sábado, abril 15, 2017
ANTES DA POSSE
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
---
Autor lusitano anônimo
Fonte : Olinto Simões
domingo, março 19, 2017
passeio de um burguês
Alguns flanando a consumir o tempo olvidando por completo as personas à paisagem.Interpretando saberes e seriedades, catando
códigos, peneirando pedras preciosas a procura do que desconhecem, apenas flanando nas veias expostas de
cidades imaginárias nas catedrais ou nos templos de corpos ou na ruína de estórias anônimas flertando com precipícios famintos. Vísceras explodindo em gargalhadas."Só um salgado , estou passando fome" . "Não tenho dinheiro só cartão "
Wilson Roberto Nogueira.2009/19/09
Alguns compenetrados, outros vagando pelos quadrantes da
sala a consumir o tempo em lenta lenta agonia ou olvidando por completo os
insondáveis caminhos das matérias .Outras personas a paisagem do teatro
interpretando? Interpretando saberes e seriedades; outras profissionais catando
códigos na busca por peneirar pedras preciosas de algum edital. Mais adiante
zanzam a procura do que desconhecem, apenas flanando nas veias expostas de
cidades imaginárias .Naquele canto alí , a natureza morta dos gestuais de
sapiência dos abancados. "Oito horas a Biblioteca fechará suas portas .
"Os livros ficaram presos e dentro deles leitores fantasmas. Essa catedral
não recebe sem tetos e suas correntes de pedras.
Wilson Roberto Nogueira.2009/19/09
Forçando o olhar para encontrar outros símbolos nas letras
tortas da folha de sentimentos em branco. A página de papel revela-se espelho
do atropelo da alma bêbada que quer cair para ver se ainda é capaz de sentir
dor. Quebrou-se e nada sentiu; queimaram-lhe o cabelo e teve que cortá-lo
daquele jeito hitlerístico que nada tem de seu. Por isso força os olhos da alma
no papel que lhe rejeita.
Procurando ao redor das cadeiras algum papel.Se os restos
que encontro é o que procuro
nos silêncios das folhas rasgadas, documentos de vozes
tortas nas bocas sujas de almas sebosas;leio nos símbolos várias expressões, as
quais só explodem de vigor envenenadas sem direção ou valor organizadas.
Desatino no desalento crispadas nos olhos espadas rasgam a
noite: o bando em loucas risadas chutando o vento ignorando espaço e tempo
queimando a consciência.
O princípio da responsabilidade surdo e cego.Velho vaga no
lamento enquanto o prazer reina escondendo no útero acéfalo o feto do futuro.
A semente utopia agora vazia
oca e plena de eco do pesadelo na agonia.
Amanhã a rebeldia esta poli-morta ,encontrará revolta o
retorno à razão,à direção e ao sentido;e aí estaremos de fato perdidos.
Um tiro na surdes do sócio fascista umbiguismo burgues .
Wilson Roberto Nogueira
2009
Uma alma esfarrapada tenta cobrir o sebo que escorre por
entre a putridez do verbo ácido ,
só restos de metal enferrujado da vida opaca mediocritando desidratados sonhos
em
sonolentos passos a desfraldar misérias nas navalhas
dos dias de inverno.
Assim desconjuntada possessão dalma decrépita as derradeira cicatrizes tornam-se signos
emudecidos de anônima história.
segunda-feira, março 06, 2017
Na Boca Maldita Dois nobres representantes da nossa augusta
aristocracia togada, venerandos velhinhos operadores do direito. Devidamente
aposentados .humorados com a bílis translucida divertiam-se galhofavam “Eu faço as leis. Eu
mando. Eu tenho a carteira. “entre o degustar de um expresso fumarento.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, março 04, 2017
Fim de um burocrata mediocre
O sol pálido da página não agasalha a ideia do tempo
escorrem famintos ácaros olhando um céu vasto
soprando para viagens épicas
contudo
invisíveis, anônimas
sem sinais.
Aventuras translucidas ensaiam serenatas
sonhos de nata
Copo com coca cola morna
Moscou-se a moscaria para Moscou.
escrivaninha anciã sozinha só
como aquele retrato da avozinha
oculto sob o véu da poeira mesquinha.
Partiu após o parto daquele sonho
sem sepultura numa cicatriz sequer
daquele quarto abandonado da pensão.
Os óculos da firma que se acorrentara à repartição
agora feliz repousa na masmorra da inação
à porta desconjuntada de sua sacra cela
a aguardar o juízo chegar
a porta sempre esteve destrancada bastava abrir
mas essa barata não sabia voar.
Wilson Roberto Nogueira
escorrem famintos ácaros olhando um céu vasto
soprando para viagens épicas
contudo
invisíveis, anônimas
sem sinais.
Aventuras translucidas ensaiam serenatas
sonhos de nata
Copo com coca cola morna
Moscou-se a moscaria para Moscou.
escrivaninha anciã sozinha só
como aquele retrato da avozinha
oculto sob o véu da poeira mesquinha.
Partiu após o parto daquele sonho
sem sepultura numa cicatriz sequer
daquele quarto abandonado da pensão.
Os óculos da firma que se acorrentara à repartição
agora feliz repousa na masmorra da inação
à porta desconjuntada de sua sacra cela
a aguardar o juízo chegar
a porta sempre esteve destrancada bastava abrir
mas essa barata não sabia voar.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, outubro 30, 2016
sábado, outubro 29, 2016
Consultarei os
arquivos perdidos na poeira da desmemória qual o autor que costumava criar
palavras da junção de duas formando um forte símbolo imagético.Osvaldo,
Graciliano .Agora que preciso consultar as fichas à luz do meu neurônio
paradista mostra-se na escuridão a imensa aridez salgada onde nada germina sem
antes volar-se .fumaça e só.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, outubro 24, 2016
Dentro daquela mosca varejeira habitava a corrupção que
teimavam chamar politica de resultados.
Azulescida o coprofago inseto gozava do culto de milhões de
cunhas que viralizavam em cada sangue pútrido exalado das calçadas , nas vielas
, embaixo da saia das vestais democráticas e supra partidárias
a a amorfa moral anfíbia alimentava-se de moscas azuis e
seus cocôs dourados nas vielas da nossa democracia de pés podres.
Wilson Roberto Nogueira
Os trapos constituíam uma segunda pele daquele resíduo
humano viralateando pelas cicatrizes da urbe bêbada de pesadelos.Aedo delirante
das mazelas encrustadas em seus nervos estiolados, exalava no desmazelo do
existir suas vísceras .Desviveu por momentos ao pé do poste e com ele o seu
guardião e irmão nesse inverno de nevascas o uivo de um cão e suas pulgas sua
última morada.
A minha pátria é a pálpebra cobrindo a retina de sangue.O
exílio do coro das cores na harmonia da memória presa no arame farpado das
rosas de aço dessa pax silenciosa , as quais
sórdidas ruínas me contemplam. Esperança molhara meus pés um dia. O sol
da minha pátria tratara de secar minhas caminhadas.
Wilson Roberto Nogueira
O sol secara os olhos da alma
A minha pátria é a pálpebra
cobrindo de sangue a retina
no exílio
que segue o coro fúnebre da cor
na harmonia da memória
presa às presas da memória
cativa nas farpas sidéreas
dessa pax silenciosa de ruínas sórdidas
a contemplar nos olhos Tais
onde esperanças náufragas
em ilha nenhuma pôs os pés.
Wilson Roberto Nogueira
segunda-feira, outubro 17, 2016
O sol secara os olhos da alma
A minha pátria é a pálpebra
cobrindo de sangue a retina
no exílio
que segue o coro fúnebre da cor
na harmonia da memória
presa às presas da memória
cativa nas farpas sidéreas
dessa pax silenciosa de ruínas sórdidas
a contemplar nos olhos Tais
onde esperanças náufragas
em ilha nenhuma pôs os pés.
Wilson Roberto Nogueira
cobrindo de sangue a retina
no exílio
que segue o coro fúnebre da cor
na harmonia da memória
presa às presas da memória
cativa nas farpas sidéreas
dessa pax silenciosa de ruínas sórdidas
a contemplar nos olhos Tais
onde esperanças náufragas
em ilha nenhuma pôs os pés.
Wilson Roberto Nogueira
terça-feira, outubro 04, 2016
terça-feira, setembro 06, 2016
domingo, setembro 04, 2016
sábado, setembro 03, 2016
segunda-feira, agosto 29, 2016
Na madrugenta solitude inquietaram-se os silêncios .
Deitaram mão na face da modorra o risco de uma idéia de manhã,era só uma nuvem
perdida velando uma parida arrastando-se
na escora áspera dos muros das mansões carcomidas.
Devorando velhos fantasmas de sonhos de valsas sandias. Só o tempo sabe quando falecerá a
esperança que ora espeta o coração.
Rabugenta insensatez
A solidão inquieta deitou-se na madrugada margeando as navalhas das sombras , bordejando boates
até que as cicatrizes da manhã revelassem
rubras estórias.
Solidão é assassinada quando compartilharam na deteriorada prisão
de um quarto de motel.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, agosto 28, 2016
Guerra
Vento Oeste sequestrou as nuvens de pele negra
Que velavam o veloz rio rubro da manhã
Naquelas horas adormecidas .
A colheita continuava com o baile das foices
Transbordam muitas noites
nos olhos secos
Desertos de sonhos só sobrevive uma fresta de luz
Viver é preciso.
Wilson Roberto Nogueira.Russalki
sábado, agosto 27, 2016
segunda-feira, agosto 15, 2016
domingo, julho 24, 2016
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