domingo, março 11, 2018

esclarecimento

o texto A Saga de Moscou foi escrita nos anos da tomada do poder pelos 'democratas' e durante o governo do excentrico Yeltin.

A Saga de Moscou na camera de um novo russo III

O que vira depois do nada , do caos, em que se tornou a extinta URSS

Legiões de  deserdados , eslavos da desunião, descomunais cachoeiras vivas estourando nos muros da fortaleza Europa e entrando por entre as suas frestas,transformando as ruas em feiras livres , batendo as carteiras e enredando as vielas com as teias de novas e violentas mafias.Transbordando as praças com a desesperada beleza faminta das jovens escravas russas.

A luz feerica da prosperidade europeia atraindo angustias, fomes e desejos no desespero de sobreviver mais um dia.

O oceano da miseria foi represado na propria Russia.Os sinos de todas as igrejas e mosteiros voltaram a tocar na alma do povo russo.Na era das tribulações a fe estoica, a resiliencia e os novos boiardos , a nova oprishna , novos czares.

A Europa e a America irrigam com milhoes a Russia , fazer levantar um capitalismo dependente que segure os pobres proletarios e os vassalos empresarios aos ditados do ocidente ao seu marionete Yeltsin e aos parasitas oligarcas seus ministros new capitalistas gangsteres que,com fome pantagruelica devoram os recursos financeiros capazes de reerguer a economia do pais .Os ministros empresarios corruptos, os oligarcas são os novos boiardos e yeltsin um czar fraco bufão bebado , o amigo dos Clinton e de Kohl mas que para os russos e o semeador de prostitutas e assassinos mafiosos, vergonha para a Russia , responsavel por destruir o orgulho nacional, reduzindo a Russia a um circo de horrores.

Desse caos a Sagrada Russia reerguer se a seja pelas maos ensanguentadas de um novo czar ou de uma versão russa do sebastianismo luso em um estado burocratico autoritario para por fim a essa democracia circense onde o povo e o tragico palhaço do circo de moscou

A Saga de Moscou na camera de um Novo Russo II

Um furacão de mudanças,  outrora com muito custo controlado, ate os imortais da historia marxista, para as novas classes dominantes parecem jazer frios em seu sono eterno ,aparentemente idolos  mortos em seus pedestais, Lenin, Marx, Dzherzhinski, nenhum deles saiu ileso da furia avassaladora da historia na correnteza da massa eslava.Transbordaram 74 anos de opressão

A URSS tirou seu gasto sobretudo por outro o da CEI,que ninguem sabe se sera capaz de suportar o rigoroso inverno de exacerbados nacionalismos e rivalidades etnicas,anti-semitismo,a brutal queda no padrão de vida com aumento do crime  ,prostituição e gangsterismo empresarial,corrupção e uma transformação da Russia inteira numa versão russa de Chicago dos anos trinta.A Russia abrira mão do controle sobre suas areas de influencia historicas por um pedido do Tio Sam

A America sera a parceira do desmonte, da desconstrução daquilo que um dia foi o sonho de uma nação que se transformara em pesadelo no stalinismo, agora as russas e russos poderão vestir-se com pesadelos made in america. Mas sempre existiram aqueles russos que navegarão sobre os cadaveres de seus compatriotas .A corrida  ao new russian way of live esta dada.

Antes a Russia jogara para a cova comum aqueles que se aproveitarão de suas cicatrizes abertas para arrancarem nacos de sua carne.Chechenos ou sejam quaisquer outros.

A saga de Moscou na camera de um novo russo I

O funesto espectro do stalinismo retornou das reacionarias sombras ,arrastando as correntes da opressão.Vivenciado pesadelo de sangue e sofrimento.Diante dele, um povo unido no destemor ,invenciveis a erguer barricadas com seus proprios corpos na defesa da ameaçada liberdade recem parida.Conclamando os bravos soldados a abandonarem aqueles comprometidos com a alma dos sonhos sangrentos  de Stalin

Os conjurados mobilizaram assustadores ursos de aço que não puderam devorar  a liberdade, a chama da liberdade aquecia a coragem daqueles russos e russas.

O grande sisudo parlamento da Federação Russa tornou-se uma  fortaleza cercada por intransponivel fosso de milhões de almas embriagadas de indignação e coragem. Um torrido sol que expulsou da terra as serpentes que desejavam envenenar a Glasnost e a Perestroika, jogando a Mãe Russia num inferno de mais 71 anos

Varios nomes continuam e continuarão presentes na mente de cada cidadão, perpetuando-se pelas gerações.Yeltsin , o lider siberiano apelou para o nacionalismo do povo, tornando-se a alma da resistencia.Gorbachev,idealizador da abertura politica e da reestruturação economica, voltou de sua dacha pra ser desautorizado pelo presidente da grande Russia a prosseguir com seu arremedo de união sovietica light.

Quanto aos golpistas fracassados , Yezhov, Pugo,...manteve-se a tradição da justiça russa  com relação a prisioneiros politicos.


Os trapos constituiam uma segunda pele daquele residuo urbano ,flanando pelas cicatrizes da bebada urbe de pesadelos . Aedo delirante das encrustadas mazelas os nervos estiolados, contudo exalava as celas  do existir nas visceras das ruelas , desvivendo por momentos para melhor senti-las vivas.Ao pe do poste  no olor acre da fronteira um animal deserta em uivos,um cao e suas pulgas , suas pulgas partilhando do sangue de um trapo de veias e nervos buscando sua alma nos olhos do cao, seu irmao.


Wilson Roberto Nogueira
A minha patria e a palpebra cobrindo a retina de sangue .O exilio do coro de cores na harmonia da memoria presa no arame farpado das rosas de aço dessa paz silenciosa que tais ruinas sordidas contempla me . A  esperança molhara meus pes um dia , o sol da minha patria tratara de seca los um dia.

Wilson Roberto Nogueira

informe

o teclado esta no padrao anglo saxao,sem alguns acentos, ate configura-los digitarei e em outro computador corrigirei
AD MAJORA NATUS  (Latim )
Nascemos para causas maiores

vacilou na luz e o rosto se desfez em fumaça no casarão da memoria.

Wilson Roberto Nogueira
O poder isola na mosca azul quem sempre a viu como farol, torna-se alimento dela e depois e excretado em alguma lata de lixo.

Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

"Эй, ухнем!" - Леонид Харитонов и Ансамбль им. Александрова (1965)

Camarada Comissário

Não, ele apenas deu uma gota minúscula do que é estar do outro lado.Não , o judeu não obrigará o alemão levar outro alemão para dentro de um forno crematório.Não senhora , ele o Juden também não ficará brincando com a pistola estando diante de uma vala comum com  centenas de corpos .O nazista  andará a pé até algum gulag na Sibéria ou voltará pra sua Alemanha.(depende em qual inverno ) deve  ele lembrar de Deus e orar para que o oficial soviético  e seus soldados não tenha passado por aldeias onde mulheres e crianças  russas, chacinados pelas ss e a sua gloriosa werchmacht..sua esposa não será  a lembrança de mulheres que já não existem mais .Nem a russa ou até mesmo a alemã.Que sorrirá com todos os lábios por um chocolate e um cigarro.Passará o soldado, murmurando, que só cumpria ordens e caso não as  tivesse cumprido ,teria sido morto, um manto de vergonha foi o derradeiro legado de hitler para a nação alemã.As vísceras de Dresden e Berlin urram para os céus e não existe uma única fresta para respirar ,para ressuscitar dos escombros, das cinzas .O soviético tenta não ver vinte milhões de pais , mães ,filhas, netos e mesmo  assim, judeu que é, não mata o alemão e dá o seu rifle a um fantasma ,que aos poucos retorna do mundo dos mortos e esse Herr viverá para encontrar no meio dos escombros, o que restou de luz nos olhos de sua família. Bom, o oficial do campo e os ss devem estar pendurados dançando por aí enquanto os cossacos tocam seu acordeom e  sua balalaica . Guerra é arame farpado rasgando a alma , cortando sonhos e abrindo com a dor outros olhos que jamais verão campos verdes e floridos até brotar alguma criança no útero estéril de tanto levar chutes de sombras que invadem amanheceres, uma gota de sangue molhando um sorriso no olhar .Olhos negros , castanhos , azuis de sonho rasgados de esperanças suando pétalas numa flor tocando o lábio do amante , esposa que espera no silêncio as sombras dos uivos vazios cansarem de açoitar .Ela um dia será sol novamente . ..Nada do que é humano me é estranho

Wilson Roberto Nogueira


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

O mistério da primeira vez
O segredo obtuso de cada res
A rotina quebrada de cada mês
O  arabesco no cérebro , sob o fez
A fe  que se insinua ,quando não crês
Em tudo o labirinto onde andas.
Mas nunca o ves
Jose Antonio Silva .Labirinto (trecho )RS

Não tem  caminho novo ,so o jeito de o caminhar com o caminhar apreendendo
Prendendo a visão aqui e ali, resgatando toda a presença do vazio sereno ,tendo
No devir a virtude de ainda não existir.
Wilson Roberto Nogueira



A ignorância , a miséria  e a violência cavalgam sobre o enxofre da nossa sociedade, o xurume da corrupção estiolando a malha social, expugnando as derradeiras forças vitais da nação ,apática e abúlica sensação de impotência ,afinal as instituições ,torres de pedras imensas ,todas caíram, caíram sobre nossas cabeças pesadas de desalento. O niilismo amarra na certeza o dogma da naturalização do desastre nacional .
Abrem as pernas da mátria prostituindo o nosso solo, suas riquezas e o sol de sua esperança jazem a mercê de rufioes , os poderes sequestrados num conluio mafioso. O destino num cassino clandestino nos fundos de um bordel.
Isso não e o Brasil, não e o meu pais .
O povo como uma onda espraiara sua indignação e os poderosos assaltantes e farsantes caíram .


Amen.

Wilson Roberto Nogueira

Carnaval

A ALEGRIA DO AÇOUGUEIRO E O FESTIVAL DA CARNE
CARNE A COMER OS OLHOS.
OVOS MOLES FRITANDO
ENQUANTO O SANGUE EMSOLESCE  NO SAL
MELADO
ESCORRENDO FOLIAS SEM PECADO.

Wilson Roberto Nogueira


Levantou o lençol espalhando as ultimas pétalas do outono.
Wilson Roberto Nogueira

Palida flor inodora, qual e o preço de tua dor
Wilson Roberto Nogueira


O vento traz o murmúrio de metais partidos, estalam os farpados nervos da memoria .
Wilson Roberto Nogueira

Não levantai  juízo nocivo contra si, tal forma de imolação, ilumina as trevas chamando para o festim as vísceras famintas, ocultas nas personas d’alma d’outrem.
Wilson Roberto Nogueira

O vento traz o murmúrio de metais partidos, estalam os farpados nervos da memoria .
Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, novembro 09, 2017

Andarilhando sob os ladrilhos da noite vaga a sombra disforme de um fantasma faminto. Flanêur em farrapos soprado pelo bafo neblinoso da incerteza do sonho.
Cai a cortina sob o resíduo urbano que entorpecido visita a morte , paisagem urbana cinza , indiferenciada à parede  natureza despossuída e livre , morta para o capital, osso que alimenta a fidelidade do cão.
Despejado do paraíso do consumo desce ao Hades ácido que o corrói , que o consome

poeira na tempestade.

Wilson Roberto Nogueira
O humano na dorida reflexão da ação premonitória  e subversiva do inconsciênte ,em suas incontinentes animalidades ocultas nas personas ,fabricam discursos para serem o látego da alteridade
servindo de régua palmatória ,uma idealização de si e de sua tribo muralhada de certeza contra a ameaça   que simboliza a diferença ou a igualdade.

Comendo, reproduzindo, matando e morrendo como qualquer outro animal vivendo
dores  existenciais menos agudas sem o flagelo da consciência de ser humano juízo
jazendo na lápide o lamento de nossas iniquidades desertoras de nossa condição
de Semi Deuses.


Wilson Roberto Nogueira

A solidão de um beijo frio de perfume


Bela luz de telúrica esperança na imundície ,

A dádiva do charco flor de lótus  do Oriente

definha pús no ávaro paraíso do ocidente

amarga a apaixonada dor por ser flor

presa a pedra no drama de sua infima

imensidão

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, novembro 03, 2017



Magma sanguíneo escorre em lágrima das vísceras da terra a cicatriz aberta
na fronte do monte a morte responde no sofrimento do firmamento incerta
noite que cobre de luto incandescente  a manhã  de cinzas esculpindo
nas formas humanas a eternidade de um casal se cobrindo
Estremece em êxtase as entranhas da terra na cidade eterna de Pompéia.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, outubro 28, 2017

À espera


Voou para longe minha procura
no mapa da rua do desengano

uma viela serpenteava de lama
meus passos

caminhavam por outras datas
memória dos pés no meu destino

Ele é um amigo ou  agora amigo não é?

Nós partilhamos um pouco.
A competitividade em  tudo.

Ele escolheu a estrada principal.
Eu  as vielas da periferia.

Sentado à minha toca,
 a viver nas sombras as

 as restantes  luzes da noite.

A noite é quente como um cobertor
que me transborda

Um veneno que vai paralisando e
libertando do mar devorador da angústia

Por que é que estáis com  agulhas?
Para saber, 


à espera do caixão.

Toda a minha vida foi vingança.

Por orgulho. Ele é surdo e mudo.




Fácil de se  ir uma última vez , inocente



Não para ninguém.

Não para ninguém.


Wilson Roberto Nogueira
Plum Bum !caí  na cama para ouvir  a ópera dos pobres cimentar meus ouvidos .
Fábrica de pálidos sonhos  labutando servitudes podres cinzelando as nuvens  dos
pingos de meus ossos ao vento.

Wilson Roberto Nogueira
As pessoas continuam vivas enquanto guardadas na  alma da memória
residência de corredores onde tramam neurônios fantasmas da estória

Wilson Roberto Nogueira
vou mandar a ti um naco de mim, está um pouco passado com um olor queijo
não é de chulé e sim suor de alma seca sal da vida que transborda num beijo
de adeus  no coração empolvilho de pólvora seca que nunca explodiu desejo
uma rajada de vida que metralhou os dias e sepultou sonhos na vazia arca
do barco à deriva em direção ao naufrágio destino  que abarca
a deslembrança insone da última queda no assoalho do abismo .

Wilson Roberto Nogueira
O céu está multicolorido roxo, laranja e azul e chove cheiro de orvalho nas praças calvas;
nas ruas ensopadas ao molho de lama , atolam sapatos sedentos de ar sob os quais
anfóteros  humanóides de baguete e queijo armados enfrentam o trovoar de suas entranhas.


Wilson Roberto Nogueira
Sorrisos de cinzas ocultas
punhaladas silentes na alma
cinzentas avenidas do pensamento
sob o lençol de brancas pérolas
punhal na alma sobre a lápide

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, outubro 27, 2017

significados

inércia sombria__________Depressão
Um grou pescava peixes que piscavam dentro do grou que engasgava de sonhos à  sangue frio.

enquanto a vida desertava do seu alimento o grou voava de vida sobre o charco.

deixando o olho do tempo fritar  sangrando água salgada e areia.

Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, outubro 26, 2017

Esses períodos de silêncio sangram  gotas de angústia
na ampulheta do destino os sonhos viram pó
.

Wilson Roberto Nogueira
Palavra de poeta - Cabo Verde e Angola
Denira Rozario
Bertrand Brasil

Inércia Sombria

Caiu o credo de crer em qualquer credo azêdo de fé por fiar , afiando a faca de pastores no altar do holocausto.
O cordeiro espera ser salvo em meio a salmos ditos por lobos cinzentos sedentos , babando o sangue de inocentes  crentes órfãos do Pai despejado dos templos vendilhões , imundos de ouro e do sangue seco do desespero.
Os falsos profetas ocos de alma  filhos de proveta do novo século vagam no vazio transbordante do milênio.


Wilson Roberto Nogueira
Morrer é fácil só estancar no meio da autopista e zás , a incaroável chega de auto à toda.
Viver é mais difícil ter que seguir trilhando a pedregosa via desta lida que nos assalta a
esperança a cada traiçoeira esquina de tortuosas dúvidas.
Pedreiras, abismos e pseudatalhos , perigos e dor na rota íngreme.É o que nos aguarda.
Subir e descer morros com pedras nas costas , quando pensamos descansar , ve-mo-nos presos em nossa letargia,com abutres a devorar  nossas entranhas . É o que nos espera.
Ela nos ensina com o chicote que parar é morrer sem ter morrido.
Existência zumbi ,de fracasso e decepção. Sangram as costas estóicas
Avançamos sob a tênue Utopia de anêmica esperança.O sangue que escorre se torna doce e a dor, a dor já não se sente.Ensina na lida do viver a vida é dura  mas recompensa , basta  ter olhos para ver .
Uma cama de mármore que nos liberta do conforto ; germina a têmpera e a fibra para vencer e ser recompensado através do  germe à terra fértil  brotando .
A escuridão baixa e nenhum auto na carroçavel a aldeia dorme com fome de prantos hoje.


Wilson Roberto Nogueira
Conversas cruzadas deram a luz  e ninguém assumiu o rebento do engano.


Wilson Roberto Nogueira