domingo, agosto 01, 2010

Naufrágio

A juventude da esperança faleceu na cova da desilusão- a última ceia servida fria de cinismo.
A máscara de cêra a derreter hipocrisia , na asia dançante do derradeiro trago; goela cambaleante de desilusão tragado, fumado pela etérea lembrança , a lâmbida nalma marcada no semblante ,pálida e fumegante, humorejando a rastejar numar de violentas vogas gastrointestinais.
Abissais monstros marinhos sacodem o corpo franzino da fragata.Mas que gata, agaichada nua no meio da pista ,era mesma uma sombra esguia a naufragar na fragrancia do veneno de que vivia ; era o cio da tempestade com o mar; dela restaram a morada das enguias e tubarões e Bêbados abantesmas a cortejavam nas entranhas dos peixes à procurar segredos de sereias ,serenatas de sonhos de uma ébria magna mata.
Lambe o cão o caído saco de ossos ,na sargeta desperta pro pesadelo o próprio testemunho da derradeira derrota .
Na sargeta a vaga lembrança da máscara sem rosto.
Nau dos condenados.

Wilson Roberto Nogueira

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