quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Agoniza empanturrado o dia ;dormência em cólicas desaba o morro,tudo se converte em pastosa despedida,despe-se em ruínas o oculto pranto ,torna em pedras macias vidas,sujeira em almas limpas passando sopro divino,só mais uma ceia de cães vadios.Restos humanos em faces animais.Anjos voam para não voltar.Chove sobre o entulho urbano;morre um rio renascido em poça.Catador nada em busca da latinha;afoga-se em coco.Urubus namoram futura comida que ainda sonha com a filha e a mulher;passa um tiro de desespero.Sonhos nunca teve ,só pesadêlos.Que preciosos momentos a morte presenteia !Um sorriso de uma criança ,o amor da esposa.O urubu pousado no crânio será o almoço de amanhã da familia que procura na memória o rosto do afogado.

Wilson Roberto Nogueira

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