terça-feira, outubro 05, 2010

O uivar mundano ou despertem (Z)elites

O mundano nada muda,


fala o idioma da banalidade.

No pulmão a revolta não tem fôlego,

só espectóra o bom senso ou constata,

o que lhe parece (No olhar de ciclope míope),

a expressão dilacerante dos escombros da civilização;

dos restos mortais de toda moral humanista derrotada,

enterrada na cova da política da sociedade prostituída e

hipócrita,escondida atrás da porta da palavra vazia,

perdida na louca avenida da urbe,

das paisagens em forma de pesadelo

que ninguém mais com os olhos da reflexão olha

Não há tempo. Cão que dorme e devorado por outro cão

Winners and losers.

Perdida na louca avenida da urbe

clamando por uma nova avenida

Iluminada...limpa...dourada

de palacetes ,cafés e shoppings.



O mundano constata o que lhe parece óbvio

e repete vomitando dogmas da modernidade

carcomida e imortal.

O mundano é sobretudo urbano

cosmopolita astronauta de aldeias idênticas

mundos artificiais em exóticas e caras cores locais.

O mundano se arremessa em arremedo de bala

disparada na revolta a procurar cegamente

matar a angústia de slogans de sangue e ácido.

Mas o que conseguem tais apedeutas do espírito

é morrerem afogados no raso

porque não acreditam em seus próprios meios,

na força transformadora do espírito cultivado

verdadeiro alimento de que se nutre a liberdade

e real silencioso terremoto transformador da sociedade

Melhor do que uivos de chacais na madrugada

o uivo mundano perde-se na madrugada.

Wilson Roberto Nogueira

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