terça-feira, outubro 12, 2010

jamais o relógio horou pelas horas penitentes



presos em sua cela o tempo nas poeiras se evolou


 nas Sardas dos dias em cabelos ruivos


tufos de  virgindade restaurada

Um gole lendo lentamente sonhos em vos alta


tramas

transas

troças



sabe-se lá...



só as horas que passam

no compasso que presan

sem pressa não estando presas

voam as horas sobre os minutos

devorando penitentes segundos.



todos naquela casa dormem

em sonhos de travesseiros imundos.



até as ensopadas vísceras.

Uma noite canibalizando dias


Harpas de Harpias nas Brumas Frias


Wilson Roberto Nogueira

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