sábado, outubro 23, 2010

Depois da batalha

I


Em cada caveira , um vaso vela um ninho.

Em cada buraco do olho um caco de vidro

brilha com a força de um cristal. Em cada caveira,

restos de carvão sonhando diamante.

Em cada caveira um largo sorriso

faceira olha um vaso no crânio

aninha-se um passarinho à chocar

Esperança.



II

As caveiras sonham paz de porcelana quebradas por alcatéias de condenados e vulturinos homens à despojar os cadáveres de suas lembranças.



Wilson Roberto Nogueira jr

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