sexta-feira, agosto 06, 2010

Franjas da cidade

Franjas da cidade nos becos da cidade luz


Franjas crespas da cidade crepitam revoltas dos despossuídos

filhos rejeitados jogados nas poças de pûs beijados pelas luzes do Humanismo

e cegados por suas promessas de sonhos germinadoras de pesadêlos .


O passado  volta para assombrar o presente na sombra da fumaça


o presente na sombra da árvore negra da desgraça



águia imensa agarrando a esperança

a fé feroz criança só no útero do ódio recebe amor

na boca dos morteiros ou na água dos bueiros.

A guerra é o noso pão de todo dia.



Wilson Roberto Nogueira

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