quinta-feira, outubro 07, 2010

Na Rússia os hospitais não tem remédios


nos leitos crianças com metastases do quinto grau

choram de dor ,enquanto suas mães impotentes

se consomem em dar carinhos e tentam com o amor

vencer a dor.Sentindo nelas próprias rasgarem seus

corpos.Adormecem exaustas ao lado de suas crias.

Imploram que o sofrimento seja expulso

que o alívio piedoso beije a alma de seus anjos

gerados em seus ventres.

E

se culpam por desejarem a libertação de

seus nervos e sangue, e coração e alma

naquelas ameaçadas moradas criadas do amor

ou do longo e sinuoso percurso em direção a ele.

UUUrrrrram em revoltaaaaaaa nos pátios apinhados de espinhos

e almas penadas nos pátios infectos dos hospitais miseráveis da Rússia.

Sob o olhar do Prêmier,oculto no vidro sujo do quadro.

Enquanto um bêbado

atropela o muro do hospital

e a milícia , meio a contragosto, constrangida o prende

sabendo ser aquilo , os restos do orgulhoso marido

da mulher que foi sugada pelo desespero por ter perdido

a única filha para o orgulho da tecnologia russa

O Aprisionamento do átomo.Que se rebelara e cego

procurara a liberdade espalhando os raios invisíveis

nos mais indefesos filhos da Mãe Rússia.

Wilson Roberto Nogueira

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