O quero quero está quieto.E o pardal castanho não sente a perda.
O pardalito vê apenas as penas do pombo glutão voarem.
O goal do gato ,avoante na boca vermelha de festa do negro gato .
Mas havia um felino no meio da rua , no meio da rua havia...
depois um tapete de pele e tripas sob as rodas da caixa de aço
animal faminto de intestinos de insanidade humana.
Estropiado à margem do rio de vorazes luzes e velozes rugidos,
o cão ganindo, presta homenagem ao seu fiel adversário que faria lustros
naquela mau humorada manhã.Não sobrou nada para comer.
O frio fedia chuva de água empoçada da urbe pálida e moribunda.
O rato saltitava olhos de urina até deixar-se cair numa boca de lobo.
cidade selva dos grandes e pequenos animais de almas limpas ou sebosas
mas todos filhos de adeuses.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, abril 24, 2012
domingo, abril 15, 2012
sábado, abril 14, 2012
quinta-feira, abril 12, 2012
O amor alado da dona marejada de lágrimas cantando melodias de sereia.
Navego na nau do lamentoso pensamento de ti
Ceras a vedar ouvidos não pôdeis entrar.
Amarrado por cordas qual aço ao mastro da ambição
braços de vã vontade castrada de naufrago na fenda da bela consorte
a minha morte.
A bela morte a transar em parcelas ou na explosão a procela
Qual o sentido da vida ? Tal não é a pergunta que ora lasso de misérias
Musas filoflanantes falsas sândias opiam prazeres enquanto mastigam
corações, veias e sensações.Prazeres devora culta traça livros de estórias .
Vigores fumados tragando liberdades agora ausentes.
Preso no barco cujo leme não domino.
Apenas a nau dos insensatos navegando no vazio da névoa
desta vida de recifes famintos de escombros e saboreando
melodias de sereias a deleitar de mala suerte os condenados
a voar sem ter asas nas nuvens do ácido oceano do desencanto.
Wilson Roberto Nogueira
Ceras a vedar ouvidos não pôdeis entrar.
Amarrado por cordas qual aço ao mastro da ambição
braços de vã vontade castrada de naufrago na fenda da bela consorte
a minha morte.
A bela morte a transar em parcelas ou na explosão a procela
Qual o sentido da vida ? Tal não é a pergunta que ora lasso de misérias
Musas filoflanantes falsas sândias opiam prazeres enquanto mastigam
corações, veias e sensações.Prazeres devora culta traça livros de estórias .
Vigores fumados tragando liberdades agora ausentes.
Preso no barco cujo leme não domino.
Apenas a nau dos insensatos navegando no vazio da névoa
desta vida de recifes famintos de escombros e saboreando
melodias de sereias a deleitar de mala suerte os condenados
a voar sem ter asas nas nuvens do ácido oceano do desencanto.
Wilson Roberto Nogueira
O que sinto não é o sopro da alma de mim fugindo
no silêncio exausto diante do rugido
da vida em seu devir de promessa irrealizada.
Faina de um Sisífo cego no hesitante ruminar
na fronteira de um primeiro caminhar
de pés feitos de ossos de sonhos em pó .Fertilizada
morgue de sóis exangues de chamas a alumiar
de sombras o fogo fantasma parindo
sobras cinzentas de amanheceres sonhados
morejando sal sob capotes celestes.
Wilson Roberto Nogueira
no silêncio exausto diante do rugido
da vida em seu devir de promessa irrealizada.
Faina de um Sisífo cego no hesitante ruminar
na fronteira de um primeiro caminhar
de pés feitos de ossos de sonhos em pó .Fertilizada
morgue de sóis exangues de chamas a alumiar
de sombras o fogo fantasma parindo
sobras cinzentas de amanheceres sonhados
morejando sal sob capotes celestes.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, abril 08, 2012
Cruz das almas solitárias ceiam sonhos
sabres ceifam a fome de viver
bebendo a gota de vinho da última videira,
que balança antes da tempestade de aço
bebem no beijo das palavras os cordeiros sob a sombra
dos lobos a carne tenra trinchando hóstias
trincando dores ouvindo Wagner
Ardem cedros por testemunhas
e oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue
enquanto a criança chora à sombra da chama
clamando à Morte que vaga sem saber por onde começar.
Wilson Roberto Nogueira
sabres ceifam a fome de viver
bebendo a gota de vinho da última videira,
que balança antes da tempestade de aço
bebem no beijo das palavras os cordeiros sob a sombra
dos lobos a carne tenra trinchando hóstias
trincando dores ouvindo Wagner
Ardem cedros por testemunhas
e oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue
enquanto a criança chora à sombra da chama
clamando à Morte que vaga sem saber por onde começar.
Wilson Roberto Nogueira
A lava da memória em chamas liquidas ocultam-se em pétrea desmemória
na nova rocha ainda quente guarda do invivido o vento do quase acontecido
na nuvem do deja- vu a água ardente que perverte o sonho em um beco sem resposta.
Os passos pesados sobre o espírito afundam na areia do cadáver insepulto de sombras
insilenciadas.
Wilson Roberto Nogueira
na nova rocha ainda quente guarda do invivido o vento do quase acontecido
na nuvem do deja- vu a água ardente que perverte o sonho em um beco sem resposta.
Os passos pesados sobre o espírito afundam na areia do cadáver insepulto de sombras
insilenciadas.
Wilson Roberto Nogueira
Cruz das almas solitários sabres que ceiam sonhos na fome de viver.
Sorvendo gota à gota de vinho da derradeira videira no ósculo da última flor.
Balança a árvore antes frondosa da vida hoje pálido osso da memória
onde se refugiam cordeiros do rugido da tempestade de lobos e da síderea miséria
que corta fundo a raiz da esperança.
O aço devorando a carne tenra da terra trinchando hóstias de pó e palavras
Trincando dores ouvindo Wagner cavalgando valquírias a procura de ouros
no fim de falsos arco-íris .Ardem cedros por testemunhas cobrindo em sombras raquíticas
proles dejetadas de úteros abandonados.
Oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue enquanto ouve-se um choro fantasma a sombra da chama
clamando a morte que vaga ébria e exausta de tanto ceifar.
Wilson Roberto Nogueira
Sorvendo gota à gota de vinho da derradeira videira no ósculo da última flor.
Balança a árvore antes frondosa da vida hoje pálido osso da memória
onde se refugiam cordeiros do rugido da tempestade de lobos e da síderea miséria
que corta fundo a raiz da esperança.
O aço devorando a carne tenra da terra trinchando hóstias de pó e palavras
Trincando dores ouvindo Wagner cavalgando valquírias a procura de ouros
no fim de falsos arco-íris .Ardem cedros por testemunhas cobrindo em sombras raquíticas
proles dejetadas de úteros abandonados.
Oliveiras irrigam a terra de óleo e sangue enquanto ouve-se um choro fantasma a sombra da chama
clamando a morte que vaga ébria e exausta de tanto ceifar.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, março 25, 2012
Abrimos o livro como a uma janela
uma pálpebra que se ilumina a novas luzes
e diante do olhar estranhando o familiar
espelhos estilhaçados sob os pés descalços.
Na busca pela identidade passamos por sombras perpétuas
de Hiroshimas íntimas em sopas de cogumelos.
formas dançarinas da leitura de mundos que sangram
sobre teias elétricas que queimam nosso caminhar.
fragmentos de cristais sem valor eletrizando o nada dos nossos passos.
andamos a esmo, perdidos nessa leitura.
No barro das palavras tentamos construir nossos ídolos e seguimos adiante.
pedaços dessa anatomia de Golem se desprendem na tempestade do desencanto .
Palavras paridas de imagens queimam e evolam-se,reencarnando em nuvens que espalham o sêmen translúcido na relva a sorrir e a tudo presencia a pedra da palavra na pele do sonho.
Voltamos a dormir no desconforto do silêncio inundados de dúvidas que se debatem nas nossas entranhas.Mas tudo são meras palavras que voam sem rumo sobre nossas cercas invisíveis de arame farpado.
Wilson Roberto Nogueira
uma pálpebra que se ilumina a novas luzes
e diante do olhar estranhando o familiar
espelhos estilhaçados sob os pés descalços.
Na busca pela identidade passamos por sombras perpétuas
de Hiroshimas íntimas em sopas de cogumelos.
formas dançarinas da leitura de mundos que sangram
sobre teias elétricas que queimam nosso caminhar.
fragmentos de cristais sem valor eletrizando o nada dos nossos passos.
andamos a esmo, perdidos nessa leitura.
No barro das palavras tentamos construir nossos ídolos e seguimos adiante.
pedaços dessa anatomia de Golem se desprendem na tempestade do desencanto .
Palavras paridas de imagens queimam e evolam-se,reencarnando em nuvens que espalham o sêmen translúcido na relva a sorrir e a tudo presencia a pedra da palavra na pele do sonho.
Voltamos a dormir no desconforto do silêncio inundados de dúvidas que se debatem nas nossas entranhas.Mas tudo são meras palavras que voam sem rumo sobre nossas cercas invisíveis de arame farpado.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, março 23, 2012
Tentativa de sintetizar sentimentos nas angústias cotidianas
não cabem em corações e invadem corpos para depois fugirem aladas
sondar nos campos da memória mais trigo para o nosso pão de cada dia
também me serve o pão liquido , sólido sonho e invado o pesadelo
com a luz da esperança que perscruto no doirado copo
de uma loira gelada ou quente virada para a parede
olhando para si no trincado espelho da desilusão.
Wilson Roberto Nogueira
não cabem em corações e invadem corpos para depois fugirem aladas
sondar nos campos da memória mais trigo para o nosso pão de cada dia
também me serve o pão liquido , sólido sonho e invado o pesadelo
com a luz da esperança que perscruto no doirado copo
de uma loira gelada ou quente virada para a parede
olhando para si no trincado espelho da desilusão.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, março 03, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
esqueço a carne
e ela quando peço ,
não comparece.
Deve estar festando em outros salões.
Procuro entre as ruínas espelhos de memórias
e o corpo desertor de mim.Gargalha.
Goza no gozo de outras festas onde sou solenemente esquecido.
O que a bebida não nos rouba !
Joga a fumaça de sonho enquanto viajamos para cavernas abissais.
afogados em naúfragios enquanto nossos corpos são cornucópias ou recifes.
Wilson Roberto Nogueira
e ela quando peço ,
não comparece.
Deve estar festando em outros salões.
Procuro entre as ruínas espelhos de memórias
e o corpo desertor de mim.Gargalha.
Goza no gozo de outras festas onde sou solenemente esquecido.
O que a bebida não nos rouba !
Joga a fumaça de sonho enquanto viajamos para cavernas abissais.
afogados em naúfragios enquanto nossos corpos são cornucópias ou recifes.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Pipocam fogos furando a noite a despertar famintas angústias
por silêncios nervosos.
Sobram bêbadas taças nas mãos de sóbrios entorpecidos delírios.
O ano nasce com rugas e cicatrizes abertas
olhos mortos contemplam os fogos sonhando incêndios da flashes dourados
espuma de efêmero gozo cobrem pulmões de águas negras.
Noites mastigando as manhãs que caminham pesasdas carregando ossos
até guardá-la no barro de alguma ruína
no fechar de pálpebras de mais um ano.
Wilson Roberto Nogueira
por silêncios nervosos.
Sobram bêbadas taças nas mãos de sóbrios entorpecidos delírios.
O ano nasce com rugas e cicatrizes abertas
olhos mortos contemplam os fogos sonhando incêndios da flashes dourados
espuma de efêmero gozo cobrem pulmões de águas negras.
Noites mastigando as manhãs que caminham pesasdas carregando ossos
até guardá-la no barro de alguma ruína
no fechar de pálpebras de mais um ano.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Obrigado pelos convites.
Estou aguardando
cair um tijolo de inspiração na minha mufa
mais só esse arroz sabor areia não cimenta
nenhuma certeza que do nada surja construção.
Assim que o cérebro da alma estiver falando tempestade
deito verbo pena de fogo e carvão aí nas vielas da infovia
ou nas páginas meio grávidas de desejo de desemprenhar
palavras de lava sabor vitelo do Cão.
Grande abraço do urso desnutrido.
Wilson
Estou aguardando
cair um tijolo de inspiração na minha mufa
mais só esse arroz sabor areia não cimenta
nenhuma certeza que do nada surja construção.
Assim que o cérebro da alma estiver falando tempestade
deito verbo pena de fogo e carvão aí nas vielas da infovia
ou nas páginas meio grávidas de desejo de desemprenhar
palavras de lava sabor vitelo do Cão.
Grande abraço do urso desnutrido.
Wilson
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
sábado, janeiro 28, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
Arqueja no espelho da memória um animal ferido que lambe asperamente suas cicatrizes,
a dor lateja na lembrança e derrama quente seu rubramor que encontra morada na
mordida de vidamante no horizonte que cobre-se de Noite nesse espelho- nuvem,
que é a memória a qual insiste em trovoar velhas discussões acerca do vivido e do sonhado.
Acordar no disfarce da manhã a surgir outra embora sendo a mesma. Rotina que rói o a tela da memória e esquece de apagar as dores ,sinais de novas tempestades
mesmo quando o sol esqueceu de dormir.
Wilson Roberto Nogueira
a dor lateja na lembrança e derrama quente seu rubramor que encontra morada na
mordida de vidamante no horizonte que cobre-se de Noite nesse espelho- nuvem,
que é a memória a qual insiste em trovoar velhas discussões acerca do vivido e do sonhado.
Acordar no disfarce da manhã a surgir outra embora sendo a mesma. Rotina que rói o a tela da memória e esquece de apagar as dores ,sinais de novas tempestades
mesmo quando o sol esqueceu de dormir.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, janeiro 23, 2012
sábado, janeiro 21, 2012
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Quem sabe fazer amor não faz a guerra
fazer amor é amar tanto que de tanto amar foge o sexo.
Quem não sabe fazer sexo faz a guerra
e guerra no sexo poder mesmo que não possa
não tendo valor violenta e quanto mais fraco mais forte aparenta.
Faz guerra ama odiar o amor pois só ama a guerra.
O sexo vira arma de destruição em massa
morde a alma arranca-a e a mata para além da morte
Faz parir o ódio ao coração doce da inocência
a criança viva embora viva é natimorta
Estupro é a arma mais vil da guerra
Substância mais refinada do ódio.
Quem sabe fazer amor não faz a guerra
faz sexo embala na meia morte mas não mata
sexo não é estupro
estupro é a arma da impotência
dos mais fortes sendo fracos
fazendo do homem seu próprio esgoto.
Wilson Roberto Nogueira
fazer amor é amar tanto que de tanto amar foge o sexo.
Quem não sabe fazer sexo faz a guerra
e guerra no sexo poder mesmo que não possa
não tendo valor violenta e quanto mais fraco mais forte aparenta.
Faz guerra ama odiar o amor pois só ama a guerra.
O sexo vira arma de destruição em massa
morde a alma arranca-a e a mata para além da morte
Faz parir o ódio ao coração doce da inocência
a criança viva embora viva é natimorta
Estupro é a arma mais vil da guerra
Substância mais refinada do ódio.
Quem sabe fazer amor não faz a guerra
faz sexo embala na meia morte mas não mata
sexo não é estupro
estupro é a arma da impotência
dos mais fortes sendo fracos
fazendo do homem seu próprio esgoto.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Quando o silêncio só se ouvia ,uma face de fronte a outra se esquecia
na voz muda da exclamação fechada pesando chuva de tijolos.
Vazio amedrontador disparando suores das trêmulas vontades.
Ora qual carinho de uma voz conhecida cobrindo o sentimento como alento
do sorriso a beijar a luz do olhar com a palavra amor voando
para longe um afeto.
Suicídio tolo a inanição que a vontade confere a quem muito deseja
vontade sem braços chama a queimar sem dar sinal de vida
até que vida não mais haja.
O Silêncio torna-se noite em meio ao abismo e as palavras sombras que se ocultam nos rochedos.
Tocaia de lobos adagas prateadas na escuridão fantasma da covardia
Palavra proscrita que derrama o fogo nas entranhas até ecoar no vazio das luzes que vagam
ocultas em rochas que cobrem as covas de amanheceres de Sol.
Era só tocar-lhe o rosto que o rosto falaria às mãos que tocarias nas cordas do coração .
Resta uma taça meio vazia meio morta como um vinho que vinagrou
e as
Cinzas nesse papel que voava sem jamais conhecer asas.
Wilson Roberto Nogueira
na voz muda da exclamação fechada pesando chuva de tijolos.
Vazio amedrontador disparando suores das trêmulas vontades.
Ora qual carinho de uma voz conhecida cobrindo o sentimento como alento
do sorriso a beijar a luz do olhar com a palavra amor voando
para longe um afeto.
Suicídio tolo a inanição que a vontade confere a quem muito deseja
vontade sem braços chama a queimar sem dar sinal de vida
até que vida não mais haja.
O Silêncio torna-se noite em meio ao abismo e as palavras sombras que se ocultam nos rochedos.
Tocaia de lobos adagas prateadas na escuridão fantasma da covardia
Palavra proscrita que derrama o fogo nas entranhas até ecoar no vazio das luzes que vagam
ocultas em rochas que cobrem as covas de amanheceres de Sol.
Era só tocar-lhe o rosto que o rosto falaria às mãos que tocarias nas cordas do coração .
Resta uma taça meio vazia meio morta como um vinho que vinagrou
e as
Cinzas nesse papel que voava sem jamais conhecer asas.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, janeiro 07, 2012
o silêncio vai raspando a pele até cortar a veia do sentimento
o sangue verte irrigando o sofrimento
que germina novas luas
de plácidos rostos em lagoas puras.
Jogo o anzol e só espero o prateado brotar peixe
faminto não sinto dores nem o clamor da fome
não vejo a lua me olhando triste no fundo do lago
só o peixe essa moeda da minha angústia.
palavras são foices ou seda, lã ou adaga
em mim elas saem como desespero de peixes
numa lagoa a secar no olhar de prata da lua
O sorriso placido do silêncio é uma adaga
um sorriso que corta sem saber
corta o ar da gota prateada que se fez peixe
e não sabe por que seu mundo está a secar.
talvez ele já não saiba mais amar.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Uma nuvem de areia
precária luz velada de sonho
na efemera dança da esperança
cortina de seda que se rasga num beijo
doirada vaga a evolar-se na razão.
Sentir a vida em grãos perdendo-se no horizonte
desfazendo mosaicos e mandalas sem sentido
estórias que se comsomem na voracidade do vento
Vida breve sulcada de amargor na fronte
rios secos , cicatriz do teu continente
agora semente que vê a nogueira brotar
o pó da casca voa levando seu sonho.
Wilson Roberto Nogueira
precária luz velada de sonho
na efemera dança da esperança
cortina de seda que se rasga num beijo
doirada vaga a evolar-se na razão.
Sentir a vida em grãos perdendo-se no horizonte
desfazendo mosaicos e mandalas sem sentido
estórias que se comsomem na voracidade do vento
Vida breve sulcada de amargor na fronte
rios secos , cicatriz do teu continente
agora semente que vê a nogueira brotar
o pó da casca voa levando seu sonho.
Wilson Roberto Nogueira
quinta-feira, novembro 24, 2011
terça-feira, novembro 22, 2011
domingo, outubro 30, 2011
sábado, outubro 22, 2011
A Israel dos assassinos de Rabin e dos violadores de templos.
Multiplural etnica e cultural anarquia
Babel de vozes que só se espelham
no verde oliva dos uniformes.
Laica e secular a olhar por sobre o
Muro das Lamentações aos religiosos
de ossos de aço e ocos corações.
Aqueles que modelam no barro os Golens
que perambulam nos sábados a assassinar os sonhos
vestidos de verde oliva e do vinho da vida de estranhos
estrangeiros. Religiosos envenenando a verdade nas suas
orações de ódio e rancor.
Cacofonia de angústias , mêdos e ódios aos gritos saltando dos olhos
para as mãos .
Israel minúscula nau dos insensatos a agarrarem no humor
a bóia da lúcides com as pernas em sangue a atiçar os tubarões.
Oh Isra'El da estrela de Davi estilhaçada, não pise em seus cacos.
Rostos da diáspora de tantos sabores e olores, dores
e alegrias desesperadas à procurar tateando na diversidade,
no estranhamento a alteridade imperscrutável da unidade espinhosa.
A qual cobra o sangue e o sal de Israel.O sangue denso e doce de seus filhos.
Oh Israel, voce se encontrará novamente?Caminhos estreitos no Oásis.
O humanismo judaico estará em extinção em Israel ?
O Guardião de D'us( Isra'El) ouvirá a D'eus antes de ouvir a espada ?
Shalom.
Wilson Roberto Nogueira
Babel de vozes que só se espelham
no verde oliva dos uniformes.
Laica e secular a olhar por sobre o
Muro das Lamentações aos religiosos
de ossos de aço e ocos corações.
Aqueles que modelam no barro os Golens
que perambulam nos sábados a assassinar os sonhos
vestidos de verde oliva e do vinho da vida de estranhos
estrangeiros. Religiosos envenenando a verdade nas suas
orações de ódio e rancor.
Cacofonia de angústias , mêdos e ódios aos gritos saltando dos olhos
para as mãos .
Israel minúscula nau dos insensatos a agarrarem no humor
a bóia da lúcides com as pernas em sangue a atiçar os tubarões.
Oh Isra'El da estrela de Davi estilhaçada, não pise em seus cacos.
Rostos da diáspora de tantos sabores e olores, dores
e alegrias desesperadas à procurar tateando na diversidade,
no estranhamento a alteridade imperscrutável da unidade espinhosa.
A qual cobra o sangue e o sal de Israel.O sangue denso e doce de seus filhos.
Oh Israel, voce se encontrará novamente?Caminhos estreitos no Oásis.
O humanismo judaico estará em extinção em Israel ?
O Guardião de D'us( Isra'El) ouvirá a D'eus antes de ouvir a espada ?
Shalom.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, outubro 18, 2011
(Para Cláudia )
Procuro não turvar o humor
com as pedras que invadem meus sapatos
quando caminho pela calçada da vida.
Made in brega,
letra de um samba bebedo de amanheceres nublados.
O mar pra eu cantar é só um seu olhar.
Bom. Assisti a "Capitães da Areia" da neta do Amado e li o livro.
Então Cláudia,me perdoe em ser menino de areia diante desse seu sorriso
Minha jangada já se aninha na madrugada
e o mar , bebo num poema.
Wilson Roberto Nogueira
Procuro não turvar o humor
com as pedras que invadem meus sapatos
quando caminho pela calçada da vida.
Made in brega,
letra de um samba bebedo de amanheceres nublados.
O mar pra eu cantar é só um seu olhar.
Bom. Assisti a "Capitães da Areia" da neta do Amado e li o livro.
Então Cláudia,me perdoe em ser menino de areia diante desse seu sorriso
Minha jangada já se aninha na madrugada
e o mar , bebo num poema.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, outubro 15, 2011
Não era para tanto "ma garçonne"(o cabelo curto acentuou a cor dos teus olhos).O Pavel low profile como sempre não esquentou,não queimou o radião,quedo-se tranquilo.O embroglio foi de outra ordem,não era propriamente quanto ao grupo,a discussão que se arrastou foi oportuna contudo,mas o curto-circuíto teve suas faíscas exageradas.No que se refere ao texto de seu existir ,é uma questão de estilo apenas,não devemos levar tanto a ferro e fogo. Acredito na proposta de Deus e suas oficinas intercambiaveis,mas esta é uma outra história,
A tua obra lerei com mais vagar e te darei o retorno durante a semana.
Assinado : O Foiceiro.
Wilson Roberto Nogueira
A tua obra lerei com mais vagar e te darei o retorno durante a semana.
Assinado : O Foiceiro.
Wilson Roberto Nogueira
quarta-feira, outubro 12, 2011
A companhia custara apenas o preço de um cafezinho.Passavam horas que se diluíam no silêncio dos olhares.Um procurava encontrar no olhar do outro o próprio olhar.E juntos dançavam.
Hora de pagar a conta.As luzes se acenderam e só viram o mármore e as moedas caindo no chão.A dança acabou.Mais uma vez ela pagou a conta. E nunca mais voltou.
Agora ele gira moedas na mesa da cafeteria e só tem a sombra da lembrança a orar por ele.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, outubro 10, 2011
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