Uma vez parado percorro caminhos no silêncio do vazio.
Quando em movimento,estático refém das imagens
barulhentas das paisagens.
Sigo trilhas sem deixar rasas ou profundas pegadas
no caminhar cúmplice da etérea poeira das horas.
Sorvo o silêncio e na solidão
copo transbordante
me afogo no afago das nuvens.
Vapor de vida contida na gota de orvalho
a tarde de sol sepultou a lágrima
mar de sal sob o sol.
Gaivotas cortam o céu que sonha
chuva de verão.
O tempo povoa o vazio preenchendo a existência.
Isso é o tédio ou é o arroz brotando do Saquê?
Wilson Roberto Nogueira
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