terça-feira, agosto 03, 2010

A borboleta beijava o banco da praça


as folhas ao redor bailavam


enquanto pardais faziam graça.

Uma empada apodrecida saudosa

saudosa chorava


pela boca que a abandonou.

Preso em seus andrajos

mendigo pregado pela desdita

sonhava liberdade infinda

voando como um rei

um urubu rei.

As borboletas se acercavam

perfumando seus sonhos

num lindo túmulo ao ar livre

As borboletas beijava o banco das praça

colorindo os sonhos do pesadelo

cavando no seu ouvido

com a pazinha de seus piados

os passarinhos enchiam de música

a escuridão.

Até a defesa pública chegar

ou em cinzas se transformar.

Wilson Roberto Nogueira

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