quinta-feira, março 05, 2009

A Turquinha Istambouli

ele ria quando chorava para ela poder chorar de rir
era só um rio que cruzou com a pedra na idéia flutuante da natureza.
a pedra molhada enxugava o suor da água
gotejava sal moura ria no mosaico bizantino
ruínas despoderosas olhando a lua no fundo do mar
apaixonados pois distantes tortura acariciante
na sombra da mesquita ora um grego gago entre ouros
na despalavrada metalaria a prata manchada de especiarias.
correm véus sorridentes a bailar com gaivotas
todos os dias narguilé com tabaco turco e muito café

Ele ria quando chorava sua velha Istambouli era para sempre azul menina.


Wilson Roberto Nogueira

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