domingo, agosto 15, 2010

O pombo desaprendeu o valor de voar


aprendeu na prisão do homem a caminhar

ruminando correntes

caminhando com as garras enraizadas entre as pedras.

Perderam as asas os pássaros,

pássaros solitários

arremedos do homem sem sonhos,

sem sombras sem sal sem sol,

só caminhantes do perpétuo presente,

tateando cegos alguma semente

de vida e de sonho, de utopia

para mastigar e defecar

nas camisas negras das sombras

humanas

Wilson Roberto Nogueira

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