sexta-feira, fevereiro 13, 2009

As perdas produzem ganhos inesperados
mesmo as dores nos aliviam a alma
até quando morremos a cada noite
Olhamos as luzes de luas impossíveis
luas negras de brilhantes invisíveis
que nos soterram de sedução
nos tornamos qual sondas de carne e nervos
que se consomem na medida em que nos degradamos
em suas vísceras
sepultura liqueferante de ácidos e esquecimento.

Wilson Roberto Nogueira

Um comentário:

Anônimo disse...

Acostumamo-nos as dores, sequer conseguimos tirá-las da memória.
Por medo da escuridão do desconhecido, achamo-las doces, sem acreditar que elas nos matam mesmo em vida.
Deisi

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