domingo, julho 24, 2011

A foto fala a verdade da circunstância


que circula ou circunda o fato corcunda.


A lente flerta com a verdade,

se oferece mas não quer compromisso.


Só o olho do fotografo discursa na lente fria.

Vida é uma questão de ótica para a câmera daltônica.

Wilson Roberto Nogueira
uma gota da tua boca




provei o mel



e passei daí



a embriagar-me de fél.



Wilson Roberto Nogueira
Eu leio para apreender a ler as almas
sob a pele da página onde o eco se manifesta
no silêncio da leitura.

As pessoas  ocultam a si próprias nas palavras

Ler no silêncio o coração trajado de razão
sonha ser pedra sendo pluma
e descobrirque algumas pessoas

que se pensam livros são páginas em branco
ou de tão pesadas capas
de letras tão desenhadas
que são pesos de mesas de pés curtos.
personnas persianas pro vazio

partes de superficies opostas

sob a máscara descartável dos dias



N-o-v-a p-e-s-s-o-a !

e todos os dias

novas outras pessoas

as aplaudem em

teatros trocando pedras

jogando pedras

sem valor como moedas

ao vento

em frases esfarrapadas

despalavradas

desempregadas...

Wilson Roberto Nogueira
Maloqueiro;


maloca criola.

Crise de sentido

esse sentimento

invadido

na prestes presença

do colorido ausente,

tateando a dor nos olhos

do casebre

insalubre vida de um rio sêco

arrastando os arrasados pés

no barroco barro do ser,

pó preso a sentença do chão;

pé sem vento para livre fugir

ou para diluir a si nas águas do sonho.

Não esquece a sede ;

não sede a sêde

até o esqueCimento chegar.

Pá de cal,

pegada

pá pesada

sobre o ódio.

Carece não desatar o nó

vai que cai uma espada na cabeça

quebrando a cabaça da alma do pensamento.

Prendendo ainda mais o desinfeliz

ainda mais a rede das moléstias

que grudam na alma e sugam a seiva do viver

tornando a existência ôca e parasita

entrevando os ossos dos braços;

cortando com fina lâmina as visceras

enquanto os olhos permanecem cegos

à imagem denunciada no olho da água

A água breve em breve chuva

desapercebida chega

e a sêde tamanha

não é mais do beber é viver.

Mas como encontrar a picada na caatinga

sendo que nunca apreendera nas lidas

a linguagem das cores

tanto das negras e pardas

quanto das verdes e douradas?

a vida tornara um fantasma

refletido pelas meninas

dos olhos órfãos da alma.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, julho 23, 2011

pura puta imolada na chama escura


o fardo te rasga e tu esforça-te

em explodir de prazer fumaça. te

custuras sempre novos sorrisos

rápidos convites pro show.



Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, julho 20, 2011

Noites sem estrelas.

Os chineses vêem nos momentos de crise a oportunidade para superar desafios . Também é o cavalo encilhado que aventureiros montam para segurar em suas mãos o destino de nações .Apelando para o culto da personalidade , populistas amarram o destino de seus países aos seus caprichos .Em momentos de profunda crise institucional é que emergem líderes das sombras bancados por estruturas gananciosas e segregadoras por trás de escudos moralistas espalham o medo e semeiam o desejo de vingança as siluetas nas sombras de cada rua ou esquina.



Em cada esquina olhos de sangue pesadelos turvam .Onde cada murmúrio , cada cascalhar inconseqüente é uma conspiração.Cristais se quebram no mirar das crianças proibidas de sonhar; os jovens de amar; os livros armas que alimentam fogueiras que dançam até o firmamento que treme pelos dias que virão As pessoas enclausuram-se e só saem de seus abismos existenciais para apontar o vizinho no gozo de sentenciá-lo antes que um estampido respire em sua nuca o seu último ganido silencioso. O frio e a neve vestem os lares enquanto as fogueiras se negam a acender nos corações.Na escuridão preserva-se a luz que pode ser perigosa se iluminar o olhar sem censuras.



Wilson Roberto Nogueira.



Busca do destino

Quando olhamos para o horizonte emprestamos nossos olhos a uma escrita divina cuja mensagem interpretamos segundo nossos próprios interesses . Mas o fato que aquela arquitetura de significados independe do que criamos em torno de seus sinais .

Antes de abrir as páginas da existência humana o livro já encontra-se completo como aquele horizonte o qual não se submete ao nosso entendimento.

Segundo nossa tradição D'us deu-nos livre arbítrio,  a opção entre caminharmos segundo nossa razão  ou nossos instintos .embora Ele seja onisciente e onipresente e conheça nossas escolhas de antemão não interfere. O que importa é creditarmos  a nós mesmos as escolhas que fazemos (e não as costas largas do Criador ou do tinhoso), ainda mais quando nos distanciamos das explicações religiosas . A ligação do homem com a transcendência  é questão de mercado.

O fim da religião como algo desligado do concreto mais do que a matéria oca e dourada ou recheada por haveres deque jamais saciaremos . Onde está o fatalismo na aceitação seja das leis de mercado onde a mercadoria humana tem os eu valor de face sobrevalorizado em detrimento do Ser mero lastro esvaziado.

Istina ou Maktub, destino é uma estrada nas estrelas onde o espírito caminha solitário abandonado pela casca que revira o lixo da civilização a procura da barbárie.

Wilson Roberto Nogueira.
12/1987
"A metáfora é a guardiã da realidade . "
Adélia Prado.

Uma gota de cristal na poça

Nasceu prematuro , de um acidente de paixão adolescente. Um mecânico filho de nortistas ousou entrar no recinto íntimo da profunda princesinha estrábica , profusamente solitária.




Para afastar aquela negra mancha no caminho do vasto dourado horizonte não tardara o patriarca a regiamente pagar para apagar a vergonha. Como insulto à propriedade extorquida. No silêncio da suposta submissão, afrontando o afastamento e todo sangue do sentimento como veneno da humilhação para alimentar de ódio o temporal para longe levar a possibilidade de uma película de pensamento em retornar.



Não era nada porque nada sobrara, só a alma da mulher que arrastava os restos de suas vestes de carne em meio a outras almas zumbis, trancafiadas em pesados pesadelos durante lustros ocultando na poeira toda a beleza. O lustre não era de cristais, sempre chamada de vidro até partir-se em foscos cacos miúdos.



Quanto a prole defecada pro mundo, longe de ser o bebê Johnson ariano ,restara aquilo, um saguizinho que nasceu desobedecendo o destino nascituro. A teimosia em ter vingado será a fatura pela qual terá que responder em cada palavra carinhosa de ácido tão cristalino como água para ser bebida.



O esperma inválido conseguiu a proeza de projetar a arquitetura que cismava em abandonar-se no mar do crescimento. Aguardavam que morresse. Amadurecendo entre cactos e hera sob a sombra da esperança, uma nuvem para encobrir o sol negro de sua existência.



Encontrou uma caverna entre os livros que lhe revelaria o centro incandescente de espíritos imortais que assim como ele, passaram por entre os abismos sem jamais serem engolfados pela inexistência sedutora das cores que a queda eterna patrocina.



Mas o “miquinho” crescera e se tornara um homem , a presença constante da Ausência não era mais um fantasma, agora na carcaça de um cadáver, um casco, uma cousa pousada sob o caixão. A lágrima não encontrou na memória do afeto a chama necessária, era apenas um pote de barro dentro de uma caixa de sapatos gigante."Adeus Pai".Cujo espírito não era nada santo.



Os passos pesados como toras de carvalho socando a terra como trovão sempre dera o compasso da caminhada dura do enjeitado de cuja palha de que era feito trançou os liames de aço para enfrentar sua maturação androgênica .Caminhadas duras entre pedras e percalços quando não se tem os requisitos exigidos pela seleção natural . A viril fortaleza foi forjada no fogo na bigorna da vida, nas ruas e no constante desafio na família apostrofada.



Nadou na medida em que se afogava até encontrar a morada de toda sua angústia de viver e morrer de tanto embriagar-se de vida no amor daquela sua última morada, sua esposa.



Enquanto ela esteve em "estado interessante " encontrou de alugar um "quartinho " na vizinha .Afinal "Sua Santa mãezinha " mãe de sua semente era sagrada como uma igreja.Templo de sua aliança divina com o Criador a partir da qual era perversão incestuosa ter relações , "poderia ferir o bebe " !



Bom .Nasceu um gorduchinho que demorou a abrir os olhos e quando abriu a natureza os tinha rasgado. Saiu na noite para comprar charutos e jamais voltou. Foi encontrado no alto de uma igreja abandonada tocando um violino imaginário.Voou como um urubu para outra vida entre os partidos vidros de cristal.



Wilson Roberto Nogueira





Agora com a conscientização ecológica os esgotos das Metrópolis viraram motivo de interesse público e até fonte de renda das prefeituras que abriram uma nova frente para a curiosidade forasteira. O turismo subterrâneo nas galerias da capital, um parque temático com músicas para todos os gostos, aliás existem até aqueles que juram que as ruelas liquidas dos esgotos exalam uma melodia sem igual. O olor e as criaturas que nas trevas se alimentam dos subprodutos urbanitas são os símbolos silenciosos desta capital ecologicamente correta da urbe nefélita . No sangue agora translúcido desta cidade ecolotra a água torna-se de pleno uso para lavar pratos, prantos e pessoas.

É o século XXI que se vê Paraíso a começar da discarga !

Wilson Roberto Nogueira

domingo, julho 17, 2011

quinta-feira, julho 07, 2011

O mêdo puro dito no silêncio sopra sofrimento.
Exibe o lamento na sombra do cárcere que se arrasta
dentro do teu coração, entre as grades da janela da tua emoção.
Ninguem ouve os ganidos do teu silêncio
na lápide viva de mármore  rachado num sorriso.

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, julho 05, 2011

Cada passo,  caminhada encarcerada de um sujeito sem rosto que sai a procura da face no espelho do outro e, aos tropeços só consegue sentir o sabor da dor e do sangue. "Como encontrar no outro o reflexo de quem sou ?  "É melhor parar de arrastar o peso da incerteza e da busca da palavra-ponte na boca de outras cores ou a tradução das fibras nos intestinos de quem não queremos ver. Nossos fantasmas agigantan-se nas sombras de que ignoramos, o outro veste-se de espinhos e chagas. Cavalgamos nosso ódio a essa figura que invade a janela de nossos lares ameaçando entrar. O que é a alteridade além do mugido dos fracos a rasgar a identidade das fronteiras de nossas consciências míticas. Segregar e compartimentar assim como odiar é tão mais fácil e prazeroso como torcer numa partida de futebol ! O insulto e as palavras-flechas de ódio incandescentes projetam-se no poder do anônimato, manada de fumaça ácida, bestas feras se lançando ao abismo. Parideiras de tumorosos frutos que urgem sangrar nos amanheceres sombrios . Boas trevas século XXI !

Wilson Roberto Nogueira Jr

quarta-feira, junho 29, 2011

terça-feira, junho 28, 2011

Que te acariciava


vagarosamente

bem de vagarinho

beijando-te o corpo

para com carinho

te levar ao platô

de serenos

extreme

cimentos.

Não te zangues

com o amiguinho

foi só um sonho doce

que saiu de ti.



Wilson Roberto Nogueira

domingo, junho 26, 2011

sábado, junho 25, 2011

Tomou água salgada pelo nariz ?

Tomou água salgada pelo nariz ?Era um trote dos meus primos quando nós íamos à praia e um perdia a aposta ou a namorada para o outro.Só meia garrafa de água do mar.só que uma vez tinha um pedaço pequennico de água viva e...Minha tia quis matar-me.Fazendo isso com o filhinho dela!Nunca mais.

O piá baixou hospital, não soube mais dele porque ela não me permitiu mais me aproximar durante uns dez anos.Ela está bem velhinha agora e por isso até sorriu para mim ou quase isso.Vai ver que desmemoriou.Pode ser.Perdoou...?Não,...pelo menos eu não.

Wilson Roberto Nogueira

sexta-feira, junho 24, 2011

street art

quinta-feira, junho 23, 2011

Sorri o verbo da desdita de quando em vez, mas fico longe da Mardita,


bebo da vida enquanto ela pensa que me bebe.Vou parindo revezes

Esses filhos bastardos da fama que cega em suas luzes frias.

Sigo a senda pedregulhosa na penumbra do existir.



Agora estou na Ágora da minha consciência e as discussões que ouço

são latidos e ganidos longinquos .Estarei dormindo?Sonhos de vestes brancas

e corações negros, de chumbo e sangue.Lugar para poesia não existe !

Aquela Ágora é um Coliseu onde a morte faz seu espetáculo mais divino

Onde a massa se encontra para devorar-se como pão .

Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, junho 21, 2011

O Prêmio Nobel da Paz foi para Marte

A palavra varou a escuridão lavrando de pesadêlos os silêncios silentes da morgue

eriçando os pêlos da morte que habitava no casulo cadáver da história;

da tua estória ,escória de sifílização.

Sonha a sombra da devassidão a derradeira hora da libertação na barbárie .

 Ela caminha a teu lado e dorme contigo

esperando para beijá-la

a palavra ,
larva da dor ,
da dor da Moderna

Civilização Ocidental.
 
Wilson Roberto Nogueira

domingo, junho 19, 2011

É estou com o cérebro menstruado


andropausado de amizade,amizade

vou sair para trepar antes que a noite venha

venha vindo negra de fel e plena de frio.

Wilson Roberto Nogueira
Sampa sampleando dor na ausência de quem queira verbo para além do simplesmente ver
na vontade sem braços de quem pode e não faz.
Semente do desmando tropegando entre o pântano e o churume
Assim os olhos fechados de suas caixas
podem fabricar gavetas onde se esquece o coração
que apodrece fedendo a cobiça e a corrupção
O  fruto dessa luz é a escuridão.
Morrem aos magotes ,  germinam envenenados a   enveredar  raízes
consumindo as gotas de seiva fétida
irrigada por todos nós burgueses liberais.
Empresários e Políticos
ou simplesmente quando viramos as costas a essa paisagem urbana
que urra de desespero.

Wilson Roberto Nogueira

segunda-feira, junho 13, 2011

O verbo do desejo, o sexo no beijo


jorra da naúsea?

Do amor que amorna na saliva a água

sonha o sangue ser o vinho na saliva?

Na "irmã" a carícia se lamenta e foge

geme de desejo no ódio a encoberta

arma da paixão .

eternidade de poeiras incandescentes.

minutos de ausência

fumaça...........
 
Wilson Roberto Nogueira
Sou concreto pertencimento do Moderno e dos ísmos do século XX, (embora apreciador do XY).herdeiro da malta que se apropriou de Darwin pra construir uma sociedade de discursos e armas, muros e moléstias, e money for nothing, para criar na angústia a necessidade pelo supérfluo que segrega e dizima. Sou a morte dourada do Capitalismo !

Wilson Roberto Nogueira
Enquanto o homem engravida de capital fazendo do coração uma registradora.Deus vai dormir deixando no trinco da maçaneta o aviso "Não Perturbe " !


Wilson Roberto Nogueira
Ópio e religião é uma questão judaica?


Marx talvez caminhasse na fé de que D'us embora não esteja

faz as vezes daquela sombra que ampara e dá mêdo.

ajuda os farrapos espalhados no chão das fábricas, nas calçadas

Mas sem essa fumaça que vitaliza o que seria dessa carne muída do proletariado?

D'us seria uma obrigação moral do capitalismo , o sonho de um coração de um robo que pensa ser humano.

Wilson Roberto Nogueira

sábado, junho 11, 2011

O continente da memória oculto sob frondosa floresta de chamas.

Wilson Roberto Nogueira
Um tiro no escuro calando a canção dos cristais

Wilson Roberto Nogueira

O fascismo em nós

A construção de uma via própria para um destino histórico comum ,onde todos caminhem no mesmo passo seria a forma idealizada de totalitarismo?Como o pavimento dessa ambição fez de tantos, servos de uma mesma vontade ?Onde reside a força transformadora de homens em peças de um motor muitas vezes silente e invisível na cortina de areia da rotina.Pedras de um edifício cinzento e burocrático de uma avenida de paradas e estandartes louvando o trabalho que liberta na criação de uma identidade que segrega.Isso foi o fascismo criador de lápides sem nome sob as cinzas que chovem do passado.Esse passado passou ou ainda está em nós.Serpentes não morrem com o próprio veneno.É tão fácil odiar...


Wilson Roberto Nogueira

quinta-feira, junho 09, 2011

Meu coração sonha ser a mão que acaricia o teu.
Sobra a razão ciúmenta cimentando a ilusão de ter
os dois.Dois corpos sem emoção.O vento que move
essa neblina de areia é só uma película de desejo e tezão.
Solidão é  a laje onde durmo de dores e cansaço.
A vida  é ladra de sonhos .

Wilson Roberto Nogueira

quarta-feira, junho 08, 2011

segunda-feira, junho 06, 2011

O cano de um revólver na cabeça de um aluno em frente a escola.Correria,angústia, desespero.Trocam passos incertos ,pés em todas as direções sob pernas tremulas.Ouvem tiros que explodem no desespero do silêncio, imaginando dor e sangue, que sentem em suas entranhas.Pavor.Professores como pastores tangem seu rebanho para a segurança (?) das salas.Professoras procuram armários inexistentes para se esconder, alunas gritam e choram sem saber, sem ver.Do alto de uma janela a diretora impassivel perscruta o drama.Homem armado ameaçou aluno, mesmo sendo esse aluno o Maeda, não merece tal violência.As vísceras do infortúnio sorriem, um prazer sádico abre uma avenida nos lábios da professora de português.Enfim era só um policial à paisana.
Mais um dia rotineiro da escola brasileira.

Wilson Roberto Nogueira

domingo, junho 05, 2011

Os dentes da madrugada curitibana rangem enquanto uma montanha de panos velhos aproxima-se de um apressado pacato burguês e sua sacolinha de remédios."Uma moeda por favor ".Sem desviar o rosto da estrada deserta, responde:"Lamento,minha última moeda gastei nos meus remédios ".Não perde seu precioso tempo procurando algum rosto entre aqueles trapos ambulantes e levanta o braço mostrando a sacola da farmácia, enquanto com a outra em punho cerrado ,aperta a moeda com a efigie do presidente JK.Passos apressados na escuridão sem o faról dos carros ,passa a andar no meio da rua.Como o tempo pode ser tão longo!

Wilson Roberto Nogueira

sábado, junho 04, 2011

O esvaziamento do espírito é total, uma apráxia redutora de quaisquer capacidade de reação.Torpor deteriorante como uma fresta ao abismo.Espiar para dentro de si e procurar entre as entranhas algum nervo que ainda preste .É hoje como olhar no fundo do olho desse abismo que circunda .Uma noite sem lua nem estrelas.A apresentação das vestes da morte enquanto ela, nua, espreita-te enquanto  tu caindo sem a mínima noção da profundidade de seu fim.Tudo em volta  distorcido e oculto.

Wilson Roberto Nogueira