que come o vento

sopra e não cala o lamento
A fome me lava de sofrimento
 faz-me  larva da alma
no meu sepultamento.

O vento se arma no pensamento

e nado no vazio sem ver as setas
sem sentir o sangue
só a tempestade e depois o silêncio

só o silêncio sufocando o grito.

Morte te abraça num acalanto
e na sua melodia soma no silêncio
tu fumaça se despede.

Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, março 07, 2011

Vista de Paris

domingo, março 06, 2011

A vantagem de se viver , dizia Kolodycz Wil é poder morrer mais de uma vez e continuar existindo.

Wilson Roberto Nogueira
A marca de uma saudade
maldade doce que se esvai
na água da vida.Amava
o fio de seu sorriso
e seus olhos soluçantes.
Agora é água doce vertida do copo.
Adeus.

Wilson Roberto Nogueira
Dentro da tela do computador moravam mensagens de amor e amizade.
Precisou de uma mão; de um não quando se jogou da janela.
Sua foto foi parar no ztube com milhões de acessos.
O espelho da fama da jovem modelo banhada de vermelho.

Wilson Roberto Nogueira
Chuva fina na madrugada.Motorista perdido.Chegada no velório.

A nuquinha do velho pai acusava
a profecia de não ficar para semente
jamais ,entretanto, estaria ausente, avisava.

A chuva gelada e fina da madrugada disfarçava o tremor do filho em ver o pai no caixão, afinal era machão  e se tremia era de frio.Não havia por quê ver naquele boneco tão corado, tão mais corado do que jamais esteve em vida só a carcaça de um ritual .a piada seria dita pelo próprio defunto se pudessem ouví-lo ou se pudesse dize-lo.A viúva sorriu, deve ter escutado a piada,principalmente depois de terem entregue o corpo errado.
Coisas de cidade grande.O médico diz na lata que o marido, o pai vai morrer.Que na hora de enterrar demoram duzias de horas e depois entregam o presunto errado,parece que é assim que veem o corpo de nosso pai,como uma mercadoria "delivery".
Bom, isso morre por aqui.Só  a lembrança mora em algum lugar, até ser despejada do jazigo da memória por falta de pagamento.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, fevereiro 27, 2011

Moacyr Scliar

sábado, fevereiro 26, 2011

Deitado sobre um lençol azul,saboreando o mofo
solapando mais uma noite empapada de tédio
Naco de empada de mais um dia.Sou a môsca.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, fevereiro 20, 2011

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Perder alguém e cair a fixa muito tempo depois é foda.

Mas já estou acostumando-me com a idéia. Hoje

em dia é tão simples, basta deletar.Farei isso a partir

de algum dia da semana semana que vier.

Ao menos rendeu uma crônica. Mini-conto ?

A vida um mini-conto rasgado e molhado pelo suor da alma.

Algo eslavo " mas não cigano.Ex sou algo ou o ego agora me engoliu

de um vazio que não sonhara até a hora em que ela partiu.

Que ela vá para puta que a pariu. Não. Ela pariu uma puta dor e sumiu.

Ela não sente nada. Lava a vadia com água o sangue que derrama,

finge drama e mata mansamente com gelo e sobras doadas.

Levar o que da lembrança. Lavar.

Lavar , mas se rasgar não perderei as letras

as letras voam na minha janela enquanto o tempo corre

e fico parado com meu olho do coração .Morto.



Adeus ...



Bang !!



(Faroeste na tv)



Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Certa feita,aguardava o capuccino enquanto apreciava duas lesbian chics(extremamente femininas e gostosas).Svent cantou as duas;com elas poderia fazer amor a noite inteira ,se elas esquecessem que ele era um homem (e se não enfiassem nada no...)Não ficou segurando Vera na procissão do inferno.Mera obra de fricção ou ficção.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, fevereiro 06, 2011

O comodismo é bom caso não incomode ninguém.Trocar os cômodos da casa ou da memória e deixar passar é só estória.O cômodo se afoga na poeira dos dias pensando ser arroz doce...que azia !
Wilson Roberto Nogueira

sábado, fevereiro 05, 2011

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

-Eu não sabia que o amor chegava a ponto da dor física.Depois percebi que não a comi!
-CANALHA !
-É você amor de minha vida, eu estava falando da nega maluca...
-O quê, qual é o nome da VAGABUNDA !
-Minha vida com você.
-...

Wilson Roberto Nogueira.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Palíndromo, de Philippe Barcinski

Chopin mergulhava no Inferno para encontrar o Paraíso
Na Vertigem executava a Alma e a libertava através da Música.
NEle concentrava-se o Cristo recrucificado da Europa
a perdoar os flagelos polimorfos dos grandes Impérios.
O gênio incontido no cristal de sua existência
era embalado por Sand em meio a todas as cortes e silêncios.
Carregava correntes de luz que não o impedia de voar
Voava até o  Sol e cego balbuciava seus pesadêlos
entre os tesouros produzidos por seus dedos.
A Polonia dilacerada e eterna vivia NEle.

Apesar dos doutores Caruncho e Fernandez o apontarem como mero
doente epilètico.

Wilson Roberto Nogueira