sábado, março 14, 2009

Na Maré da Memória de um Sapato Sem Cadarços

O caminhar era o mesmo, passados tantos lustros,
passados tantos passos entre pedrosos e lisos caminhos,
liquidos e secos ...só a quantidade de sapatos que abraçaram
aqueles pés companheiros de jornadas!
A caminhar, correr, parar,pular empanturrados de alegrias.
Todos os dias, as noites, com ou sem tempo ruim para ambos.
Só descontados os estranhamentos;mas logo,logo dava-se uma maneira
outra de se contornar.
Hoje a honra de se plantar a si na palma dos pés do patrão a sola do seu
derradeiro caminhar deste sapato que vos narra.
Cá não me furto de lembrar do meu irmão ( de couro rebentos da mesma vaca mãe)
que está na lida de dar guarida a familia de pardais; com teto e calor à margem do riacho seco.

Wilson Roberto Nogueira

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